atividade presencial
Local: Teatro Anchieta
Você também pode adquirir seu ingresso nas bilheterias a partir das 17h do dia 21/1
Jasão, vivendo com Medeia há alguns anos em terras gregas, decide desposar a filha do rei da cidade onde habitavam. Com filhos ainda pequenos, anuncia à mulher o intento de se casar com a filha de Creonte, rei de Corinto. Medeia reage com o que considera a pior das vinganças.
Filha de Eetes, rei da Cólquida, apaixona-se pelo grego Jasão, quando este chega ao seu país com uma missão difícil: recuperar o velocino de ouro. O êxito de tal missão só acontece devido ao auxílio de Medeia. Medeia usa as artes de magia para fazer o amado ser bem-sucedido nas provas impostas ao enfrentar os touros que expelem fogo e a serpente guardiã da árvore em que está dependurado o tosão dourado.
A tragédia começa tempo depois quando Jasão, vivendo com Medeia há alguns anos em terras gregas, decide desposar a filha do rei da cidade onde habitavam. Com filhos ainda pequenos, anuncia à mulher o seu intento de se casar com a filha de Creonte, rei de Corinto. Medeia reage com o que considera a pior das vinganças: mata primeiro Creúsa e o rei, seu pai, e, a seguir, mata os filhos que tivera com Jasão.
A relevância das tragédias gregas reside na sua capacidade de transcender o tempo e o espaço, oferecendo um espelho da condição humana e de seus dilemas universais, com uma linguagem teatral rica e poderosa. Além disso, a peça de Sêneca oferece uma rica oportunidade para reflexões sobre a condição feminina, a violência, a busca por justiça e o etarismo, temas que ressoam fortemente na sociedade contemporânea.
Embora a peça não explore especificamente o envelhecimento, a situação de Medeia, como uma mulher mais velha e sem poder, pode ser vista como um exemplo de como as mulheres mais velhas eram marginalizadas, rejeitadas e desvalorizadas na sociedade grega, e o rastro do que acontece nos dias atuais em nosso país.
Além disso, o elenco estimula esse debate sobre o etarismo ou o preconceito de idade com artistas entre 60 e 80+, a exemplo de Walderez de Barros, Mariana Muniz, Plínio Soares, entre outros.
Gabriel Villela estudou direção teatral na Universidade de São Paulo. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com Você vai ver o que você vai ver, de Raymond Queneau, e O Concílio do Amor, de Oscar Panizza.
Desde então, ja recebeu três Prêmios Molière, três Prêmios Sharp, 12 prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, seis troféus APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), cinco Prêmios APETESP (da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo), entre outros tantos reconhecimentos.
Encenou Camus, com Calígula, Heiner Muller, em Relações Perigosas, Calderón de La Barca, A Vida é Sonho, Schiller, Mary Stuart, William Shakespeare, em Primeiro Hamlet, Macbeth e Romeu e Julieta, Strindberg, com O Sonho, Eurípides, em Hécuba, e os dramaturgos brasileiros Nelson Rodrigues, A Falecida e Vestido de Noiva, Arthur Azevedo, com O Mambembe, João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, Carlos Alberto Soffredini, em Vem Buscar-me que ainda sou teu, Dib Carneiro Neto, com Salmo 91 e A Crônica da Casa Assassinada, Luís Alberto de Abreu, A Guerra Santa, entre outras.
Dirigiu uma trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC, com Ópera do Malandro, Os Saltimbancos e Gota D´Água.
Dirigiu musicais, óperas, dança e especiais para TV. Foi Diretor Artístico do Teatro Glória/RJ (1997/99) e do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), entre os anos de 2000 e 2001.
Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de festivais nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina. Com o Grupo Galpão fez o sucesso estrondoso de Romeu e Julieta, que rendeu a Villela o convite para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, conquistando a crítica e o público londrino. O espetáculo voltou a Londres em 2012 para participar da Olimpíada Cultural, evento paralelo aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
FICHA TÉCNICA
Texto: Sêneca
Tradução: Ricardo Duarte
Direção e Figurinos: Gabriel Villela
Cenografia: J C Serroni
Elenco: Walderez de Barros, Mariana Muniz, Plínio Soares, Rosana Stavis, Claudio Fontana, Letícia Teixeira, Marcello Boffat e Jorge Emil
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