Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Biblioteca - Piso térreo
Data e horário
12/08 a 12/08
Neste bate-papo, Glicéria Tupinambá e Rita Carelli conversam sobre o livro “O Feitiço do Fio: A Busca Pelo Manto Tupinambá” (Companhia das Letras). Na publicação, a autora articula documentos, imagens e relatos de campo para abordar os mantos tupinambás como entidades vivas, destacando o papel das mulheres como guardiãs históricas destes artefatos e dos saberes ancestrais.
Primeira mulher a confeccionar um Manto Tupinambá em mais de quatrocentos anos, Glicéria Tupinambá foi uma das grandes responsáveis pela repatriação de um dos mantos, então na Europa, ao Museu Nacional em 2024, um marco histórico no processo de retomada de artefatos indígenas. Ao narrar o encontro com mantos preservados em museus na Europa e, ao mesmo tempo, o resgate das técnicas de sua feitura no território de origem – a Serra do Padeiro, no sul da Bahia -, Glicéria Tupinambá apresenta o manto não como objeto, mas como entidades vivas, dotadas de memória, espiritualidade e agência.
Haverá sessão de autógrafos após o bate-papo.
Glicélia Tupinambá, também conhecida como Célia Tupinambá, é da aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença (BA). Líder indígena, pesquisadora, professora e artista visual e audiovisual, articula pesquisa, arte e ativismo político na luta pelo território e pelos direitos de seu povo. Foi a primeira artista indígena a representar o Brasil na Bienal de Veneza, em 2024, com a exposição “Ka’a Pûera: Nós somos pássaros que andam”. É mestre em antropologia social pela UFRJ. Premiada com a Bolsa de Fotografia Zum/IMS em 2022.
Rita Carelli nasceu em São Paulo em 1984. Escritora, atriz, ilustradora, diretora de cinema e de teatro, é autora de uma obra diversa e premiada. Seus livros A história de Akykysiã, o dono da caça e Minha família Enauenê foram contemplados com o selo White Ravens, da Biblioteca de Munique, e o Altamente Recomendável da FNLIJ. Pelo romance Terrapreta recebeu os prêmios FNLIJ Orígenes Lessa e São Paulo de Literatura em 2022. Na Companhia da Letras assina a pesquisa e organização dos livros de Ailton Krenak, com quem publicou Kujan e os meninos sabidos.
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