Foto: Mar FranzFoto: Mar Franz
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Palavra Ativa: Entre o Slan e a Escrita Criativa

Com Bell Puã

Bertioga

L

atividade presencial

Grátis

Local: Sesc Bertioga | Sala Múltiplo Uso 1

Inscrições 1h antes no local.

Data e horário

De 07/05/2026 a 07/05/2026

07/05 • Quinta • 19h00
Foto: Mar FranzFoto: Mar Franz
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A oficina trabalha a arte da palavra a partir da poesia falada de SLAM. O principal objetivo é transmitir o debate em torno da importância da oralidade, um saber ancestral herdado de povos africanos e originários, a partir de referências não-brancas. Os alunos são preparados para construir textos autorais e, também, recitá-los numa batalha de poesia falada simulada pela mentora, com base nas referências de slammers Brasil afora.

Objetivos específicos:
a) Trazer a importância da poesia falada, para além da poesia escrita, referenciando o saber ancestral da oralidade;
b) Utilizar a batalha de SLAM como meio educativo, unindo criatividade, escrita e voz;
c) Introduzir referências negras, indígenas, latinas no campo da Literatura, que por muitos anos foram negligenciadas nos currículos escolares, valorizando a poesia falada;
d) Exercitar a escrita criativa a partir dos temas abordados, bem como a récita de poemas em público, a partir de uma batalha de SLAM;

Descrição da Atividade

1 – O primeiro momento será dedicado a conversar sobre o uso do dicionário, noções de Gramática, Interpretação, a partir da leitura de textos escolhidos pela mentora, trazendo comparações entre a poesia escrita e a poesia oral durante o processo criativo. Para descolonizar a Literatura durante o processo, Bell Puã traz referências da poesia negra, originária, a poesia latino americana, em que os trechos analisados são retirados de obras como: Metade Cara, Metade Máscara – Eliane Potiguara; Poemas da recordação e outros movimentos – Conceição Evaristo; Vozes Guardadas – Elisa Lucinda.

2 – Depois disso, acontecerá a apresentação da proposta do movimento de SLAM – palavra literalmente originada da onomatopeia em inglês para “tapa”, “slam” carrega em sua origem o significado de poema-navalha. Aqui são abordados poetas slammers de todas as regiões do país, à exemplo de Luz Ribeiro, Anna Suav, Carol Dall Farra, além de poetas como Joy Thamires, Miró da Muribeca, Patricia Naia. Ao analisar suas poesias, são feitos exercícios em torno de questionamentos sobre a arte da poesia:

  • Poesia é para falar de quê?
  • Rap também é poesia?
  • Quais poetas você mais gosta?
  • Você conhece poetas na sua comunidade?;

Enfim, concluiremos com uma poesia escrita e interpretada por cada aluno, a partir de exercícios de corpo e performance, de acordo com os questionamentos abordados na aula.

3 – No último momento da Oficina, há a retomada do trabalho de corpo e performance, onde duplas são formadas. Adiante, textos diversos serão distribuídos, para serem trabalhados em conjunto. Os alunos terão 30 minutos para se preparar para uma batalha de SLAM em dupla. A mentora Bell Puã explicará as regras do SLAM sobre o tempo permitido, uso de acessórios, respeito aos direitos humanos na poesia falada e na performance. Após o preparo dos alunos, uma batalha de SLAM se iniciará para a partilha dos poemas.

Materiais Necessários: Papel e caneta;

 

 

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