Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Centro de Pesquisa Teatral - 7º andar
Grátis - Retirada de senhas com 30 minutos de antecedência
Data e horário
26/08 a 26/08
Muros e Grades são Invenções Humanas é um espetáculo autobiográfico que nasce da trajetória de Ariadne Antico, artista que vive com um tipo de paralisia cerebral. Segundo o diagnóstico médico, ela jamais andaria ou falaria, mas não foi bem assim que a história se desenrolou.
Com o tempo, a menor máscara do mundo encontrou seu caminho até Ariadne: o nariz vermelho. E foi através da palhaça Birita que ela descobriu novas formas de olhar para suas limitações, transformando dores em potência, crises em criação, e limites em palco.
O espetáculo mistura depoimento, linguagem da palhaçaria e escuta ativa com o público. Inicialmente concebido como uma palestra, o trabalho foi se transformando ao longo de 10 anos de trajetória, se reinventando a cada apresentação.
A história de Ariadne provoca reflexões profundas sobre capacitismo, superproteção e autonomia, sem abrir mão da leveza e do riso. A Palhaça Birita surge como mediadora desse percurso, trazendo poesia, afeto e irreverência às questões que atravessam o corpo e a vida da artista.
Mais do que contar sua história, Muros e Grades são Invenções Humanas convida o público a repensar os muros simbólicos e reais que ainda se impõem sobre os corpos diversos e a enxergar a arte como uma ferramenta de transformação, liberdade e encontro.
PESQUISA ARTÍSTICA
A pesquisa cênica “Muros e Grades são Invenções Humanas” teve início em 2015, a partir de um depoimento oferecido pela atriz Ariadne Antico em uma universidade na cidade de São José dos Campos. Na fala, Ariadne compartilhou sua experiência como pessoa com deficiência, abordando suas percepções sobre autonomia, a importância de evitar a superproteção e o papel transformador da convivência e da arte.
A potência dessa partilha reverberou intensamente na escuta da plateia, gerando diálogos e retornos emocionados que revelaram à artista a força política, afetiva e poética contida em sua trajetória. O que antes era um simples depoimento foi, então, ganhando corpo e dramaturgia, impulsionado pela escuta sensível do público e pelo desejo de aprofundar essas reflexões no campo da cena.
Neste processo, a Palhaça Birita emergiu organicamente como figura mediadora e catalisadora da narrativa. Inicialmente apenas um eco cênico, Birita se transformou em presença fundamental: uma linguagem possível para transbordar o íntimo, tensionar estigmas e convidar o público a rir, pensar e sentir junto.
A pesquisa propõe um olhar crítico e poético sobre os muros simbólicos e reais que cercam os corpos considerados “fora da norma”, questionando a quem servem essas grades e que outras formas de presença e convivência podemos construir.
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ARIADNE ANTICO é Produtora Cultural, Palhaça, Bufa, Atriz, Performer e dona dos melhores movimentos involuntários e de um jeito de andar único, charmoso, não retilíneo e fora do eixo.
Integrante da Cia A Casa das Lagartixas, atualmente apresenta “Muros e Grades são Invenções Humanas” , o Espetáculo Birita Procura-se com direção de Esio Magalhães e a performance Cuidado Frágil com direção de Di Cábuli. Obras que trazem nas suas dramaturgias temas e situações que atravessam a vida de uma pessoa com deficiência.
MANNOLO é compositor e músico autodidata, desenvolve pesquisa desde 2013 em torno do subgênero que ele mesmo chama de Panquecigano. Hoje em sua trupe “Mannolo & Os Fumo de Rolo” trabalha como músico com seu projeto principal e também responsável técnico nos espetáculos “Birita Procura-se” e “Muros e Grades São Invenções Humanas”, ocasionalmente, atua como elenco de apoio para alguns projetos de diretores ousados o suficiente, tais como “A Sétima Noite do Rivotril” e “Kara Oke?”
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