Duração: 180 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Vários espaços do Sesc Bom Retiro
Datas e horários
20/09 a 06/12
Fundamentada na energia dos Ibejis, que representam a potência e a sabedoria das crianças nas culturas de matriz africana, a ação busca reconhecer as crianças como protagonistas na construção das experiências culturais que as atravessam. Mais do que público, elas são convidadas a compartilhar suas percepções, interesses e desejos para o festival. A escuta será realizada por meio de metodologias participativas e lúdicas, combinando técnicas de pesquisa com o brincar. Entre as estratégias estão mapas visuais coletivos, jogos, brincadeiras, desenhos, entrevistas criativas e rodas de conversa, possibilitando a coleta de informações sobre as experiências vividas no festival, linguagens artísticas de interesse e sugestões para futuras programações. Os dados produzidos serão sistematizados e transformados em uma cartilha das infâncias, reunindo os principais apontamentos das crianças participantes. O material servirá como instrumento orientador para a curadoria e o planejamento das próximas edições do Festival Omode, garantindo que as vozes, interesses e imaginários das crianças estejam presentes na construção do festival.
TÉTÉRÉGÙN é o nome de uma folha sagrada associada à água que refresca,
fertiliza e devolve a vida. Conhecida nas tradições de matriz africana como a
folha da vida e da morte, carrega o simbolismo da renovação, do cuidado e da
circulação dos saberes
Assim como TÉTÉRÉGÙN carrega a água que refresca o que estava seco, a
estação propõe recolher as vozes, desejos e imaginários das crianças para nutrir
os caminhos das próximas edições do Festival Omode
ONILÉ é um hub de criação, produção e articulação voltado ao impacto social, que conecta pessoas pretas, LGBTQIAPN+ e periféricas para potencializar a arte e a cultura negra na cidade. A partir da elaboração, desenvolvimento e gestão de projetos culturais com incidência política e territorial, a ONILÉ segue tecendo e fortalecendo redes criativas, promovendo protagonismo e ampliando possibilidades de atuação e permanência no campo da cultura. Através de linguagens criativas como o audiovisual, utilizado enquanto ferramenta estratégica de comunicação e luta, a ONILÉ contribui para o enfrentamento ao racismo estrutural e visibilidade de narrativas negras. Com um ecossistema bem estabelecido, seu trabalho evidencia processos formativos de forma coletiva e reafirma a criatividade negra como força central na construção do Bem Viver e transformação social.
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