Foto: divulgação
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Na Sala Dos Espelhos

Com Carolina Manica. Direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra De Grandi

Santos

Duração: 60 minutos

A14

atividade presencial

Local: Teatro

Vendas nas bilheterias a partir do dia 29/7, às 17h.

Foto: divulgação
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Inspirado na obra homônima da autora sueca Liv Strömquist, o espetáculo propõe uma reflexão crítica, sensível e contemporânea sobre os modos como a sociedade constrói e aprisiona a imagem feminina. Misturando humor ácido, autobiografia, filosofia, cultura pop e teatro performativo, a montagem mergulha nas relações entre autoimagem, redes sociais e os padrões de beleza que atravessam mulheres de diferentes gerações.  

Em cena, acompanhamos uma mulher que vive simultaneamente dois processos de transformação: enquanto sua filha Nina entra na pré-adolescência e começa a desenvolver conflitos com o próprio corpo e aparência, ela mesma atravessa o climatério, revisitando suas inseguranças, memórias e experiências marcadas pelas cobranças impostas ao feminino. Ao perceber que a filha já começa a reproduzir mecanismos de autocrítica e inadequação, a protagonista decide transformar essa inquietação em um jogo de pensamento, convidando o público a refletir sobre o mito da beleza e suas consequências emocionais, sociais e políticas.   

A adaptação teatral de Michelle Ferreira eFoto: divulgação parte do ensaio gráfico de Liv Strömquist, conhecido por reunir referências filosóficas, feministas e históricas com elementos da cultura pop. No palco, porém, essas ideias deixam de existir apenas no campo intelectual e ganham corpo através da atuação intensa de  

Carolina Manica transforma conceitos em experiência viva, aproximando o público de temas como desejo, envelhecimento, pertencimento e validação social.  Mais do que discutir padrões estéticos, Na Sala dos Espelhos investiga como o olhar do outro molda subjetividades e produz ansiedade em uma sociedade baseada na exposição constante. A peça questiona os mecanismos contemporâneos de validação, revelando como as redes sociais ampliam antigas estruturas de opressão estética e emocional, especialmente sobre mulheres e meninas. Ao mesmo tempo, aborda maternidade, herança emocional e os “espelhos” simbólicos transmitidos entre gerações, trazendo à tona uma pergunta central: como ensinar liberdade a alguém quando também fomos educadas diante de imagens distorcidas sobre nós mesmas?  Com estética sofisticada e inquietante, a encenação combina humor, ironia e imagens impactantes para construir um ambiente onde realidade, memória e exposição pública se misturam constantemente. A trilha sonora de Ava Rocha e Grisa, a direção de arte de Fábio Namatame e a iluminação de Caetano Vilela criam uma atmosfera sensorial que transforma o corpo da atriz em território de disputa, espelho social e espaço de resistência.  

Entre referências filosóficas e relatos cotidianos, o espetáculo convida o público a rir, se reconhecer e questionar os padrões invisíveis que regulam desejos, afetos e identidades. Ao transformar o palco em um espaço de reflexão coletiva sobre aparência, pertencimento e liberdade, a obra revela não apenas as violências produzidas pela cultura da imagem, mas também a possibilidade de reinventar novas formas de existir e de olhar para si. 

 

Ficha Técnica
Texto original: Liv Strömquist
Idealização: Carolina Manica
Direção e adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi
Atuação: Carolina Manica
Trilha sonora: Ava Rocha e Grisa
Direção de arte: Fábio Namatame
Iluminação: Caetano Vilela
Design: Julio Dui
Assistência de produção: Marcela Horta
Realização: Grilo Azul Filmes

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