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Minha Tese em 1 hora: Convivência, Afetos e Territorialidade

com Juliana Fonseca

Pinheiros

Duração: 90 minutos

AL

atividade presencial

Grátis

Local: Área de Convivência | Mezanino

Data e horário

De 07/05/2026 a 07/05/2026

07/05 • Quinta • 19h00
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O projeto reúne pesquisadores representantes de grupos historicamente invisibilizados que, atualmente, desenvolvem trabalhos acadêmicos a partir de reflexões sobre suas próprias comunidades.

Nesta edição, será apresentada a dissertação de mestrado “Convivência, Afetos e Territorialidade: Cartografia do Grupo Criativo”, de Juliana Fonseca, desenvolvida no Instituto de Saúde do Estado de São Paulo. O trabalho resulta de uma pesquisa cartográfica sobre o Grupo Criativo, dispositivo de convivência criado em parceria entre o CECCO Previdência, o Sesc Pinheiros e o CAPS AD Butantã.

A pesquisa acompanhou os encontros do grupo com o objetivo de elaborar pistas sobre como a convivência opera no cotidiano, partindo da premissa de que o conhecimento é construído na singularidade dos contextos locais e nas experiências vividas. Nesse processo, evidenciam-se as tensões entre as políticas públicas de caráter humanista presentes no CECCO e as relações de poder que atravessam essas práticas.

Metodologicamente, foram adotadas a Cartografia — entendida como uma forma de PesquisarCom — e a Teoria Ator-Rede, para mapear as redes humanas e não humanas que compõem a vida do grupo, incluindo espaços, práticas culturais e afetos.

O estudo acompanhou as atividades presenciais semanais, compostas por oficinas temáticas, rodas de conversa e passeios, que ampliam os territórios simbólicos e afetivos dos conviventes. Destaca-se o papel do grupo como dispositivo de cuidado que transcende a clínica tradicional, articulando uma rede de vínculos afetivos e sociais fortalecida pela participação em espaços culturais valorizados, como as unidades do Sesc e outros territórios simbólicos da cidade.

Os resultados indicam que o Grupo Criativo atua como espaço de cuidado coletivo e ressignificação territorial, no qual a travessia de barreiras simbólicas e materiais contribui para a produção e afirmação da subjetividade e do direito à cidade dos conviventes. A pesquisa também lança luz sobre tensões observadas no cotidiano do grupo, propondo reflexões sobre formas de convivência em diálogo com a luta antimanicomial.

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