Duração: 150 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Teatro
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência
Data e horário
06/08 a 06/08
A ocupação e a circulação dos povos originários nas Américas estão diretamente relacionadas ao manejo de seus territórios e às interações estabelecidas com uma pluralidade de seres. O estabelecimento das populações humanas nesse imenso continente deu origem a um vasto repertório de tecnologias e saberes-fazeres. Essas tecnologias ancestrais seguem sendo atualizadas localmente, de geração em geração, ao mesmo tempo em que incorporam novas tecnologias, contribuindo para constituir e revelar o que os mais de 300 povos indígenas do Brasil compreendem como bem viver.
Por meio de intervenções artísticas e de um bate-papo, este encontro pretende dar visibilidade às diversas tecnologias acionadas pelos povos indígenas no Brasil para fortalecer suas culturas e contribuir para a conservação de seus territórios. Na abertura, que acontece no Teatro do Sesc Pompeia, estarão presentes:
Alberto Alvares – Cineasta indígena da etnia Guarani Nhandewa, nasceu na aldeia Porto Lindo, no Mato Grosso do Sul. Professor e tradutor da língua guarani, ministra cursos de formação de cineastas indígenas. Desde sua estreia, em 2010, realizou mais de 20 documentários e recebeu diversos prêmios.
Eunice Kerexu Yxapyry – Liderança Mbya Guarani, vive na Terra Indígena Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, e foi uma das primeiras cacicas de seu povo. É mobilizadora do Kunhangue Rembiapo, coletivo de mulheres de sua aldeia, e cofundadora da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e do movimento de mulheres da Comissão Guarani Yvyrupa. Mais recentemente, atuou no Ministério dos Povos Indígenas (MPI) como a primeira secretária de Direitos Ambientais e Territoriais Indígenas.
Geni Núñez – Ativista indígena guarani, escritora e psicóloga. Tem pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). É doutora no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC). Foi membro da Comissão de Direitos Humanos (CDH), do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e é membro da Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as (Abipsi). É coassistente da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). Autora dos livros Descolonizando Afetos (2023), Jaxy Jaterê (2023) e Felizes por enquanto (2024).
Lilly Baniwa – Atriz, performer e mestranda em Artes da Cena na Unicamp, com uma pesquisa sobre teatro indígena na contemporaneidade. Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp (2023), a artista indígena do povo Baniwa articula corpo, memória e território, entendendo o corpo como arquivo vivo. Atravessa performance, artes visuais e criações autorais, atuando em festivais e residências no Brasil e no exterior.
Paulinho Fluxuz_ – É um artista da Luz com 16 anos de atuação, destacando-se como referência na arte e tecnologia de utilizar a Luz e o Laser como meio de expressão em diversos contextos. Nascido em São Paulo. Artista visual multimídia e ativista, iluminando intervenções urbanas e na floresta, ocupações, festivais, sets de filmagem, ritos, festas itinerantes e exposições e galerias.
Atualmente, concentra sua atenção na pesquisa da exploração tática e visual do Las3r_, manifestando-se em intervenções urbanas e performances ao vivo de audiovisual expandido em parceria com movimentos sociais e culturais. Dialoga na escala da cidade e na intimidade do gesto. Desenvolve obras e linguagem em colaboração com artistas indígenas e em defesa dos povos e da floresta. Graduado pela ECA-USP, é parte integrante da rede @Projetemos e fundador do TANQ_ Rosa Choq_(2009) e CANiL_ da USP (2006). Seus disparos estéticos percorreram a América Latina, Europa e Oriente Médio, sempre em busca de rasgar futuros no presente ancestral.
Sioduhi Waíkhʉn – Fundador da Sioduhi Studio, marca indígena futurista que transforma histórias vivas em criações contemporâneas, o estilista e diretor criativo pertence ao povo Waíkahna (Piratapuya). Sua marca une ancestralidade, design e inovação, valorizando as tecnologias originárias e fortalecendo a economia criativa da Amazônia. Também é fundador da ManioColor, iniciativa dedicada ao desenvolvimento de pigmentos têxteis produzidos a partir das cascas de mandioca.
Suraras do Tapajós – Primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil. Criado em 2018 por mulheres originárias do território Borari, em Alter do Chão (PA), o grupo une música, ancestralidade e ativismo em apresentações que celebram a cultura amazônica e a resistência dos povos indígenas. Seu repertório reúne composições autorais e clássicos da música paraense, abordando temas como natureza, força feminina e defesa dos territórios da floresta, além de incluir canções em nheengatu. Os espetáculos combinam música, dança, grafismos corporais, figurinos tradicionais e rituais amazônicos, criando uma experiência sensorial e coletiva.
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