Cred: Divulgação
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Paulo Beto

Estórias: reouvir Jocy de Oliveira

RUIDO3000

24 de Maio

Duração: 90 minutos

12

atividade presencial

Local:  Teatro (1º Subsolo)

Cred: Divulgação
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Em diálogo com a exibição de Universo Circular, documentário dedicado à trajetória da compositora Jocy de Oliveira, o músico, compositor e artista sonoro Paulo Beto apresenta uma releitura ao vivo de Estórias (1981), obra fundamental do repertório de Jocy e marco da música experimental brasileira.

Conhecido por sua trajetória singular entre música eletrônica, experimentação sonora, performance e trilha sonora, Paulo Beto toma o disco como matéria de escuta, memória e reinterpretação. A proposta parte de Estórias como quem reconta a história de outra pessoa: deslocando elementos, modificando a dinâmica, reorganizando a ordem e alterando perspectivas, sem que ela deixe de ser a mesma.

Não se trata de um remix, mas de um rearranjo construído a partir dos mesmos elementos sonoros do original: um exercício de escuta, releitura e aproximação.

Em ressonância com Universo Circular, a apresentação cria uma nova camada de acesso à obra de Jocy de Oliveira: não como comentário ou tradução, mas como reverberação. Uma escuta que retorna a Estórias por outro caminho, permitindo que seus sons, silêncios, narrativas e atmosferas reapareçam sob nova perspectiva, preservando a força e a singularidade da obra original.

Sobre Jocy de Oliveira e Universo Circular
Pouca gente pode alegar ter a relevância histórica de Jocy de Oliveira. Pioneira da música eletrônica no Brasil, com peso equivalente a nomes incontornáveis como John Cage ou Karlheinz Stockhausen, foi também uma pianista brilhante, atuando como solista sob a direção de Igor Stravinsky. O filme de Dácio Pinheiro reúne seu legado sem deixar de olhar para o presente, um tempo em que a compositora brasileira, aos 90 anos, continua a criar ópera experimental. Um filme fragmentado, poético e circular, como a sua obra.

Sobre Paulo Beto
Paulo Beto é músico, compositor e produtor de música eletrônica desde 1989, com atuação destacada na cena experimental brasileira. Mentor de projetos como Anvil FX, Pink Opake, Santa Sangre, Zeroum, Fausto Fawcett Banda e Church of Synth, trabalha com guitarra, baixo, sintetizadores analógicos e digitais, além de samplers e colagens sonoras. Sua obra se caracteriza por uma abordagem híbrida e imagética da eletrônica, unindo timbres artesanais, ruído e pulsação narrativa.

Com oito CDs, cinco LPs, uma fita cassete e quatro álbuns digitais lançados, Paulo Beto também figura em diversas coletâneas no Brasil, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos e Japão. Ao longo da carreira, já dividiu o palco com nomes internacionais como Swamp Terrorists, Stereolab, Atari Teenage Riot, Ed Rush, Flanger, Nicola Conte, Amon Tobin, Señor Coconut, Dive, Kas Product, Balvanera, Qval e Damo Suzuki, com quem tocou ao vivo em 2005 e 2008.

Apresentou-se em cidades como Nova York, Paris, Berlim, Barcelona, Monterrey, Buenos Aires, Nice, Lisboa e Porto. Em 2000, participou ao vivo do último Festival da Globo acompanhando Walter Franco, além de colaborar em diversas faixas de seu último disco, Tutano.

Em 2014, coproduziu e gravou em São Paulo o álbum Signal Through The Waves, do projeto Plus Instruments, da artista holandesa Truus de Groot. O disco contou ainda com a participação do baterista James Sclavunos (The Cramps, Sonic Youth e Nick Cave & The Bad Seeds) e foi lançado pelo selo holandês Blowpipe.

Com uma trajetória marcada por colaborações, experimentações e atuações em trilhas sonoras e performances multimídia, Paulo Beto segue como uma das principais referências da música eletrônica de invenção no Brasil.

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