Duração: 150 minutos
atividade presencial
Local: Arte II - 13º Andar
Inscrições on-line a partir de 29/9, às 14h, para Credencial Plena e dia 30/9, às 14h, para público em geral.
Oficina que propõe uma investigação prática sobre a ternura como forma de regulação, resistência e composição, inspirada na Mimosa Pudica , conhecida como dormideira ou maria-sem-vergonha; uma planta sensível que, ao toque, recolhe suas folhas e parece “fingir-se de morta”. Seu gesto torna-se aqui metáfora e prática coreográfica: como permanecer sensível sem sucumbir? Como transformar vulnerabilidade em potência? Como modular presença, tempo e atenção diante das intensidades do mundo?
A partir da fabulação com essa planta, explora-se estados de recolhimento, suspensão, descanso e regeneração como estratégias de composição e cuidado. O gesto de “fingir-se de morta” é investigado como uma interrupção temporária dos padrões habituais de resposta, abrindo espaço para outras. Entre movimento e pausa, expansão e recolhimento, a ternura emerge como uma tecnologia de sobrevivência e resistência. Não como fragilidade, mas como capacidade de permanecer permeável, atento e conectado sem colapsar. Em diálogo com presenças humanas e não humanas, a oficina convida à experimentação de modos de coexistência baseados na interdependência, na escuta e na regeneração compartilhada.
Flávia Pinheiro é coreógrafa, educadora e pesquisadora brasileira radicada em Amsterdã. Seu trabalho investiga formas de relação e criação com seres humanos e não humanos, incluindo plantas, bactérias, pássaros, antílopes e outras presenças mais-que-humanas. Mestra em Coreografia pela DAS Choreography (Universidade de Amsterdã) e integrante do programa de pesquisa DAS Third (2022-2024), atualmente é doutoranda em PhDArts na Leiden University Academy of Creative and Performing Arts, em parceria com a Royal Academy of Art (KABK), em Haia. Em 2025, recebeu apoio do Mondriaan Fund. Entre seus trabalhos recentes destacam-se The Unborn (2024), apresentado no Holland Festival, e The Magnificent Bacteria. Como educadora, atuou em instituições no Brasil e na Europa e, desde 2022, coordena o projeto The Somatic Laboratory Latinx Memories, em colaboração com o coletivo
Papaya Kuir, com e para pessoas queer migrantes e solicitantes de asilo nos Países Baixos, explorando práticas de toque, escuta, movimento e cuidado coletivo
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