atividade presencial
Grátis
Local: Teatro | 1º subsolo
Retirada de convites com 1 hora de antecedência
Data e horário
O seminário propõe uma reflexão sobre o jornalismo como instrumento fundamental da sociedade civil, essencial para a defesa da democracia, da transparência e dos direitos socioambientais. Em um cenário marcado por ameaças políticas, disseminação de fake news e profundas transformações digitais – que impactaram modelos de negócio e a sustentabilidade do setor -, o evento coloca em debate os desafios e as possibilidades para o futuro da prática jornalística. Com mediação da Agência Pública, os encontros discutem temas centrais para a sobrevivência do jornalismo e para o fortalecimento do protagonismo social.
Esta atividade contará com recurso de acessibilidade em Libras
Programação
– 14h às 15h30 | Mesa 1: Guerra ao jornalismo | Com Daniela Lima, Nina Santos e Patricia Campos Mello. Mediação: Natalia Viana
As ameaças ao jornalismo brasileiro e global: ataques contra profissionais, cerceamento da liberdade de imprensa por correntes políticas antidemocráticas, crise de credibilidade, transformação digital, falência dos modelos de negócio tradicionais, e o papel das Big Tech na erosão da integridade dos ecossistemas de informação.
– 16h30 às 18h | Mesa 2: Informação que mobiliza | Com Bianca Borges, Neon Cunha e Raull Santiago. Mediação: Marina Amaral
Qual é a sociedade civil de hoje e qual espaço o jornalismo ocupa dentro dela? De que forma o jornalismo contribui para a mobilização e quando acaba alimentando a apatia e o cinismo? Qual o jornalismo que mobiliza, empodera e mostra outros Brasis?
– 19h às 19h30 | Falas institucionais: Agência Pública e Sesc São Paulo
– 19h30 às 21h | Mesa 3: Novos caminhos: Ainda estamos aqui | Com Bruno Fonseca, Carol Pires e Elaine Silva. Mediação: Eugênio Bucci
Como nos fortalecer e inovar para construir o jornalismo do futuro? Quais os caminhos que estão sendo trilhados e dão esperança no jornalismo?
Sobre a Agência Pública
A Agência Pública foi pioneira ao trazer o jornalismo investigativo para o Brasil. Atualmente, é a maior redação sem fins lucrativos do país e a agência de jornalismo investigativo mais premiada do Brasil, com mais de 80 prêmios nacionais e internacionais.
Fundada e liderada por mulheres, sua atuação prioriza a apuração de dados e fatos confiáveis junto a movimentos sociais e comunidades historicamente menos ouvidas pela imprensa tradicional. A partir dos territórios, desenvolveu um jornalismo investigativo capaz de registrar e denunciar conflitos, crises, crimes e ilegalidades que afetam a população brasileira.
Sobre as pessoas participantes
MESA 1
Daniela Lima é jornalista e passou pelos principais veículos do país. Foi apresentadora da GloboNews, CNN Brasil e do Roda Viva. Editou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e cobriu eventos marcantes da história recente em Veja e no Correio Braziliense. Atualmente, é colunista e apresentadora no portal UOL.
Nina Santos é secretária-adjunta de Políticas Digitais na Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (UFBA) e do CARISM/Université Panthéon-Assas, atua há anos no campo da comunicação política digital e no combate à desinformação. É professora em cursos de pós-graduação da FGV e da Sorbonne-Nouvelle, entre outras instituições.
Patrícia Campos Mello é repórter especial da Folha de S.Paulo e comentarista da TV Cultura, com atuação em tecnologia, relações internacionais e direitos humanos. Formada pela USP, com mestrado pela Universidade de Nova York e passagem como pesquisadora na Columbia University, investiga desde 2014 redes de desinformação e manipulação política, tema do livro Máquina do Ódio (Companhia das Letras). Recebeu prêmios como o Maria Moors Cabot, o Internacional de Liberdade de Imprensa, o da Fundação Gabo, o Vladimir Herzog e o Rei da Espanha.
Natalia Viana é cofundadora e diretora executiva da Agência Pública. Como repórter e editora, recebeu diversos prêmios de jornalismo. Em 2025, foi agraciada com o Prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, e foi bolsista da Fundação Nieman, em Harvard, em 2022. Integra o conselho da Fundação Gabo, do CLIP e da Conectas Direitos Humanos.
MESA 2
Bianca Borges iniciou sua atuação no movimento estudantil no ensino médio, fundando o grêmio da ETEC de Praia Grande e participando da refundação da UMES local. É estudante de Letras no IFSP e bacharela em Direito pela USP, onde foi coordenadora-geral do DCE Livre e diretora do Centro Acadêmico XI de Agosto. Foi vice-presidenta da UNE em São Paulo, diretora de Relações Internacionais da entidade, secretária-executiva da OCLAE e presidenta da UEE-SP. Em 2025, foi eleita presidenta da UNE para a gestão 2025–2027.
Neon Cunha é mulher negra, ameríndia e transgênera, ativista independente e uma das vozes mais reconhecidas na luta pela despatologização das identidades trans no Brasil. Questionadora da branquitude e da cisgeneridade tóxicas, integra diversas iniciativas e espaços de incidência política. É patrona da Casa Neon Cunha, espaço de acolhimento LGBTQIAPNB+ no ABC Paulista.
Raull Santiago é empreendedor social, comunicador e ativista com mais de 15 anos de atuação no terceiro setor. Diretor-presidente do Instituto Papo Reto e cofundador da Iniciativa PIPA e do Perifa Connection, construiu sua trajetória a partir das favelas do Rio de Janeiro. Atua na articulação de iniciativas que conectam direitos humanos, juventude, clima, segurança pública e cultura de doação, fortalecendo organizações de base e políticas públicas.
Marina Amaral é jornalista desde 1984, com passagens pela Folha de S.Paulo, revista Globo Rural, TV Record e TV Cultura. A partir de 1997, dedicou-se ao jornalismo independente, participando da fundação da revista Caros Amigos, onde foi repórter especial e editora executiva. Recebeu o Prêmio Herzog pelo conjunto de reportagens publicadas na revista. Desde 2011, é diretora e cofundadora da Agência Pública.
MESA 3
Carol Pires é jornalista e roteirista, mestre em política latino-americana pela Columbia University. Criadora do podcast Retrato Narrado, foi corroteirista do documentário Democracia em Vertigem, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Trabalhou na revista piauí e colaborou com o The New York Times. Atualmente, apresenta o videocast Duas e Tanto e assina a newsletter Nem Toda Mulher.
Elaine Silva é administradora e gestora financeira, com atuação em análise contábil, planejamento estratégico e desenvolvimento institucional. É diretora institucional da Agência Alma Preta, fundadora da Black Adnetwork e da EMS Consultoria e cofundadora do Instituto Fala. Integra o CNPIR e o Comitê Gestor do Plano Nacional Juventude Negra Viva, além de conselhos consultivos de organizações da sociedade civil. Em 2025, recebeu o Leão de Prata no Cannes Lions pela campanha “Corredor em Perigo”.
Eugênio Bucci é jornalista e professor titular da ECA-USP. Autor de livros como A superindústria do imaginário (finalista do Jabuti) e Incerteza, um ensaio (vencedor do Jabuti Acadêmico), presidiu a Radiobrás (2003–2007) e foi superintendente de Comunicação Social da USP. Em 2025, lançou A razão desumana e Que não se repita. Escreve quinzenalmente para O Estado de S. Paulo e integra a Academia Paulista de Letras.
Bruno Fonseca é chefe de redação da Agência Pública, jornalista com mais de dez anos de experiência, mestre e graduado em Comunicação pela UFMG. Atua principalmente em reportagens baseadas em dados, política e acesso à informação. Tem certificação em Data Storytelling pelo Insper e formação em jornalismo multimídia pela Thomson Reuters.
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