Foto: Felipe Rodrigues
Foto: Felipe Rodrigues

Hereditária

Com Isadora Medella, Luize Mendes Dias e Moira Braga (RJ). Direção: Pedro Sá Moraes

Frestas - Trienal de Artes

Sorocaba

A12

atividade presencial

Local: Teatro

Vendas online a partir de 28/7 - 17h; Vendas presencial a partir de 29/7 - 17h

Foto: Felipe Rodrigues
Foto: Felipe Rodrigues

Aos 7 anos de idade, Moira Braga foi diagnosticada com uma rara doença chamada Stargardt. Hereditária é um espetáculo solo, em que a artista parte da descoberta da doença que levaria a perda de sua visão para explorar os vários sentidos da hereditariedade, do genético ao social, do histórico ao mítico. Como é marca registrada dos trabalhos de Moira, neste espetáculo a acessibilidade não é apenas uma contrapartida, mas um elemento constitutivo da dramaturgia e da encenação.

Esta é a primeira criação de Moira que tematiza diretamente a deficiência, mas a principal característica de sua trajetória artística sempre foi a acessibilidade. Ao longo de sua carreira ela vem desenvolvendo formas de utilizar de modo criativo as tecnologias assistivas, para além de uma contrapartida, tornando os espetáculos acessíveis e também mais interessantes para o público sem deficiência.

Para assinar a direção, a trilha sonora, e escrever com ela a dramaturgia, Moira convidou Pedro Sá Moraes, uma referência na interface música-teatro, reconhecido por sua abordagem à cena que conduz movimentos, falas e intenções por um sentido musical. A direção recebeu a indicação ao prêmio Shell de teatro em 2024.

A intenção dos artistas é que dramaturgia e audiodescrição caminhem entrelaçadas, utilizando, além de palavras, códigos sonoros e melodias. No palco, Moira é acompanhada pelas atrizes Luize Mendes Dias e Isadora Medella, realizam a audiodescrição e libras em cena de forma integrada na dramaturgia.

A direção de movimento é do bailarino e coreógrafo Edu O., que tem mais de 60 espetáculos no currículo e é o primeiro professor de dança cadeirante numa universidade pública no Brasil. A cenografia indicada ao prêmio Shell de teatro em 2024, é assinada por Ricardo Siri, artista reconhecido por sua interface de música e artes visuais, sendo composta de objetos sonoros incomuns manipulados pela atriz em cena. O figurino, de Vania Soares (ateliê Ms. Vee), com texturas de tramas de cordas e malhas, carregará referências às tramas do tempo e os fios do destino.

O espetáculo conta com Libras e audiodescrição em cena aberta, além de visita guiada ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão.

Ficha técnica:

Idealização – Moira Braga

Dramaturgia – Moira Braga e Pedro Sá Moraes

Direção – Pedro Sá Moraes

Elenco – Isadora Medella, Luize Mendes Dias e Moira Braga

Canções originais – Pedro Sá Moraes

Direção musical – Pedro Sá Moraes e Isadora Medella

Direção de movimento – Edu O.

Cenografia – Ricardo Siri

Figurino – Vania Ms. Vee

Iluminação – Ana Luzia De Simoni

Identidade visual – Vinícius Santilli | Grambolart

Fotos – Junior Zagotto, Felipe Rodrigues, Pedro Sá Moraes, Thelma Vidales,

Maquiagem – Lucia Carrara

Assessoria de imprensa – Alessandra Costa

Consultoria em Libras – Jadson Abraão

Consultoria em audiodescrição – Felipe Monteiro

Contabilidade – Davi Andrade

Assistência de produção – Guilherme Soares

Direção de produção – Jordana Korich

Realização – Grande Mãe Produções

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