Duração: 180 minutos
atividade presencial
Local: Arte II – Sala de Espetáculos (13º andar)
Vagas limitadas. Inscrições online a partir de 4/8, 14h, para Credencial Plena e 19/8, 14h, para público em geral.
Datas e horários
11/08 a 14/08
O SARAKURAS LAB é uma oficina formativa que propõe uma imersão prática no corpo como território sensível, político e em constante transformação. A atividade parte do universo da obra SARAKURAS para desenvolver um espaço de experimentação onde voz, movimento, imaginação e presença se articulam como ferramentas de criação e resistência. A oficina se estrutura como um percurso investigativo que convida participantes a deslocarem o corpo da lógica da representação para um lugar de experiência viva.
A partir de exercícios práticos, improvisações e dinâmicas coletivas, são trabalhadas relações entre fisicalidade, vocalidade e construção de imagens corporais, estimulando o surgimento de material autoral. Inspirada por pensamentos afro-diaspóricos e por práticas contemporâneas de performance, a atividade compreende o corpo como uma encruzilhada de saberes.
Nesse sentido, são incorporadas referências da cosmologia yorubá, especialmente a noção de dualidade dos Ibejis, e da cultura Ballroom, entendida como tecnologia e presença, afirmação e disputa de território. Ao longo dos encontros, os participantes são conduzidos por diferentes camadas de investigação. Em um primeiro momento, a oficina trabalha a relação entre voz e corpo, explorando como o som pode conduzir o movimento, ativar estados físicos e ampliar a presença cênica.
Kyra Reis é atriz, modelo, performer, pesquisadora, Travesti preta de 27 anos, integra o elenco do filme LGBTQIAPN+ de Marcelo Caetano, “BABY”, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2024. Criadora do solo performático“metamorfose submersa”, apresentado em Buenos Aires no espaço “Nos en Vera”, em residência artística, integrante da Comunidade Ballroom Brasil, conhecida como “Imperatriz Kyra Laffond”, desenvolve uma pesquisa artística com a relação do teatro com a prática da perfomance em paralelo com moda e subculturas, além de participar da Cia Sacana, grupo de teatro e dança para pessoas trans e racializadas na capital de São Paulo.
Ayo Klunga, natural do Vale do Paraíba, é artista da performance, atriz, e pesquisadora do corpo, formada em Artes Cênicas e Artes do Corpo pela Escola Maestro Fêgo Camargo. Travesty retinta e integrante da Kiki House of Laffond, desenvolve uma pesquisa que articula performance, dança, moda e ritual para investigar as relações entre raça, gênero, território e ancestralidade, mobilizando cosmologias nagô e bantu como fundamento para a criação de novas corporalidades. Foi intérprete do Balé da Cidade de Taubaté (2017–2020), integrou o coletivo Iluminação Fluida (PQA 2020) e participou do festival OUTROS (2021), com a obra Cantos, dirigida por Eduardo Fukushima. Integrante do elenco da obra “Arrastão”. Também integrou o Núcleo Luz, a Cia. Treme Terra e atualmente é atriz da Cia. Sacana.
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