NOS 80 ANOS DO SESC, CIRCUITO SESC DE ARTESEXPANDE ATIVIDADES PARA 133 CIDADES PAULISTAS

11/03/2026

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Com programação ampliada, reforço em acessibilidade com Libras,b roteiros inéditos de Turismo Social, Mostras de Saberes Regionais, Mala de Livros que fortalece o acesso à leitura e a experiência em realidade virtual pelos 80

Entre 21 de março e 26 de abril, o Circuito Sesc de Artes chega à sua 18ª edição e integra as comemorações dos 80 anos do Sesc São Paulo, consolidando-se como a maior edição realizada. Ao longo de seis semanas, 133 municípios da Grande São Paulo, do interior e do litoral receberão 123 atividades rtísticas gratuitas, que somam mais de mil sessões em praças e espaços públicos.


Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com Prefeituras Municipais e Sindicatos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Circuito reafirma seu papel de articular territórios, democratizar o acesso à cultura e promover encontros entre diferentes linguagens e gerações artísticas. Teatro, música, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias compõem uma programação diversa que ocupa o espaço público como lugar de convivência e experiência cultural.


“A arte, para fazer pleno sentido, deve ser parte do cotidiano das pessoas. Com base nessa convicção, o Sesc acredita que a vivacidade das expressões artísticas se torna fundamental para a construção e fortalecimento das relações sociais. Nessa perspectiva, ocupar o espaço público é parte do processo de se viver em comunidade, evidenciando o caráter potencialmente democrático dos ambientes urbanos”, destaca Luiz Deoclecio Massaro Galina, Diretor egional do Sesc São Paulo.


A pluralidade é um dos eixos centrais da edição 2026. Entre os destaques está o espetáculo musical Corteja Paulo Freire, da Cia do Tijolo, que recria o clima do Carnaval de Olinda em formato de cortejo, convidando o público a participar da celebração. O grupo Clube do Balanço comemora 25 anos de trajetória com show especial, enquanto DJs de diferentes vertentes musicais ocupam os espaços públicos com sets que dialogam com a diversidade sonora contemporânea.

Na dança, o grupo Zumb.boys apresenta Mané Boneco, espetáculo que articula cultura popular e linguagem urbana. No circo, o grupo LaMínima leva
ao público Cabaré LaMínima ao Máximo, reunindo números que dialogam com a tradição e a comicidade circense. A programação inclui ainda oficinas de
confecção de máscaras e cartazes, construção de aviões e outros origamis voadores sem o uso de cortes ou cola, intervenções artísticas, mediações de
leitura e atividades voltadas a diferentes faixas etárias, reafirmando o caráter intergeracional do evento.


Novidades da edição 2026
A edição deste ano amplia as ações de acessibilidade, com a presença de intérpretes de Libras em parte significativa das atividades. A iniciativa busca
consolidar um ambiente inclusivo, no qual pessoas com e sem deficiência possam compartilhar as experiências culturais. Outra novidade é a expansão do programa de Turismo Social. As ações ganham destaque no Circuito com 22 passeios a pé e gratuitos, conduzidos por guias credenciados pelo Ministério do Turismo. Com duração média de duas horas, as visitas convidam o público a conhecer aspectos históricos, culturais e socioambientais das cidades participantes.


As Mostras de Saberes Regionais também integram a programação. Em formato de feira, 14 cidades receberão artesãos e artesãs locais, em uma vitrine dedicada à valorização do trabalho manual e à geração de renda. A proposta é fortalecer a economia criativa e ampliar o sentimento de pertencimento às identidades culturais de cada território. Como parte das celebrações dos 80 anos da instituição, o Circuito apresenta ainda a experiência imersiva Realidade Virtual Sesc 80 Anos. A intervenção audiovisual, que circulará por 67 cidades em seis roteiros, convida o público a interagir com um curta de animação sobre a trajetória do Sesc, construindo simbolicamente “o seu” Sesc ao longo da narrativa.


Literatura, memória e pertencimento
Em 2026, o Sesc São Paulo amplia sua atuação nos territórios com a criação da Mala de Livros, uma iniciativa que fortalece o acesso à leitura e prolonga, no tempo e no espaço, a passagem do Circuito pelos municípios. São 23 malas viajantes que levarão cerca de 70 títulos cada, escolhidos para
provocar encontros, despertar curiosidades e criar novas histórias entre leitores e futuros leitores. Durante aproximadamente três meses, cada acervo aportará em uma cidade de cada roteiro, hospedado por empresas ou instituições parceiras, onde ficará disponível ao público atendido ou a funcionários. A partir daí a mala formará uma rede de leitura que se expande organicamente pelos territórios.

Mais do que uma ação de incentivo à leitura, a iniciativa transforma o livro em presença constante nas cidades, prolongando no tempo a passagem do Circuito. E a jornada não termina em abril: entre junho e novembro, o Circuito enviará novas malas para ampliar o alcance da proposta. Credencial e loja Sesc nas praças Durante o período do Circuito, trabalhadores e trabalhadoras do comércio de bens, serviços e turismo poderão emitir gratuitamente a redencial Plena do Sesc São Paulo em um ponto físico instalado na própria praça onde acontecem as atividades. A ação facilita o acesso ao redenciamento e reforça a importância da presença do Sesc no território.


Podem se credenciar pessoas com vínculo empregatício em empresas privadas do comércio de bens, serviços e turismo, incluindo empregados com carteira assinada (em atividade ou licença), temporários, jovens aprendizes, estagiários, aposentados e desempregados há até 24 meses. A Credencial Plena garante acesso a uma ampla rede de benefícios nas unidades do Sesc, como valores diferenciados em cursos, espetáculos, atividades esportivas,
turismo social e serviços.


Outra novidade desta edição é a presença, pela primeira vez, de lojas físicas no Circuito. O público poderá conhecer a Loja Sesc, já presente em 43 unidades do Sesc São Paulo, agora também integrada à programação do evento que leva um catálogo que reúne livros, CDs, DVDs e produtos exclusivos para o Circuito. O espaço amplia a experiência cultural e estimula a valorização da produção artística brasileira.


Música
Com uma multiplicidade de linguagens e diversidade artística, o Circuito se organiza em diferentes áreas, compondo um panorama que atravessa tradições populares, criações contemporâneas e experiências participativas. A música ocupa as praças com shows e discotecagens que atravessam gerações e territórios sonoros. A celebração dos 25 anos do Clube do Balanço reafirma o vigor do samba-rock. Ritmos nordestinos ecoam em Arraiá da Sanfoneira, com Lívia Mattos, e em Tem Pimenta no Forró!, do grupo Comadres. A tradição do maracatu ganha força com o Grupo Baque Caipira,
enquanto a música latina pulsa com Quimbará. As pistas se espalham pelas cidades com DJs como Cláudia Parra, Mari, Kayque, Camiska, Chakal,
Maravilha, Nelson Maçã, Jazz, Pedro Loiola, ADJ, além do trio Vivian Marques, Vitonez e Tio Fresh, em Nos Tempos da Soweto, e do pesquisador Sonido
Yaguaro, em discotecagem exclusivamente em vinil. Shows como Balanço Elegante, da Banda Sons de Jorge, ampliam o diálogo com a música afro-
brasileira.

Teatro
Na cena teatral, a programação reúne cortejos, intervenções e montagens de forte diálogo com o território. Em Corteja Paulo Freire, a Cia do Tijolo transforma o espaço público em um Carnaval de Olinda, exaltando o legado do educador pernambucano. O universo caipira ganha delicadeza em Nós da
Terra – Teatro Lambe-Lambe, da Cia A DitaCuja, enquanto a Trupe Baião de 2 ocupa as alturas com Pernaltas e convida o público a experimentar a Oficina de Perna de Pau. O Grupo Flor de Chita celebra o folclore em Abre Praça: Brincadeiras Folclóricas, e o Grupo Rosas Periféricas apresenta Ladeira das Crianças, unindo teatro e funk. A ancestralidade é eixo de Somos Todos Chico Rei, do Núcleo Preto de Artes Afro-diaspóricas, e de Algum Desses é Seu
Parente?, do Coletivo Estopô Balaio. O teatro em miniatura também marca presença com Fases da Vida, da Cia Fuxico de Teatro.

Circo
No circo, a tradição e o contemporâneo dividem o picadeiro. A Cia Lótus apresenta Lótus, com números de Roda Cyr e Mastro Chinês executados ao
vivo. O Grupo Oculto do Aparente leva ao público a magia de Matcha, enquanto a Troupe Guezá impressiona com as acrobacias de CORP+S. A presença feminina na mágica se destaca em Contém Magia, de Ás Mágicas. A Trupe Lona Preta apresenta O Circo da Lona Torta, e a Caravana Gigantes Sonhadores realiza cortejo cênico-musical em celebração à cultura popular. O grupo LaMínima revisita seu repertório em Cabaré LaMínima ao Máximo, enquanto o Coletivo Catappum celebra a palhaçaria negra em Cabaré
Catappum.


Dança
A dança transita entre o urbano e o popular. A Passin Cia. de Dança apresenta Fênix – onde nascem os sonhos e conduz a Oficina de Passinho, valorizando a potência das periferias. Intervenções como Sem Rótulos – Jam Session, do Coletivo Nós por Nós, e Dentro, Fora e Cruza, do Grupo Unity Warriors, convidam o público à participação ativa. Em Mané Boneco, o Zumb.boys recria movimentos inspirados na cultura popular, enquanto Cor-Ação, do Núcleo Pé de Zamba, e Encontro das Águas, do Coco de Muié, reverenciam tradições afro-brasileiras. A intervenção Teddy Boys – Plataforma 3/4, da Cia Círculo, e Pé Grande, de Clarice Lima, ampliam o diálogo entre dança, humor e artes visuais.


Artes Visuais
As oficinas de artes visuais convidam o público a colocar a mão na massa. De bonecos criados a partir de prendedores, em Multitudes, com Daniel aschoalin, às experiências de alquimia vegetal em Poções Mágicas, do Aqua Bienta, a programação estimula criatividade e experimentação. Há ainda confecção de bonecos de cabaça com grafismos guaranis, construção de boi- bumbá com o Ateliê Passarada, máscaras low poly de animais brasileiros,
cartazes com carimbos artesanais, marcadores de página em 3D com leds, além da oficina Mala-Livro: A Fábrica Literária, do Mala Ateliê, que dialoga diretamente com o projeto Mala de Livros. Brinquedos tradicionais também ganham espaço com oficinas de cata-vento e aviões de papel.


Literatura
A literatura se espalha em mediações e intervenções que unem palavra, música e brincadeira. Entre os destaques estão Poesia Animal, da Cia. Canta
Circo & Teatro; Pegadas no Tempo, da Cia Koi; Histórias que Abraçam – Avosidade, do Coletivo Oba’Zazá, com intérprete de Libras; Quintal da Palavra,
das Mandingueiras da Pracinha; Rio que Conta e Canta, do Coletivo Cafuzas; e Sons & Sinais, do grupo Azuka, com leitura bilíngue em português e Libras. A programação inclui ainda propostas como AcampaLendo, da Cia Laranja Lima, e Histórias Escolhidas!, da Cia Terezinha de Contação de Histórias, reforçando o compromisso com a formação de leitores de todas as idades.


Cinema
A intervenção audiovisual 80 Anos de História: Um Sesc pra chamar de seu convida o público a participar de uma experiência imersiva e interativa a partir de um curta-metragem de animação sobre a trajetória do Sesc São Paulo. Mais do que espectadores, os participantes são estimulados a interagir com a
narrativa e a construir simbolicamente “o seu” Sesc ao longo da projeção. Ao revisitar marcos e transformações das últimas oito décadas, a obra evidencia o papel da instituição como uma rede viva de cuidado, cultura, educação e convivência. A cada etapa da experiência, a unidade construída pelo público cresce e se transforma, reforçando a ideia de que essa história de 80 anos segue em permanente construção, alimentada pelo encontro com diferentes gerações.


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