Duração: 90 minutos
atividade presencial
Local: Teatro Paulo Autran
venda nas bilheterias a partir de 22/07, às 17h
O pianista Vitor Araújo lança no Brasil uma nova versão do concerto Toró, originalmente gravado em Amsterdã com a Metropole Orkest e lançado internacionalmente em abril. O concerto conta com a participação da OCAM, reunindo cerca de 30 músicos sob regência de Ricardo Bologna.O espetáculo combina piano,orquestra e seção percussiva, explorando ritmos de Pernambuco em diálogo com a música orquestral.
Vitor Araújo é compositor e pianista natural de Recife. Premiado ainda jovem como pianista erudito, ganhou projeção nacional por suas interpretações de repertório do século XX, recebendo o prêmio de Artista Revelação da APCA e sendo apontado como uma das 10 mentes mais brilhantes do país pela revista Galileu. Ao longo de sua trajetória, dividiu o palco em duo com nomes como Caetano Veloso, João Donato e Naná Vasconcelos.
Como compositor, lançou os álbuns ¿A/B’ (2012) e ¿Levaguiã Terê’ (2016), este último indicado ao prêmio da APCA e eleito um dos melhores discos do ano pela VICE/Noisey Brasil, com lançamento internacional em vinil pela gravadora austríaca Nutriot Recordings. Seu trabalho dialoga com tradições da música brasileira e a escrita orquestral, em ressonância com nomes como Heitor Villa-Lobos, Moacir Santos e Rogério Duprat.
Também atua em cinema e teatro. Co-assinou a trilha de “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert e do documentário indicado ao Oscar “Democracia em Vertigem” (2019), de Petra Costa, e foi premiado no Festival de Bordeaux pela música do filme “Le Départ” (2020), de Saïd Hamich Benlarbi. No teatro europeu, colaborou com instituições como Odéon-Théâtre de l’Europe, Comédie de Genève e Wiener Festwochen, além de integrar o projeto “The Lingering Now”, com direção de Christiane Jatahy, vencedor do Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 2022. Seu trabalho anterior ao “Toró” foi o álbum Lágrimas no Mar (2021), em parceria com Arnaldo Antunes, com quem realizou extensas turnês no Brasil e no exterior. Paralelamente, mantém colaborações com artistas da cena contemporânea brasileira, como Kiko Dinucci, Negro Leo, Sophia Chablau e Ana Frango Elétrico.
A OCAM é um dos principais órgãos artísticos da Universidade de São Paulo, referência fundamental em orquestras profissionalizantes no Brasil. Com uma performance musical de alta qualidade e uma programação diversificada, a OCAM desenvolve uma proposta artística ousada, que vai além da simples execução de repertórios tradicionais. A orquestra busca criar experiências inovadoras, explorando novas sonoridades e perspectivas musicais.
Sob a direção do Maestro Gil Jardim de 2001 a 2023 e, desde 2024, do Maestro Ricardo Bologna, a orquestra tem se destacado no cenário musical brasileiro, sendo reconhecida pela sua qualidade e pela diversidade de seu repertório. A OCAM tem um compromisso com a arte que ultrapassa a esfera musical. Seu repertório aborda questões sociais e políticas contemporâneas, valorizando compositores brasileiros vivos e promovendo, de forma destacada, a diversidade de vozes, com ênfase nas obras de mulheres compositoras e artistas de diferentes etnias.
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