Duração: 60 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Convivência – Térreo
Gratuito - Sem retirada de ingresso
Datas e horários
15/08 a 16/08
O Hip Hop Pindorâmico nasce como movimento de retomada estética, política e ancestral. Mais do que um encontro entre linguagens urbanas e saberes indígenas, o projeto constrói uma travessia sonora e coletiva que conecta território, memória, denúncia e futuro. A partir da força do rap, da oralidade, da dança, do grafite e da presença indígena nas cidades, o Hip Hop Pindorâmico reivindica outros imaginários para o Brasil ¿ ou melhor, para Pindorama.
Em diálogo com artistas indígenas, periféricos e independentes, a iniciativa tensiona as narrativas coloniais que historicamente apagaram corpos, línguas e culturas originárias dos centros urbanos. O projeto evidencia que povos indígenas não pertencem ao passado: estão vivos, criando, rimando, produzindo cultura e reinventando formas de existência dentro e fora das aldeias.
O Hip Hop Pindorâmico mistura beats, cantos ancestrais, poesia falada e intervenções visuais para construir experiências que atravessam arte, espiritualidade e mobilização social. Cada apresentação se transforma em espaço de escuta, resistência e celebração coletiva, aproximando juventudes indígenas, negras e periféricas em torno da arte como ferramenta de transformação.
Além dos espetáculos e apresentações artísticas, o projeto também desenvolve formações, oficinas e aulas sobre Hip Hop Indígena, compartilhando reflexões sobre ancestralidade, território, cultura urbana e a presença indígena contemporânea dentro do movimento hip hop. As atividades formativas fortalecem processos educativos e criativos voltados para juventudes, escolas, centros culturais e coletivos.
O coletivo já realizou ações e apresentações em espaços como o Sesc Pompeia, Sesc Ipiranga e Sesc Belenzinho, ampliando o diálogo entre arte indígena contemporânea, educação e mobilização cultural.
Ao ocupar palcos, ruas e espaços culturais, o projeto reafirma o hip hop como linguagem de enfrentamento ao racismo estrutural, ao genocídio indígena e à destruição dos territórios. Também propõe uma reflexão sobre pertencimento, identidade e futuro, colocando no centro as vozes de artistas que historicamente foram silenciados.
Mais do que um espetáculo, o Hip Hop Pindorâmico é um chamado para imaginar outros mundos possíveis ¿ onde a cultura ancestral e a criação contemporânea caminham juntas, fortalecendo redes de cuidado, luta e permanência.
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