Foto: Divulgação
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Sarau Cinematográfico

Com JAMAC

Fazer um monte: ocupação gráfica coletiva

Belenzinho

Duração: 90 minutos

L

Grátis

Não indicado para menores de 7 anos.

Data e horário

05/08 a 05/08

05/08 • Quarta • 20h00
Foto: Divulgação
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Sarau Cinematográfico Mascate Cineclube é um evento multicultural itinerante realizado pelo Coletivo Mascate Cineclube em parceria com o JAMAC desde 2012. A iniciativa promove e fortalece a produção audiovisual e cultural das periferias paulistas, com foco na região de Cidade Ademar e Pedreira, na zona sul de São Paulo, valorizando artistas, realizadores e narrativas produzidas nos territórios periféricos.

Mais do que uma mostra de cinema, o Sarau é um espaço de encontro, troca e celebração coletiva, onde cinema, música, poesia e oralidade se atravessam em uma experiência viva e participativa. A condução da atividade é feita pela cineclubista brincante Luana Levy, que, por meio de mediações sensíveis e interativas, convida o público a participar ativamente do encontro do início ao fim.

A programação reúne a exibição dos curtas-metragens “Afluente” e “Pipaterapia: um chamado para viver o agora”, seguidas de bate-papos e trocas com o público, além de intervenções musicais e poéticas, e momento de microfone aberto para artistas convidados e participantes. O Sarau tem duração aproximada de 2 horas.

“Afluente” acompanha Karú, um jovem surdo e periférico que tem sua casa alagada após uma temporada de fortes chuvas. Desanimado, tenta seguir os conselhos de um amigo, mas encontra muitas águas em seu caminho. Ao ser atraído pelo canto da represa, Karú vai ao encontro do espírito das águas da quebrada.

“Pipaterapia: um chamado para viver o agora” investiga o impacto da cultura do pipa na cidade de Diadema, em São Paulo. Com um estilo de vida periférico único, explora as motivações dos pipeiros para manter essa prática viva. O filme acompanha os pipeiros, em sua maioria homens adultos, que todos os finais de semana se reúnem em grupos, competindo para ver quem dá mais “relo” e quem “chepa” mais pipas.

A mediação e condução do Sarau é realizada por Luana Levy, brincante, atriz, escritora e contadora de histórias. Integrante do Mascate Cineclube e do coletivo Minas de Resistência, Luana também participou do livro “Pretos em Conto Jovem”, organizado por Plínio Camilo. Sua atuação artística atravessa literatura, teatro, oralidade e cultura popular.

A intervenção literário poética será conduzida por Arleide Nascimento. Poetisa, mulher preta, filha de nordestinos, artista plástica, capoeirista e formada em Serviço Social, Arleide cresceu na periferia da zona sul de São Paulo e desenvolve trabalhos atravessados pelas memórias, afetos e expressões da cultura popular brasileira.

O encontro também conta com a apresentação musical do grupo #AbacateCordiRosa, criado e interpretado por Natália Ná e Miriam Voyant. As duas artistas se unem para interpretar um repertório autoral que nasce como desabafo do que poderia ser um coração, mas é só um abacate partido.
O trabalho se constrói a partir de uma linguagem musical experimental, em diálogo com o rock’n’roll, blues e hip hop, atravessando ruídos, afetos e tensões que não buscam tradução fácil, mas presença. O duo se afirma como um campo de experimentação sonora e poética, onde a música não se resolve – se expõe.

O Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC) é um espaço cultural da zona sul de São Paulo que, há mais de 20 anos, desenvolve processos de criação coletiva em diálogo com territórios e comunidades. Criado pela artista Mônica Nador e construído ao longo do tempo por muitas pessoas, o JAMAC se mantém como um espaço aberto a encontros, formações e experimentações que aproximam arte e vida, estética e política.

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