Data e horário
01/08 a 01/08
O bate-papo reúne três artistas para compartilhar processos de criação atravessados pela resistência e pela potência da arte e cultura periférica. A partir de suas trajetórias, apresentam referências, vivências e investigações que orientam seus trabalhos, evidenciando práticas ligadas à identidade, ao território e à expressão.
A conversa aborda escolhas estéticas, caminhos experimentais e modos de criação que articulam corpo, som e vestuário como linguagem e posicionamento. Mais do que discutir resultados, o encontro valoriza os percursos criativos e reconhece a cultura periférica como espaço de invenção, afirmação e transformação social.
Minibio:
Grupo de artistas da moda que se encontrou para desenvolver práticas que dialogam com o corpo e o som. O projeto nasce da pesquisa de indumentárias presentes em festejos populares e manifestações afro-brasileiras e indígenas, onde o adorno, o tecido e o movimento se entrelaçam com narrativas sonoras. Inspirados pela estética afrofuturista, o objetivo é criar indumentárias futuristas. Por meio de oficinas, performances e instalações, buscam estimular a criação coletiva
Baby – Criadora e artista da moda com foco em práticas sustentáveis e reaproveitamento de materiais têxteis. Atua na área de upcycling, unindo técnica, criatividade e consciência ambiental para transformar resíduos em peças exclusivas e expressivas. Comprometida com a educação da nova geração sobre consumo consciente, utiliza as redes sociais como ferramenta de inspiração e transformação social por meio da costura.
Roni Evangelista – Artista visual e urbano de São Paulo cuja pesquisa transita entre pintura, arte urbana e linguagem gráfica inspirada na cultura de rua. Seu trabalho reúne personagens, escrita gestual e simbologias populares para criar narrativas visuais que dialogam com a memória da cidade, o território e a vivência periférica. Além das obras em tela e intervenções urbanas, Roni também desenvolve uma investigação no campo da moda autoral por meio da marca Jaco_1000grau, onde transforma roupas em suportes de arte ao pintar manualmente.
Yesla Ohun – Artista multidisciplinar, que usa a moda como uma ferramenta de comunicação e reflexão para acolher diferentes públicos, dialogando com linguagens como música, artes plásticas, dança e performance, a partir de provocações e investigações sobre corpo, memória e futuro. Atua como professora de designer de moda, figurinista, contadora de histórias, sonoplasta e performer. Criadora do YAÊ Cacau Lab (Laboratório de Moda e Experimentação), localizado na Brasilândia, ZN de São Paulo. Yesla pesquisa indumentária tradicional brasileira, estética decolonial e afrofuturista para mudar as perspectivas do ensino de moda.
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