Foto: Divulgação
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Roda de Conversa: Descentralizando o Choro

com Beatriz Carvalho, Camila Silva, Samuel Silva e Koka Pereira. Mediação: Zuê Silva.

Chora Leste

Belenzinho

Duração: 90 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Átrio

Gratuito. Sem retirada de ingressos.

Data e horário

De 21/04/2026 a 21/04/2026

21/04 • Terça • 15h30
Foto: Divulgação
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Roda de trocas sobre movimentos culturais periféricos que abordam o gênero musical do choro, com protagonismo de pessoas que compartilham identidades e atuam nos campos da arte e da educação.

BEATRIZ CARVALHO
Artista multifacetada da zona leste de São Paulo, com uma trajetória rica que combina música, cultura popular e educação. Como cantora, percussionista, produtora cultural, brincante e professora de pandeiro, Beatriz traz em sua prática uma pesquisa sobre as tradições e manifestações da cultura popular brasileira. Estudou pandeiro na Escola de Choro de São Paulo, e produção cultural na Universidade Cruzeiro do Sul, complementando seus estudos iniciados de forma autodidata. Ao longo de sua carreira, Beatriz já se apresentou em importantes espaços culturais como bibliotecas públicas, Casas de Cultura, CEUs, o Centro Cultural São Paulo e unidades do Sesc SP. Sua atuação se desdobra em alguns coletivos da zona leste de São Paulo: Auá Cantadoras e sua Gente – um grupo formado por mulheres cantadoras que resgatam e celebram composições de artistas regionais de São Miguel Paulista e arredores; Trio Turano: grupo musical da zona Leste de São Paulo, e tem como foco a música popular brasileira, e tritura alguns de seus gêneros como, samba, forró, coco, baião e ciranda; Arrumadinho de São Miguel: grupo formado por artistas que nasceram e cresceram no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, focados na pesquisa de ritmos nordestinos; Regional Mateus Santos: Coletivo de choro sediado na Ocupação Cultural Mateus Santos, em Ermelino Matarazzo, que busca descentralizar o gênero e preservar sua história; Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo: Coletivo que reúne 60 mulheres que tocam choro na cidade se São Paulo. Beatriz se destaca como uma representante vibrante da cultura periférica paulistana, promovendo a descentralização e o acesso à arte e à música.

CAMILA SILVA
Musicista, compositora e arte educadora. Teve seu primeiro contato com a música e com seu instrumento, aos 7 anos de idade, através de seu pai, que também é músico. É formada em cavaquinho pela EMESP Tom Jobim e formanda em Licenciatura em Música pela Unesp. Já se apresentou em diversos espaços, desde bares até os palcos de Casas de Cultura e SESCs tocando samba, choro, forró e em espetáculo teatral. Dividiu palco com Fabiana Cozza, Teresa Cristina, Nilze Carvalho e Jane do Bandolim. Integra os grupos: “Quintal de Fulo” e “Esmero”.

SAMUEL SILVA
Violonista que traz em sua bagagem uma sonoridade bem brasileira, mesclando elementos do samba e do choro. Nascido em São Miguel Paulista, bairro da zona leste de São Paulo. Seu envolvimento com a música começou aos 12 anos, como autodidata, primeiramente com o cavaquinho, e aos 16 anos iniciou no violão. Na busca por sua identidade musical, realizou pesquisa em discos e livros sobre os mestres do violão, como Dino 7 cordas, Luizinho 7 cordas, Zé Barbeiro e Edmilson Capelupi. Em 23 de abril de 2012 no Teatro da Vila, participou do evento “Movimento Elefantes + Movimento Sincopado comemoração de 115 anos de nascimento do Pixinguinha”. Elaborador do projeto “Choro das Estações” aprovado pelo programa de Valorização de Iniciativas Culturais “VAI” da Prefeitura de São Paulo (2012 e 2013) que contou com diversas apresentações em praça pública e escolas, com música instrumental Brasileira no bairro do Jardim Helena/Vila Mara. Atuou em (2014-2015) como AGENTE COMUNITÁRIO de CULTURA, Promovendo oficinas de Chorinho gratuitas na Região de São Miguel Paulista.

KOKA PEREIRA
Iniciou sua trajetória musical em 1987 no bloco carnavalesco do bairro como membro de bateria. Foi aluno de percussão do grande percussionista Francisco de Assis (Chicão) e Luizinho 7 cordas. Com aulas práticas de choro formou o grupo Regional do Meio com Luizinho 7 cordas. Koka foi diretor de bateria das escolas de samba da cidade de São Paulo “Vamo que Vamo” e “Unidos de Santa Bárbara”. Ministrou aulas de percussão no Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, no CEU Curuçá, no Projeto Barracão e na rede SESC-SP. Acompanhou nomes como Wilson Moreira, Ney Lopes, Moacyr Luz, Luis Grande, Monarco, Dudu Nobre, Dona Inah, Duani Martins, Adalto Magalha, Chiquinho Virgula. Integrou o Regional Sarravulho e Quarteto Pizzindim com quem ganhou o 1º lugar no Festival Jorge Assad (2014). E de 2007 até os dias atuais integra o grupo samba Pegada de Gorila.

ZUÊ SILVA
Cantora, compositora, pesquisadora, arte-educadora e produtora cultural. Mestre em Direitos Sociais e Políticas Públicas pela Unesp/Franca. Técnica de programação no Sesc São Paulo. Como artista, participou da Virada Cultural Paulista nos anos de 2015 a 2019. Foi finalista do Festival de MPB de Ilha Solteira/SP, FEM – Festival de Música de Rio Preto, FENAC – Festival Nacional da Canção. Premiada em 2018 no 40. FEMUCIC, mostra musical que premia artistas, realizada pelo SESC/PR. Em 2018, foi vencedora do I Festival da Canção Brasileira – SESI e EPTV, nas categorias melhor música e melhor intérprete, recebendo os prêmios das mãos de Celso Viáfora, Antônio Kalau e Professor Pasquale. Lançou o EP autoral  “Mensageiro” e “Zuê & Os Garimpeiros”, no qual revisita choros clássicos e homenageia as grandes cantoras do gênero de maneira contagiante, tendo participado do Palco do Choro na Virada Cultural em São Paulo, em 2019. Recebeu Prêmio Nelson Seixas em São José do Rio Preto/SP atuando nos projetos Chorinho na Cidade, Elas cantam Elas e Paulo Moura: Samba, Choro e Gafieira.

Acessibilidade: Haverá interpretação em Libras 

A ação integra o projeto Chora Leste.

O projeto tem intuito de discutir, ampliar protagonismos e visibilidades para a produção musical dentro da linguagem do choro na (e para) Zona Leste de SP, com destaque para pessoas musicistas que tem vínculo com o território e com contextos periféricos; além disso, visa promover diálogos e conexões com produções do choro contemporâneo a serem realizadas na Unidade do Sesc Belenzinho, trazendo essas ações da cena nacional para o território, colocando este importante equipamento cultural da Zona Leste nos circuitos comemorativos do Dia Nacional do Choro (23 de abril, aniversário do maestro Pixinguinha), celebrado ao longo de todo o mês de abril no país e no mundo.

 

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