Duração: 180 minutos
atividade presencial
Local: sala 5
Datas e horários
De 10/04/2026 a 24/04/2026
O curso tem três encontros teórico-práticos e propõe uma imersão crítica e sensível no forró como campo de diálogo entre tradição e transformação. Entende o forró não apenas como prática artística e social, mas como uma ação cognitiva do corpo, um modo de conhecer e elaborar o mundo através do movimento.
Dia 10/4. Corpo, Cultura e Linguagem – aborda o corpo como sistema vivo e coevolutivo, que aprende e transforma o ambiente em que se insere. A partir das relações entre corpo e cultura popular, investigaremos o forró como processo cognitivo e simbólico, no qual se articulam história, afetos e práticas sociais. Serão propostas experiências corporais que estimulem a percepção de como a dança organiza pensamento, identidade e memória.
Dia 17/4. Gênero e Dança – propõe uma reflexão crítica sobre as convenções de gênero que atravessam o forró enquanto espaço de sociabilidade e representação. A partir de referenciais feministas e de epistemologias decoloniais, discutiremos como o patriarcado e a heteronormatividade moldaram a figura do condutor e da conduzida (antigo dama e cavalheiro), e de que modo é possível propor ações empoderadoras e contra-hegemônicas dentro da prática artística e pedagógica. O corpo será pensado como território político, produtor de linguagem e potência de transformação.
Dia 24/4. Linguagem e Protagonismo – apresenta a Dialogação, metodologia desenvolvida na Escola das Bonita, que articula teoria, prática e diálogo como princípios de aprendizagem e criação. A proposta metodológica nasce da escuta e da partilha entre corpos diversos, entendendo o ensino da dança como prática de liberdade, inspirada na pedagogia freireana e nas epistemologias feministas. Através de experiências de improvisação e análise coletiva, investigaremos como a linguagem corporal pode produzir protagonismo e redes de cuidado dentro da dança popular.
Juliana Freire bota o forró para balançar ¿ refletindo, criticando e dançando. Dançarina, professora e idealizadora da Escola das Bonita, desenvolve um trabalho político que propõe uma revolução na dança por meio de práticas rebeldes, feministas, anticapitalistas e anticolonialistas. Sua pesquisa atravessa os lugares de fala silenciados no forró pé de serra e em outras danças populares. Mestre em Dança pela UFBA e Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, vivencia o forró há mais de 20 anos.
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