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Entre Olhares e Histórias: o Brasil quilombola e os efeitos da branquitude

Com Mariane Cabeça, Victoria Fernández e Juliane Sousa

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 120 minutos

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atividade presencial

Grátis

Local: sala 1

Datas e horários

De 15/04/2026 a 06/05/2026

15/04 • Quarta • 10h30
15/04 • Quarta • 10h30
22/04 • Quarta • 10h30
29/04 • Quarta • 10h30
06/05 • Quarta • 10h30
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O curso propõe uma revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva e política da branquitude no Brasil. A partir de uma interlocução entre Freud, Guerreiro Ramos e Cida Bento, serão examinadas as implicações do racismo na constituição do sujeito, na transmissão da psicanálise e na configuração do setting. O curso propõe uma abordagem crítica e reflexiva sobre os impactos da colonização em populações historicamente vulnerabilizadas, como os povos africanos e originários, a partir de textos e pesquisas contra coloniais desenvolvidos por filósofos quilombolas e intelectuais negros.

Encontro 1 – Revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva – invenção do
Brasil e políticas de branqueamento – Mariana Cabeça

– Constituição do país a partir de apagamento dos povos originários;
– Escravização de populações africanas;
– Projetos de imigração europeia subsidiados pelo Estado;
– Construção da branquitude enquanto posição de poder;
– Políticas de embranquecimento e efeitos da branquitude na linguagem e no
inconsciente;
– Mitos fundantes da nacionalidade brasileira: democracia racial e meritocracia;
– Jornalzine como experiência concreta de elaboração e intervenção.

Encontro 2 – Branquitude e Setting analítico: qual lugar da raça? – Victoria Fernández

– A questão da análise leiga pensada a partir das relações inter-raciais;
– A partir de uma perspectiva racializada, como construir e estruturar
pontes e caminhos para uma clínica antirracista.

Encontro 3 – Saberes Contra-coloniais: Quilombolas, Território e
Justiça Climática – Juliane Sousa

– Colonização, racismo ambiental e crise climática;
– História e resistência quilombola;
– Práticas de cuidado com a terra e o corpo-território;
– Narrativas orais e tecnologia ancestral

Encontro 4 – Clínica, Linguagem e Território: Elaborações e Implicações
ao Fim de um Percurso – Juliane, Mariana e Victoria

– Revisão crítica e integrada dos conteúdos das três primeiras aulas;
– Implicações clínicas da racialização e da posição de branquitude;
– Clínica e linguagem como territórios de disputa simbólica e política;
– Ecologias de saberes e práticas de resistência: do quilombo à escuta analítica;
– Criação de dispositivos coletivos de elaboração e continuidade.

Com Mariana Mendonça Cabeça, doutoranda em Psicanálise: Clínica e Cultura (UFRGS) mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) . foi pesquisadora interna do Departamento de Psicologia da Stellenbosch University (2024). Bacharela em Psicologia pela Unesp Assis (2019), é coautora do Guia de Reconhecimento da Branquitude (Educando pela Diversidade, 2020) e do livro Ambivivências (Inteligência, 2021).

Victoria Fernández, psicanalista, pesquisadora e publicitária, atua na cli¿ nica particular/social e co-fundou o Grupo de Iniciativa Psi Antirracista (GIPA), uma OSC de pesquisa e sau¿ de mental para ampliar a presenc¿ a negra e indi¿ gena nos parlamentos do Brasil.

Juliane Sousa, quilombola jornalista e hoje é gerente de comunicação e marketing do Sistema B Brasil. Com mais de 15 anos de atuação nas agendas ambiental e climática, a jornalista é gestora cultural, podcaster, roteirista e consultora de diversidade e inclusão. Atualmente, tem se dedicado à pesquisa sobre territórios quilombolas no estado do Maranhão

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