A peça é uma jornada para dentro da alma e da vida de um velho ator, que, vivendo com Alzheimer, escreve obstinadamente na tentativa de manter na memória os registros de pessoas e fatos que marcaram a sua história. Durante um concerto no asilo onde mora, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, ele tenta reconstruir sua carreira e relembrar de sua família e seus amores.
Concebida para ser representada por dois atores, a versão mais velha e a mais jovem do mesmo homem, “Uma Velha Canção, Quase Esquecida” se propõe a investigar a demência progressiva que afeta irrecuperavelmente a memória e o comportamento daqueles acometidos pelo Alzheimer. Evidenciando esse processo degenerativo, com o protagonista muitas vezes lendo as falas escritas por ele mesmo de maneira metalinguística – em seu esforço para não esquecer fatos e sensações de sua trajetória -, a encenação pretende explorar a relação desse homem consigo mesmo, por intermédio de sua duplicação, identificando e interpretando pessoas e peças que marcaram sua vida e sua carreira de ator. No entanto, mesmo essas anotações escritas não são garantia de que os acontecimentos e indivíduos ficarão retidos em sua lembrança.
As sessões dos dias 16 e 17 são gratuitas, com retirada de ingressos a partir do dia 15/5, às 17h.
Ficha Técnica
Dramaturgia Original: Deirdre Kinahan
Curadoria: Beatriz Kopschitz Bastos
Tradução e Direção Artística: Domingos Nunez
Elenco: Genezio de Barros e Iuri Saraiva
Trilha Sonora Original: Mario da Silva
Direção Musical: Vinícius Leite
Músicos em Cena: Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite
Figurinos: Chico Cardoso
Costureira: Lili Santa Rosa
Cenografia: Marisa Rebollo
Cenotecnia: Alício Silva/ Casa Malagueta
Designer de Luz e Operação Técnica: Zerlô
Técnico de Som: Valdilho Oliveira
Fotografia Artística: Ronaldo Gutierrez
Identidade Visual: Dalua Criações
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Captação e Edição: Ícarus Filmes
Tradução em Libras: Fabiano Campos
Produção Executiva: Luísa Silva
Direção de Produção: André Roman
Produção: Cia Ludens / Teatro de Jardim
Domingos Nunez é dramaturgo, tradutor, crítico e diretor artístico da Cia Ludens, para a qual dirigiu Dançando em Lúnassa (2004/2013), de Brian Friel; Pedras nos bolsos (2006), de Marie Jones; Idiota no país dos absurdos (2008), de Bernard Shaw; O fantástico reparador de feridas (2009-10), de Brian Friel; Balangangueri, o lugar onde ninguém mais ri (2011-12), de Tom Murphy; Bailegangaire, de Tom Murphy (2021) e Luvas e anéis (2023-24), de Rosaleen McDonagh. Além disso, Nunez escreveu e dirigiu a peça As duas mortes de Roger Casement (2016/2019). Em 2013, recebeu a indicação ao prêmio especial da APCA pelos dez anos dedicados ao teatro irlandês e, em 2014, a indicação de Melhor Tradução ao Prêmio Jabuti de Literatura pela Coleção Brian Friel.
Genézio de Barros se destacou para o grande público ao viver Pedro, pai da vilã Flora (Patrícia Pillar). Compôs o personagem de 70 anos de forma totalmente convincente, apesar de ter pouco mais de 50. Fez também na Rede Globo a novela Amor a vida. O artista formado pela Escola de Arte Dramática (EAD-USP) contabiliza mais de quarenta peças no seu currículo. Entre elas destacam-se Longa jornada de um dia noite adentro, de Eugene O’Neill; Ianov, de Tchekov, montagens do Grupo Tapa; e Inimigos de classe, de Nigel Willians, direção de Márcio Aurélio. Pelos dois últimos conquistou o Prêmio Mambembe de melhor ator. É premiado como melhor ator também no cinema pelos longas Ação entre amigos, de Beto Brant e Quase nada, de Sérgio Resende. Em 2018 estreou no monólogo O monstro, inspirado em um conto de Sérgio Sant’Anna, no qual interpreta o filósofo Antenor Lott Marçal, dirigido por Hugo Coelho.
Iuri Saraiva, ator brasiliense, começou sua carreira em 1998, atuou em mais de vinte peças de teatro e recebeu três prêmios de melhor ator em festivais nacionais de cinema. No Rio de Janeiro, trabalhou com os diretores Amir Haddad, Delson Antunes, Ignácio Coqueiro e Luiz Arthur Nunes. No teatro, em São Paulo, atuou no espetáculo A catástrofe do sucesso (2019), de Tennessee Williams, com direção de Marco Antônio Pâmio; e atuou em A fábula e Roda dos três amigos, de Flávio Ermínio, com direção de César Baptista. Fez parte do elenco de Jardim de inverno (2019), com direção de Marco Antônio Pâmio, peça pela qual recebeu o prêmio APCA de melhor ator.
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