
Lucas Soares
Miracema, Rio de Janeiro, 1996. Vive e trabalha em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Sobre:
Na vídeo-instalação e intervenção urbana A ética do grão (2026), o artista se volta a dois monumentos públicos de Sorocaba que, sob o disfarce da homenagem, reiteram violências coloniais. Seja na função histórica de punição e disciplina pública associada ao Pelourinho, monumento de exaltação à tortura que, de modo controverso, foi refeito em Sorocaba mesmo após a sua destruição em decorrência da abolição da escravidão no brasil, ou, como no caso do Monumento à Mãe Preta (1975), que transforma a maternidade imposta pelo colonialismo histórico em símbolo de cuidado e subserviência da mulher negra. Entre esses dois pontos da cidade, Soares constrói uma composição em movimento: suspender o discurso imposto sobre a pedra, matéria bruta dos símbolos, e produzir gestos de afeto e recusa, convocando o imaginário a operar por meio de rasuras performadas na paisagem.



A ética do grão, 2026
Vídeo-instalação e Intervenção – Obra comissionada
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