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Milton Santos 100 anos: obra e legado

Contribuições para a Geografia crítica, a educação e a compreensão das desigualdades territoriais.

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 120 minutos

16

atividade presencial

R$ 18,00 Credencial Plena
R$ 30,00 Meia entrada
R$ 60,00 Inteira

Local: Auditório

Data e horário

De 23/04 a 25/04

23/04 • Quinta a Sábado • 10h30
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A efeméride do centenário de nascimento do geógrafo brasileiro Milton Santos constitui um marco relevante para a reflexão crítica sobre sua obra e seu legado intelectual. Trata-se de uma ocasião privilegiada para revisitar, analisar e celebrar a trajetória de um dos mais importantes pensadores das ciências humanas, cuja produção teórica exerceu profunda influência tanto no contexto acadêmico brasileiro quanto no cenário internacional.
Reconhecido como uma das principais referências da Geografia contemporânea, Milton Santos desenvolveu uma obra marcada pela densidade teórica e pelo compromisso analítico com a compreensão das dinâmicas do espaço geográfico em suas múltiplas dimensões sociais, políticas e econômicas. Suas reflexões sobre globalização, território e desigualdades socioespaciais contribuíram decisivamente para a renovação do pensamento geográfico, influenciando diferentes gerações de pesquisadores e ampliando o alcance crítico da Geografia na interpretação das contradições do mundo contemporâneo.
A relevância de sua trajetória intelectual pode ser evidenciada pelo amplo reconhecimento nacional e internacional de sua obra. Ao longo de sua carreira, recebeu mais de vinte títulos de doutor honoris causa concedidos por universidades no Brasil e no exterior. Produziu ainda uma obra extensa e de grande impacto, composta por mais de quarenta livros e cerca de trezentos artigos científicos publicados em diversas línguas.
Seu prestígio na Geografia foi consagrado em 1994 com o Prêmio Vautrin Lud, uma das mais importantes distinções internacionais da área. No Brasil, também recebeu diversas homenagens. A revista Veja o incluiu entre os dez cientistas mais importantes do país no século XX e, em 1998, sua relevância como intelectual público foi reconhecida com o prêmio O Homem de Ideias, concedido pelo Jornal do Brasil.
A produção teórica de Milton Santos oferece ferramentas fundamentais para interpretar os processos territoriais do mundo contemporâneo, especialmente no contexto da globalização, das transformações do capitalismo e das novas formas de produção do espaço. Sua obra também destaca a centralidade do território, da cidadania e da dimensão ética da ciência, apontando para a necessidade de uma Geografia comprometida com a transformação social.
No contexto brasileiro e latino-americano, seu pensamento dialoga diretamente com temas como justiça espacial, desigualdade social, racismo, urbanização desigual e democratização do acesso ao território, questões particularmente relevantes para a educação e a formação de professores de Geografia.
Nesse sentido, o presente evento busca promover um espaço de reflexão e diálogo interdisciplinar sobre a atualidade do pensamento de Milton Santos, reunindo pesquisadores, intelectuais e educadores que atuam na interface entre território, cultura, educação e pensamento social crítico.
Ao articular debates sobre Geografia crítica, cultura e territorialidade, o evento pretende contribuir para o fortalecimento da produção científica e para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com uma educação democrática, crítica e socialmente referenciada.

23/04 – Conferência de abertura
Com Jonathan Marcelino

Mesa – Milton Santos: Um intelectual Negro ou um Negro Intelectual.
Com Diogo Marçal Cirqueira
Com Rosemere Ferreira da Silva
Debatedor: Jonathan Marcelino

24/04 – Milton Santos: Um intelectual Vivo no período Popular da história
Com Billy Malachias
Com Taís Oliveira
Com Tarcízio Silva
Debatedor: Jonathan Marcelino

25/04 – O Fundo Milton Santos no IEB/USP: memória intelectual, arquivo e possibilidades de pesquisa.
Com Jaime Tadeu Oliva
Debatedor: Jonathan Marcelino

Conferência de Encerramento
Com Nina Santos
Debatedor: Jonathan Marcelino

 

Com

Jonathan da Silva Marcelino é Geógrafo, Mestre e Doutor em Geografia Humana pela USP. Pós-Doutor em Estudos Brasileiros pelo IEB/USP. Professor Adjunto do Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território (ILATIT), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Jaime Tadeu Oliva, Professor e pesquisador do IEB/USP. Doutor em Geografia Humana pela USP. Pesquisa geografia urbana, cidade e metrópole, planejamento urbano, paisagem, ensino de geografia, interdisciplinaridade e a obra de Milton Santos.

Billy Malaquias, Doutorando em Geografia Humana pela USP e pesquisador do GEOPO/USP e NEINB/USP. Mestre e graduado em Geografia pela USP. Pesquisa classificação racial no Brasil, políticas afirmativas, educação para relações étnico-raciais e planejamento territorial.

Diogo Marçal Cirqueira, Professor de Geografia do IEAR/UFF. Doutor em Geografia pela UFF, mestre pelo IESA/UFG e graduado pela UFG. Pesquisa história do pensamento geográfico, relações raciais, movimentos sociais e educação escolar quilombola. É aprendiz de Angoleiro.

Nina Santos, Secretária-adjunta de Políticas Digitais da SECOM/PR e pesquisadora do INCT.DD e do CARISM (Panthéon-Assas). Doutora pela Université Panthéon-Assas. Pesquisa desinformação, plataformas digitais e impactos políticos da comunicação digital.

Rosemere Ferreira da Silva, Professora Plena da UNEB e coordenadora do LAD/UNEB. Doutora em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA, com pós-doutorado na University of Connecticut. Pesquisa literatura afro-brasileira, literatura comparada, identidade cultural e estudos pós-coloniais.

Taís Oliveira, Fundadora e diretora executiva do Instituto Sumaúma. Relações-públicas pela FAPCOM, mestra e doutoranda em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC. Pesquisa ciência, tecnologia e sociedade com foco em raça, gênero e comunicação digital.

Tarcízio Silva, Pesquisador da Desvelar, consultor na Nanet e professor do Instituto Sumaúma. Doutor em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC e mestre pela UFBA. Pesquisa governança e impactos sociais da internet e da inteligência artificial.

 

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