Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Sala de Espetáculos II
Com retirada de ingressos no 3º andar 01 hora antes do início da atividade
Data e horário
02/08 a 02/08
Nesta audição comentada, os integrantes do grupo Ave Sangria, Marco Polo e Almir de Oliveira trazem as suas memórias, reflexões e detalhes pouco conhecidos sobre a criação e a gravação do álbum “Ave Sangria”, de 1974, um clássico da música psicodélica brasileira. O trabalho musical foi alvo de censura durante o período de Ditadura Militar no Brasil, e somente neste ano, em 2026, de forma inédita, o Estado brasileiro reconheceu que houve perseguição e estipulou uma indenização vitalícia para os músicos. A intervenção musical será mediada pelo músico e apresentador Clemente Nascimento, pioneiro do punk rock no Brasil e fundador da banda Inocentes.
Sobre Ave Sangria
Ícone do rock psicodélico brasileiro, a Ave Sangria é mais que uma banda: é um símbolo de resistência, liberdade e invenção sonora. Nascida no Recife dos anos 1970, em meio à efervescência do underground pernambucano que desafiava o regime militar com irreverência e poesia, o grupo criou uma estética singular que mescla rock, psicodelia, ritmos nordestinos e poesia libertária.
O disco homônimo “Ave Sangria” tornou-se um marco da música brasileira. Com letras visionárias e arranjos ousados, o álbum foi censurado logo após o lançamento, retirado das lojas pela ditadura por “atentar contra a moral e os bons costumes”. Décadas depois, com a redemocratização do país, a obra foi resgatada, relançada e hoje é celebrada como um clássico cult, atravessando gerações e reafirmando sua força estética e histórica.
Hoje, a Ave Sangria continua a sobrevoar o tempo com a mesma intensidade poética. Sob a liderança de Marco Polo (voz e letras) e Almir de Oliveira (guitarra e voz), a banda mantém viva a chama criativa que a consagrou. Seus shows são uma experiência sensorial em que a psicodelia encontra o baião, o rock dialoga com o maracatu e a palavra se transforma em liberdade.
Com o disco “Vendavais” (2019), lançado 45 anos após o primeiro álbum, a Ave Sangria provou que segue atual ousando, questionando e encantando com a mesma força visionária de sua origem. A sonoridade se renova, mas o espírito permanece o mesmo: indomável, poético e profundamente nordestino.
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