Duração: 90 minutos
atividade presencial
Local: Teatro
Venda presencial a partir do dia 30/9, às 17h. Limite de 2 ingressos por pessoa.
O Trio Puelli tem como proposta a execução da música dos séculos XX e XXI para formação de piano, violino e violoncelo, abordando, em especial, composições brasileiras. Nesse concerto o público vai apreciar um dos maiores responsáveis pela diluição das fronteiras entre erudito e popular no Brasil, Radamés Gnattali, que atuou como pianista, arranjador e compositor, deixando larga obra sinfônica e camerística. Esse projeto é fruto de um resgate de partituras manuscritas de Radamés, que foram pela primeira vez registradas na sua íntegra no disco “Radamés Gnattali: Integral das obras para piano, violino e violoncelo”. O Trio Puelli contou com a colaboração de Roberto Gnattali e editoração de Sarah Hornsby, em projeto apresentado ao Selo Sesc por Jeanne de Castro.
Ficha técnica:
Karin Fernandes – Piano
Ana de Oliveira – Violino
Adriana Holtz – Violoncelo
Jeanne de Castro – Coordenação de produção
Matheus Rocha – Assistente de produção
Trio Puelli – Iniciou suas atividades em 2009. Desde então tem se apresentado em diversas cidades brasileiras, destacando a MIMO – Mostra Internacional de Música de Olinda, Circulação de concertos SESI-SP, Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, série de música contemporânea da CPFL Cultura, entre outros. Realizou a primeira gravação e também a primeira audição de algumas peças brasileiras como: Mario Ficarelli – Preludio e Toccata; Edson Zampronha – O acorde invisível; Leonardo Martinelli – O fio das miçangas; e Fernando Riederer – Sho III. Possui três álbuns gravados: “Primma” (2011), “Três Américas” (2013) e “Radamés Gnattali – Integral das obras para piano, violino e violoncelo” (2028), que venceu o grande Prêmio da Revista Concerto, de voto popular.
Radamés Gnattali (1908-1988) – O gaúcho Radamés Gnattali destacou-se pelo conhecimento privilegiado do material popular que deveria conferir o colorido “nacional” às suas composições “eruditas”. Gnattali viveu intensamente a chamada Era do Rádio, e é reverenciado como o criador de um “jeito brasileiro” de fazer orquestração de música popular, graças a milhares de arranjos cujo ápice seria o cartão-postal musical da nação: “Aquarela do Brasil” (1939), de Ary Barroso (1903-1964). Ironicamente, essa “dupla militância” que hoje é vista como a força de sua obra foi, durante muito tempo, brandida contra o compositor. Dizia-se que os “vícios de linguagem” do Gnattali “popular” contaminavam a parte “erudita” de sua produção. No terceiro milênio, porém, as certezas de uma linha evolutiva única para a História da Música se desfizeram; o ambiente eclético e “pós-moderno” passou a favorecer diversos tipos de “retorno” à tonalidade e diálogos com a música popular, e o interesse pela produção de concerto de Gnattali só fez se fortalecer. O “conservador” do século XX parece ter se convertido no visionário que anteviu o mundo sonoro do começo do século XXI.
Programa
RADAMÉS GNATTALI (1906-1988)
Trio Miniatura (1940)
I. Alegre
II Lento
III. Vivo
MARISA REZENDE (1944-)
Trio para violino, violoncelo e piano (1976)
RADAMÉS GNATTALI (1906-1988)
Trio nº2 para piano, violino e violoncelo (1967)
I. Allegro moderato
II. Tristonho
III. Lento – Ritmado
LYDIA DO AMARAL (1855–1948)
Noturno em fá menor (s.d.)
LINDALVA CRUZ (1908–2005)
Mágoa de Caboclo (s.d.)
RADAMÉS GNATTALI (1906-1988)
Trio nº3 para piano, violino e violoncelo (1984)
– Allegro moderato
– Seresta
– Alegre
FRANCISCA GONZAGA (1847-1935)
Gaúcho (Corta-Jaca) (1895) / Arranjo: Luiz Amato
Limite de 2 ingressos por venda/atendimento. Todos que adquirirem ingressos com desconto devem apresentar o seu comprovante na entrada. (Credencial Sesc, Estudante, Aposentado, Servidor Escola Pública…) – Os benefícios são individuais e intransferíveis.
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