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Roda de Conversa: Hip Hop Def

com Billy Saga, MC Guayana, Odrus e Quixote

Gira no Flow

Pompeia

Duração: 120 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local:  Área de Convivência

Grátis. Livre.

Data e horário

23/09 a 23/09

23/09 • Quarta • 19h00
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Nesse bate-papo propomos uma conversa sobre o movimento Hip Hop e suas múltiplas formas de expressão a partir das experiências de pessoas com deficiência. Um encontro para refletir sobre acessibilidade, representatividade e criação artística, reconhecendo o Hip Hop como espaço de resistência, pertencimento e invenção de novas possibilidades para os corpos e suas diferentes formas de ocupar a cidade e a cultura.

 

A mesa será composta por:

Billy Saga: O músico cadeirante Billy Saga é considerado, atualmente, um dos mais autênticos e combativos rappers a abordar, nas entrelinhas de suas músicas com temas diversos, o direito das pessoas com deficiência. As letras de Billy trazem à tona o tema da resistência, com a reflexão sobre o combate à exclusão social, historicamente ressaltada pelo racismo, preconceito e violência dos grupos subalternizados.

MC Guayana: é um artista trans não binário ambliótico, cantor, compositor, intérprete, MC, historiador e articulador cultural.  Seu vulgo faz referência ao bairro onde mora, Parque Guaianases, zona leste da cidade de São Paulo. Com composições desde os 10 anos idade, o seu repertório autoral passeia pelo boombap, trap, black music, drill, indie, r&b, entre outros estilos, que ajudam a constituir a atmosfera intimista do seu universo musical. Guayana lançou, em 2024, seu primeiro álbum,chamado “Anti-horário”, pela Gaba Music. A obra aborda uma reflexão sobre o tempo de forma original, melódica e tecnológica.

Odrus é um artista grafiteiro com uma trajetória marcante: ao unir arte, representatividade e educação, ele transforma muros em voz e visibilidade para comunidades historicamente marginalizadas, especialmente a surda e periférica.

Quixote é um multi-instrumentista PCD, produtor musical, compositor, artista de rua e DJ. Nascido no Espírito Santo, desenvolve sua musicalidade desde 2012 e, há 10 anos em São Paulo, se apresenta em praças, saraus, slams e movimentos culturais periféricos. É cofundador do Coletivo Casa 56, que desburocratiza o acesso à arte para artistas marginalizados em equipamentos públicos, e DJ da Batalha da Encruzilhada. Desde 2019, coordena projetos que percorrem saraus, batalhas, festivais e mais de 20 espaços culturais, como CCSP, CC Vila Itororó, CC Diversidade, Biblioteca Mário de Andrade, Museu das Favelas e SESC Pompéia, SESC Itaquera. Foi curador do Toda Terça Queer e da premiação AfroNagô, fortalecendo pautas LGBTQ+ , afro e indígenas


Gira no Flow estabelece o hip-hop como um espaço de expressão cultural, educação e transformação social. Fundamentado nos quatro elementos da cultura hip-hop: MC, DJ, grafite e breaking, o projeto promove reflexões e práticas sobre negritudes, gênero e sexualidade, acessibilidade, território e pertencimento, reafirmando a linguagem do hip-hop como instrumento de inclusão e resistência.

Entre os meses de março e novembro, o projeto realiza um encontro geracional, conectando precursores do hip-hop brasileiro, como Sharylaine a novas vozes da cena, incluindo MC Valle, jovem de 14 anos com baixa visão que se destaca nas batalhas de rima. Voltado a pessoas de todas as idades, Gira no Flow desenvolve atividades formativas e artísticas que evidenciam o papel do hip-hop na construção de identidades periféricas, na visibilidade de mulheres historicamente marginalizadas, na afirmação da população LGBTQIAPN+ e na participação ativa de pessoas com deficiência. Dessa forma, o projeto consolida o hip-hop como uma cultura de resistência, memória e potência coletiva.

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