Mostra de curtas, filmes e vídeo de nove artistas que discorrem e desdobram a exposição “Delírio Tropical – Recanto”.
Retirada de ingressos, 1h antes do início da atividade.
“Alexandrina, um relâmpago” (2022), de Keila Sankofa
Duração: 11′
Reconstrói o imaginário de Alexandrina, mulher negra amazônica e expedicionária que resume em si as contradições e os pólos duplos de uma racialidade esquecida e silenciada nas narrativas da negritude brasileira. Um manifesto que revive de forma poética as estruturas de uma personagem histórica.
“Amuamas” (2018), de Juliana Notari
Duração: 9’30”
Carregado de força mística, a artista adentra a floresta amazônica munida de instrumentos cirúrgicos e seu sangue menstrual – coletado ao longo de nove meses – em busca da grande “Mãe Sagrada da Floresta”, a centenária árvore samaúma.
“Colheita Maldita Cores” (2021-2022), de Denilson Baniwa
Duração: 11’50”
Um vídeo do artista indígena brasileiro Denilson Baniwa. O título faz uma referência paródia ao filme de terror de Stephen King, Children of the Corn, de 1984, transmitindo a mensagem de que a relação do capitalismo com a natureza, especialmente no Brasil, é uma história de terror que afeta particularmente os povos indígenas.
“Gemer Carranca Naufragada” (2023), de Davi Jesus de Nascimento
Duração: 2′ 56”
“Gemer carranca naufragada” compõe a série “estudos de corpo embarcação”, da qual sou coreografado pela paisagem do território onde nasci, cresci e mantenho raiz fincada. no vídeo, embebedo, banho e brinco com uma carranca. de algum modo, também tento inverter os papéis de proteção e cuidar da carranca como um bicho de estimação, dando a ela o costume da água, ainda que ela tenha memória hidrofóbica no corpo da língua.
“Maré Alta – O Imaginário está Atrás da Porta” (2023), de Nay Jinkss
Duração: 5’47”
O imaginário está atrás da porta (2023) propõe uma imersão crítica nas imagens que ajudaram a construir o imaginário sobre o Brasil. A partir do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o filme se apropria das pinturas de Albert Eckhout para tensionar as narrativas visuais que historicamente exotizaram corpos, culturas e territórios.
Entre camadas de tempo, o audiovisual cria um confronto entre passado e presente, lançando novas leituras sobre imagens já consolidadas. Ao reativar esses arquivos, a obra constrói uma contranarrativa que rompe com visões hegemônicas e questiona os processos de apagamento e estereotipação.
“Onde está Mymye Mastroiagne?” (2023), de Biarritz
Duração: 17′
Uma misteriosa cabeleireira perde uma amiga num metaverso repleto de casas noturnas e seres encantados. Consegue a ajuda de outra amiga para procurá-la enquanto conta suas histórias como stripper.
“Reverbéro” (2020), de Allyster Fagundes
Duração: 18′ 49”
Série de cinco vídeos que utilizam o mito da sereia e a linguagem drag como metáfora para discutir gênero, identidade e autoaceitação. Propõe uma leitura poética sobre a existência e a resistência de pessoas queer no contexto amazônico paraense, entrelaçando elementos culturais, simbólicos e pessoais.
“Rasga Mortalha” (2019), Thiago Martins de Melo
Duração: 13′ 50”
Parte da lenda da coruja “suindara”, cuja aparição e som está atrelada ao signo da morte, para abordar as urgências sociopolíticas do país. Como metáfora para pensar e transcender uma visão fatalista da história do Brasil, o artista cruza séculos de acontecimentos públicos com memórias, referências e imaginações pessoais.
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