Foto: Paloma Barbosa
Foto: Paloma Barbosa

Poéticas da acessibilidade: criação artística a partir da deficiência

Com Paloma Barbosa e Desiree Helissa

Ipiranga

16

atividade presencial

Grátis

Local:  Espaço de Tecnologias e Artes

Datas e horários

14/08 a 28/08

14/08 • Sexta • 15h00
21/08 • Sexta • 15h00
28/08 • Sexta • 15h00
Foto: Paloma Barbosa
Foto: Paloma Barbosa

A proposta desses três encontros tem como intenção construir um espaço-tempo de partilha, reflexão e reconhecimento sobre criação a partir das poéticas que surgem da vivência e da produção artística das pessoas com deficiência.

O percurso formativo explora como a acessibilidade pode integrar-se às práticas artísticas desde sua produção enquanto propomos diálogo sobre aspectos históricos, e práticas criativas que percorrem as artes visuais, a escrita, o som e confluem com práticas anticapacitistas. Aqui não cabe inventar ou reinventar a roda sobre o que é acessibilidade, mas sim propor percepções do que atravessa o anticapacitismo, desde os processos da criação artística, partindo da pesquisa e vivência de quem vive e cria art def.

Investigamos processos, compartilhamos estratégias e reconhecemos obras de artistas contemporâneos que confluem com a poética def, abrindo caminhos para práticas de arte e educação e também para processos criativos e educativos que possam conversar com mais intimidade com as práticas anticapacitistas em uma costura de teoria e prática.

Aula 1
O que é a poética e estética da deficiência? –
entrecruzamentos de representatividade positiva e conceito de ancestralidade def. união de métodos acessíveis de forma poética; Escrita e atenção. Proposta de exercício e partilha.

Aula 2
Redundância sensorial; Som e imagem; Descrição de imagens integrada a obras de arte. Veremos alguns artistas e obras como referência. Exercício de recurso poético. Partilha dos processos dos exercícios, devolutivas e perguntas.

Aula 3
O corpo def e Tecnologias assistivas – conceitos de órtese e prótese. Compreensão de modos diferentes de criar e perceber o corpo. Exercício e devolutivas finais.

Paloma Barbosa vive em São Paulo (capital), atua como ilustradora e artista visual e assina seus trabalhos como “partes” desde 2015. Em sua pesquisa e projetos pessoais explora por meio do desenho, a imagem de mulheres diversas,
contemplando também nas ilustrações a sua vivência como mulher preta com deficiência. Ilustrou guias, e livros como “Núbia, meu nome não é especial”; “A (cor) da Sá”; a coletânea de poesias “Coisas que não dizemos no Natal”; os livros “Tá todo mundo rindo”; o “Manual Anti Capacitista”, e dois livros infantis “Capaz” e “Brincadeira”.

Desiree Helissa está há mais de 12 anos trabalhando com arte e educação, na parte de cursos, mediação e coordenação para educativos em diversas instituições culturais de SP. Integra os coletivos: Feminista Helen Keller de mulheres com Deficiência e Yoga Para todes Brasil idealizado pela ativista gorda Vanessa Joda, realizando juntas a ação “Corpas que desobedecem” no WOW mulheres edição 2023. Realizou a coordenação do educativo da exposição Estamos aqui! no Sesc Pinheiros, o ciclo de curso Quem foi Anita Malfatti? pelo CPF SESC, a curadoria do projeto AcessArte do Espaço Cultural Cita; Foi articuladora da Área de Acessibilidade e Redes de Apoio do Programa Vocacional 2022 da cidade de São Paulo e integrou a iniciativa de projeto de leitura e oficina: Mi eco Lendo e Bordando América Latina, no Sesc Guarulhos; Educadora e consultora de acessibilidade na Casa de Cultura do Parque. É autora do “Livro Tá todo mundo rindo?” sobre falta de acesso para artistas com Def. Atualmente integra o Coletivo Feminista Helen Keller de mulheres com deficiência, a Yoga Para todes Brasil e é educadora Espaço de Tecnologias e Artes do Sesc- SP.z

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