Foto: Noelia Nájera
Foto: Noelia Nájera

Favela de Barro – Instáveis Moradias em Queda

Esquadrilha Marginália [Brasil/SP]

Mirada - Espetáculos

Santos

Duração: 105 minutos

A16

atividade presencial

Local:  Mercado Municipal

Vendas nas bilheterias a partir do dia 14/08, às 15h.

Foto: Noelia Nájera
Foto: Noelia Nájera

Ao mergulhar nas contradições que fundam as favelas brasileiras, o espetáculo indicado ao Prêmio Shell em 2025 desvela a formação desses territórios. A dramaturgia resgata como o termo nasceu na Guerra de Canudos, na Bahia, chegou ao Rio de Janeiro e passou a nomear as ocupações urbanas de todo o país, revelando a precariedade da moradia como política de Estado. Em cena, a Esquadrilha Marginália celebra dez anos de pesquisa contínua voltada à descentralização do olhar cênico. A encenação ganha vida de forma imersiva, costurando depoimentos e cantos por meio dos quais os performers transformam o corpo em um arquivo vivo. Um convite poético que reivindica a favela como uma estrutura feita de barro: frágil para trincar, mas resistente para nunca deixar de existir. 

Fundada em Cubatão, no litoral de São Paulo, a Esquadrilha Marginália celebra dez anos de atuação continuada. Formado por jovens artistas das quebradas locais, o coletivo desenvolve uma pesquisa voltada à linguagem popular, à estética periférica e ao território como fonte dramatúrgica. Ao criar localmente, o grupo traz suas próprias referências e realidades para o centro da cena sem precisar sair de onde vive, assumindo a urgência de descentralizar o olhar e reafirmando a favela como um polo legítimo de pensamento, invenção e produção de linguagem contemporânea.  

Ficha técnica 

Idealização: Esquadrilha Marginália
Direção: Sander Newton
Dramaturgia: JùpïRã Transeunte em Processo Colaborativo
Direção de movimento: Castilho
Atuação: Jezuz Pereira, Julia Victor, JùpïRã Transeunte, Luiz Guilherme, Michel do Carmo e Rafael Almeida
Técnico de palco: Michel do Carmo
DJ/Produção musical: Breno Garcia (Groovy)
Desenho de luz: Babi Sabino e Rafael Almeida
Operação de luz: Babi Sabino e Larissa Siqueira
Operação de som: Antônio Caio
Desenho de cenografia: Jezuz Pereira
Cenotécnico: Josué Salvino
Assistência de cenografia: JùpïRã Transeunte
Desenho e concepção de figurino: Amelia Maria e Julia Victor
Assistência de figurino: Luana Laciny e Laura Braga
Composição “Canção das águas”: Jezuz Pereira
Produção: Jack (Corpo Rastreado), JùpïRã Transeunte e Jezuz Pereira
Mídia social: Michel do Carmo 

Instagram: @esquadrilhamarginalia

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