Duração: 90 minutos
AO VIVOatividade presencial e online
Local: Teatro Anchieta
YouTube Instrumental Sesc Brasil
Você também pode adquirir seu ingresso nas bilheterias a partir das 14h do dia 28/7
Dez musicistas e músicos de sete países da América Latina mostram o resultado da residência artística de 10 dias no Festival Arte Serrinha, que em 2026 (24º edição) apresenta o tema Portunhol Selvagem, com o objetivo de conectar culturas e artes do continente latino-americano.
Com direção artística do pianista Benjamim Taubkin (Brasil), integram o grupo Aline Gonçalves (Brasil – flauta), Noa Stroeter (Brasil – contrabaixo), Juan Falú (Argentina – violão), Nacho Seijas (Uruguai – percussão), Jorge Glem (Venezuela – cuatro), Urián Sarmiento (Colômbia – bateria e gaita), Juanjo Corbalán (Paraguai – harpa), Lara Barreto (Paraguai – sax alto, sax soprano e voz) e Chieko Donker Duyvis (Brasil – violoncelo).
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Aline Gonçalves (Brasil): Flautista, clarinetista, arranjadora e compositora. Indicada ao WME Awards 2024 como Melhor Instrumentista, venceu o Prêmio Profissionais da Música em 2021 e 2023. Foi integrante da Itiberê Orquestra Família e colaborou com Hermeto Pascoal. Viveu no Chile, onde lançou o álbum Verdevioleta; em 2018, entrou no grupo El Efecto e fundou o coletivo Essa Mulher. Lançou o disco autoral Pacífico (2022) e o álbum Dímelo (2023). Em 2024, estreou a Emmbra Big Band — primeira big band feminina do Rio de Janeiro — e gravou com Hugo Fattoruso. Lançou o quarteto Flautas Herméticas, gravando a obra de Hermeto Pascoal com Carlos Malta, Andrea Ernest Dias e Eduardo Neves, projeto indicado ao Prêmio da Música Brasileira. Também compõe trilhas para podcasts, como o Rádio Novelo Apresenta, e atua como curadora e jurada em comissões de seleção artística.
Benjamim Taubkin (Brasil) | Direção artística: Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, é um dos principais articuladores da música instrumental brasileira contemporânea. Com uma carreira iniciada na década de 1980, seu trabalho é marcado pelo intenso diálogo entre diferentes culturas, fronteiras e tradições musicais. À frente do Núcleo Contemporâneo, selo e produtora que fundou, ele idealizou projetos fundamentais como a Orquestra Popular de Câmara e o coletivo América Doce, promovendo o intercâmbio entre artistas da América Latina, África e Europa. Sua linguagem artística central apoia-se na improvisação e na criação coletiva. Com dezenas de álbuns lançados, que transitam entre o piano solo, formações de jazz e a música de raiz tradicional, Taubkin consolidou-se como uma referência na difusão da música brasileira globalmente, apresentando-se em prestigiados festivais e palcos ao redor do mundo.
Chieko Donker Duyvis (Brasil): Violoncelista, cantora e compositora brasileira baseada em Amsterdã cuja identidade musical é enriquecida por suas raízes japonesas e brasileiras. Reconhecida por sua presença de palco magnética, ela desenvolveu uma técnica única que funde o violoncelo clássico com a voz e a improvisação livre e autêntica. Essa versatilidade a levou a realizar turnês pela Europa, Ásia, Brasil e América Latina. Artista interdisciplinar por essência, Chieko expandiu sua atuação para além das salas de concerto tradicionais: atua no teatro performativo, compõe trilhas sonoras para renomados documentários internacionais e cria colaborações com companhias de dança e artes visuais. Suas composições autorais combinam texturas contemporâneas, elementos do jazz e influências da world music, resultando em obras originais que desafiam convenções de gênero e criam narrativas sonoras profundamente poéticas.
Juan Falú (Argentina): Músico autodidata, compositor e intérprete, considerado uma das maiores referências vivas da música folclórica argentina. Venceu o Prêmio Nacional de Música (2000), o Prêmio Trajetória do Fundo Nacional das Artes de seu país e foi agraciado com o título de Cidadão Ilustre de Buenos Aires. Ganhou o Prêmio Clarín e o Prêmio Gardel, além de acumular várias indicações. Suas obras originais para violão recriam as raízes tradicionais argentinas e integram o repertório de grandes cantores da cultura popular tradicional argentina. Como concertista, possui grande capacidade de improvisação e já se apresentou em mais de 40 países. Teve papel fundamental na academia ao impulsionar a criação da Licenciatura em Música Argentina na Universidade de San Martín e do curso de Folclore e Tango no Conservatório Manuel de Falla. É também o fundador e diretor artístico do prestigiado festival internacional Guitarras del Mundo.
Juanjo Corbalán & Lara Barreto (Paraguai): O duo formado pelo harpista paraguaio e pela saxofonista e cantora explora um universo sonoro único, onde a tradição e a modernidade dialogam. A harpa paraguaia, símbolo da identidade musical de seu país, entrelaça-se de forma inédita ao saxofone e à voz, criando paisagens acústicas que viajam entre a cultura popular tradicional latino-americana, o jazz e a canção contemporânea. Juanjo, vencedor do Dutch Harp Festival 2022 e expoente da nova geração de harpistas de seu país, une-se à versatilidade de Lara, que transita entre a música popular e a de concerto. A proposta artística do duo combina a riqueza tímbrica instrumental com improvisações e arranjos expressivos de clássicos latino-americanos e peças autorais.
Jorge Glem (Venezuela): Virtuoso do quatro (instrumento de cordas dedilhadas, semelhante a um violão pequeno ou um ukelele) venezuelano, bandolinista, produtor e vencedor do Latin Grammy, apontado como uma dos músicos mais emblemáticos da Venezuela. Radicado nos Estados Unidos, dedica sua carreira a internacionalizar o quatro. Apresentou-se como solista sob a regência de Gustavo Dudamel ao lado de grandes orquestras, como as filarmônicas de Los Angeles e Nova York, e a Sinfônica Simón Bolívar. Em 2022, integrou o concerto American Symphony, de Jon Batiste, no Carnegie Hall. Colaborou com astros como Paquito D’Rivera, Rubén Blades, Carlos Vives e Natalia Lafourcade, fundindo o quatro com jazz, salsa e pop. É membro fundador do aclamado C4 Trío, com o qual conquistou prêmios e indicações ao Grammy americano. Lançou o projeto Brooklyn-Cumaná com Sam Reider (indicado ao Latin Grammy 2023) e o duo Stringwise com César Orozco, somando mais de 200 produções discográficas em sua trajetória.
Nacho Seijas (Uruguai): Percussionista, pesquisador e educador uruguaio nascido na cidade de Florida. Criado em um ambiente onde o candombe e a murga faziam parte do cotidiano, estreou no carnaval aos cinco anos. Sua formação musical deu-se essencialmente nas ruas e nos desfiles carnavalescos, expandindo-se depois para o estudo das tradições rítmicas de Cuba, do Brasil e de matrizes africanas. O Brasil tornou-se um eixo central em sua carreira; Seijas excursionou pelo país ministrando oficinas e criando pontes culturais. No Uruguai, integrou a renomada murga Metele Que Son Pasteles e a comparsa Rodó. No Brasil, colaborou com projetos das escolas de samba Vila Isabel e Unidos de Bangu. Entre suas parcerias de destaque estão gravações e shows com o maestro Hugo Fattoruso, além de trabalhos com Luis Enrique e Rodrigo Digão. Dedica-se à difusão e ao intercâmbio de vertentes rítmicas afro-latino-americanas.
Noa Stroeter (Brasil): Contrabaixista, compositor, arranjador e produtor musical nascido em São Paulo. Iniciou os estudos com seu pai, o também contrabaixista Rodolfo Stroeter, e em 2008 conquistou uma bolsa no Conservatório Real de Haia (Holanda), onde concluiu seu bacharelado e mestrado em contrabaixo acústico em 2014. Lançou em 2020 o álbum autoral Prece, projeto focado em suas pesquisas de composição instrumental. Ao lado de Henrique Gomide e João Fideles, colidera o Caixa Cubo, aclamado trio de música contemporânea brasileira com nove discos gravados e sólida carreira internacional em grandes festivais. Noa também possui forte atuação em trilhas sonoras: colaborou nos espetáculos Afro-Atlântico e Jardim Oriental dos Primeiros Desejos, do coreógrafo Ismael Ivo; atuou em peças teatrais de Mario Bortolotto e integrou a equipe musical da premiada exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado.
Urián Sarmiento Obando (Colômbia): Baterista, gaiteiro, percussionista e musicólogo formado pela Universidade Nacional da Colômbia. Sua pesquisa artística explora a linguagem da música camponesa colombiana, em constante diálogo com a improvisação livre e a experimentação contemporânea. Como produtor de campo, registrou diversos álbuns de música tradicional e dirigiu dois documentários focados no bullerengue (tradição ritual-festiva da Costa do Caribe) e na música de gaita. É membro ativo da fundação Sonidos Enraizados, uma organização sem fins lucrativos dedicada à investigação, preservação e difusão de práticas musicais indígenas, afrodescendentes e camponesas na Colômbia, pautada no trabalho ético e participativo com as comunidades locais. Integra também os grupos musicais Curupira, Hombre de Barro e Pura Hembra. Atualmente, divide sua rotina de shows com a docência na Universidade dos Andes, em Bogotá.
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