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E se as mulheres fossem divinas?

Com Simeia Mello, Deborah Monteiro e Ana Helena Ithamar Passos

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 120 minutos

16

atividade presencial

R$ 15,00 Credencial Plena
R$ 25,00 Meia entrada
R$ 50,00 Inteira

Local:  CPF - 4º andar

Datas e horários

27/10 a 10/11

27/10 • • 16h00
29/10 • • 16h00
05/11 • • 16h00
10/11 • • 16h00
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De 27/10 a 10/11, terças e quintas, das 16h às 18h. Exceto dia 3/11

O curso propõe uma reflexão sobre o lugar das mulheres e dos femininos nas cosmologias religiosas e sobre como diferentes tradições constroem imagens da criação, da autoridade, do cuidado, da transformação e da comunidade. Os mitos fundadores não apenas narram a origem do mundo. Eles produzem formas de imaginar a realidade, organizam relações entre o visível e o invisível e oferecem referências sobre aquilo que uma sociedade considera possível para o humano. Ao narrar quem cria, quem transforma, quem cuida, quem exerce poder e quais forças participam da constituição do mundo, os mitos também produzem sentidos que atravessam a cultura, as relações sociais e as formas como diferentes sociedades compreendem a si mesmas. Partindo dessa perspectiva, o curso E se as mulheres fossem divinas? propõe uma reflexão sobre o lugar das mulheres e dos femininos nas cosmologias religiosas e sobre como diferentes tradições constroem imagens da criação, da autoridade, do cuidado, da transformação e da comunidade. Interessa pensar o que essas narrativas revelam sobre as possibilidades de existência que uma sociedade é capaz de conceber e o que acontece quando as mulheres participam, também, das forças fundadoras e organizadoras do mundo. A pergunta “E se as mulheres fossem divinas?” orienta o percurso como um exercício de imaginação. Ao aproximar mitologia, religiosidade, gênero e educação, o curso convida participantes a pensar os mitos não apenas como narrativas do passado, mas como repertórios que continuam produzindo sentidos no presente e participando das disputas sobre aquilo que podemos imaginar como forma de existir. Nesse sentido, refletir sobre diferentes imagens do feminino no sagrado torna-se especialmente relevante para o campo educativo. Em um contexto marcado por disputas em torno da presença das culturas e religiosidades afro-brasileiras nas escolas, ampliar os repertórios mitológicos e cosmológicos pode também ampliar as possibilidades de imaginar as mulheres, as relações e a própria experiência humana.

Dia 1 – Mitos fundadores e colonialidade do ser

Compreender os mitos como formas de elaboração da experiência humana e refletir sobre os impactos do projeto colonial na produção de subjetividades e na relação com diferentes formas de sagrado.

Dia 2 – Tornar-se mulher: gênero, poder e produção das mulheridades

Refletir sobre o gênero como construção social e histórica e sobre como diferentes contextos culturais produzem sentidos, lugares e possibilidades para as mulheres e as mulheridades.

Dia 3 – E se as mulheres fossem divinas?

Refletir sobre mitologias africanas e afro-brasileiras nas quais mulheres e forças femininas ocupam lugares centrais na criação, transformação, organização e equilíbrio do mundo, ampliando as possibilidades de imaginar as mulheridades.

Dia 4 – Quando as divinas entram na escola

Refletir sobre a educação como espaço de produção e disputa de imaginários, considerando a presença das cosmologias afro-brasileiras e suas possibilidades para ampliar os repertórios sobre mulheres, femininos e formas de existir.

Com Simeia Mello, cofundadora e diretora do Instituto Ella Criações Educativas. Mestra em Língua Portuguesa pela PUC-SP, é educadora e atua com direitos humanos, relações raciais e de gênero. Coordenou o Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo entre 2020 e 2025.

Com Deborah Monteiro, doutoranda em Educação na Unicamp, mestra em Educação pela USP e graduada em Letras pela PUC-SP. Educadora com experiência na educação básica e na formação de professores e gestores, é diretora do Instituto Ella e coordenadora pedagógica do ensino fundamental.

Com Ana Helena Ithamar Passos, advogada, mestra e doutora em Serviço Social pela PUC-Rio. Pesquisadora e professora, atua nas áreas de direitos humanos, relações étnico-raciais, branquitude, gênero e epistemologias feministas. É cofundadora e diretora de Comunicação do Instituto Ella Criações Educativas.

Inscrições a partir do dia 24/9, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.

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