
A ação reafirma a potência da dança como campo de investigação e experimentação, amplia repertórios e promove encontros entre artistas, pesquisadores e público.

O projeto Caixa de Dança, realizado pelo Sesc Ipiranga, chega à sua 2ª edição e apresenta, como subtítulo, “Coreografias no Entretempo”, reunindo artistas e criações que exploram novas formas de presença, encontro e experimentação na dança contemporânea.
A programação acontece de 7 a 25/4, com espetáculos, cursos e rodas de conversas.
Caixa de Dança – Coreografias no entretempo aprofunda a investigação sobre corpo, espaço e tempo na dança contemporânea, deslocando o foco para múltiplas temporalidades – cronológicas, simbólicas, ancestrais e espirais. Entre espetáculos, oficinas e conversas, o projeto propõe o tempo como matéria coreográfica, afirmando a dança como prática crítica, sensível e capaz de reinventar modos de perceber o corpo, a memória e o mundo.
O projeto reúne um corpo docente e artístico de alta relevância. Entre os destaques, figuram nomes como Carmen Luz, mestra em Arte e Cultura Contemporânea e referência em danças negras e cinema; Emilie Sugai, expoente do Butoh e do Teatro Nô no Brasil; Rosangela Silvestre, criadora de uma metodologia de dança reconhecida internacionalmente; e Renan Marcondes, artista e pesquisador, doutor em pesquisa sobre ausências do corpo na arte contemporânea.
A partir dos espetáculos apresentados, são desenvolvidas rodas de conversa e ações que promovem interação entre o público e estudiosos das áreas. Ao longo de três semanas de programação, o público poderá participar de oficinas, além de acompanhar discussões sobre temas como a “relação entre o corpo e as novas tecnologias”, a “influência das matrizes africanas e asiáticas na dança contemporânea” e “o papel da memória e do tempo na construção da identidade artística brasileira.”
Caixa de Dança carrega no próprio nome uma referência às tradicionais caixinhas de música, objetos que marcaram a infância de muitas pessoas. A associação dessa imagem com as limitações espaciais do auditório, espaço onde acontecem os espetáculos, sugere uma estética delicada e intimista, que remete aos conceitos poéticos e afetivos presentes nesse objeto simbólico. Ao propor uma perspectiva crítica e expandida sobre a coreografia, essa imagem é ressignificada, alinhando-se a reflexões contemporâneas sobre o corpo, o movimento e o espaço cênico.
Com Idealização e realização do Sesc Ipiranga e com curadoria de Cleber Tasquin, o projeto ressalta a relevância da dança em um ambiente de pesquisa e experimentação. Para além das performances, a iniciativa visa expandir repertórios proporcionando um espaço imersivo para a investigação corporal e composição cênica, além de suscitar reflexões acerca do campo crítico e a representatividade em cena.
Consulte a programação completa aqui.
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