Duração: 60 minutos
atividade presencial
Local: Teatro
Programação integrante da Semana S e Virada Cultural. Gratuita, nos dias 15,16 e 17/05 e 24/05.
Saudade é um espetáculo que tenta encontrar no homem do interior a expressão de um mundo inteiro, entre a simplicidade das raízes e a riqueza da arte que atravessa tempos e territórios. Inspirada no conto Pinguinho, de Viriato Correia, e nos escritos de Rubem Alves, sua dramaturgia evoca memórias, brincadeiras e perdas, desenhando uma constelação de lembranças que ressignifica a saudade como um ato de resistência e celebração. No pequeno vilarejo que ganha vida em cena, a infância e a morte se entrelaçam, e as lembranças, mais do que dores, tornam-se canções, imagens e ecos de um passado que insiste em permanecer.
Sob a direção de Douglas Novais e direção musical de Everton Gennari, Saudade se constrói na intersecção entre o teatro popular e a pesquisa multicultural do grupo Os Geraldos, que atravessou cidades da Europa e do Brasil em busca de referências para essa fábula universal. Com Cândido Portinari como inspiração estética e Rubem Alves como guia filosófico, o espetáculo busca não apenas representar a alma interiorana, mas elevá-la à condição de fantasia, em que a palavra e a melodia se tornam linguagem de um mundo sem fronteiras.
Os Geraldos
Os Geraldos é um grupo de teatro formado por artistas, de 18 a 59 anos, que vêm de pequenas cidades do interior de São Paulo e de outros estados, trazendo consigo um olhar enraizado no Brasil profundo. Desde 2008, desenvolvem um teatro popular que valoriza a relação direta com o público e combina pesquisa técnica com a vivência de quem conhece o país por dentro. A estética do grupo desenvolve-se em três frentes principais: as Visualidades do Espetáculo, com um ateliê próprio responsável pela criação de figurinos, cenários e iluminação; a Expressividade Vocal, que investiga a palavra falada e cantada como matéria central da cena; e o Coro, entendido tanto como base estrutural da encenação quanto como um signo da ética do trabalho coletivo, de modo que a relação entre estética e ética se manifesta na cena e no processo de criação.
Essa identidade, que nasce do encontro entre diferentes sotaques e trajetórias, reflete-se na circulação do grupo, que já passou por 105 cidades, em 24 estados brasileiros e 10 países. Se suas raízes estão fincadas nas culturas populares, sua trajetória os levou a palcos distantes, onde o teatro de grupo se reafirma como um espaço de troca e resistência. Além da circulação nacional e internacional, Os Geraldos administram o Teatro de Arte e Ofício (TAO), um espaço independente de 41 anos, que é sede para suas criações, formações e para o fortalecimento de uma cena teatral coletiva e acessível.
Este espetáculo conta com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras e audiodescrição, disponíveis em todas as sessões, exceto no primeiro dia de apresentação.
Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.