Catarina Delfina, liderança Tupi-Guarani, parteira e mestra em fitoterapia, e Lua Ayré, mulher indígena urbana, parteira e terapeuta integrativa, compartilham saberes ancestrais ligados à saúde, ao cuidado e à preservação da vida. A atividade propõe um diálogo sobre corpos, territórios, memória coletiva e o protagonismo feminino indígena na manutenção de práticas que atravessam gerações.
Aberta ao público, a atividade tem início com explanações sobre as trajetórias e experiências dessas mulheres anciãs, que reúnem conhecimentos milenares sobre autocuidado e cuidados comunitários. Em seguida, o encontro se organiza em uma roda de conversa, espaço de escuta e troca, no qual o público poderá fazer perguntas e compartilhar reflexões. O formato circular, elemento simbólico central para os povos originários, orienta a vivência coletiva, respeitando diferentes condições físicas, com a possibilidade de uso de almofadas ou cadeiras.
Minibio:
Catarina Delfina dos Santos Nimbopy´rua – Mestranda em Educação Indígena, Artesã Criativa, Parteira, Mestra Popular em Fitoterapia, Liderança Espiritual Tupi-Guarani na Aldeia Tapirema – Terra Indígena Piaçaguera (Peruíbe/SP). Membra voluntária do Conselho Gestor Aty Mirim do Museu das Culturas Indígenas. Atua na promoção e na luta por políticas públicas territoriais para os povos originários. Venceu batalhas na conquista de demarcação de seu território.
Lua Ayré – Mulher Indígena Urbana, Parteira, Terapeuta Integrativa e Educadora Social. Sua atuação integra práticas tradicionais no âmbito da saúde familiar e da mulher, com experiência significativa em movimentos comunitários indígenas e quilombolas. Trabalhou com mulheres encarceradas e com mediação de conflitos. Atuou também com jovens e adolescentes em risco.
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