
Com seis episódios, série documental Travessia (Inês Figueiró e Eliane Caffé, 2022) estreia no SescTV (foto: Rubens Tamashiro)
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No mês em que é celebrado o Dia Mundial do Refugiado (20/6), o Sesc São Paulo intensifica sua programação sobre refúgio, tema abordado de forma permanente em suas unidades durante o ano. As iniciativas assumem relevância em um contexto geopolítico marcado por deslocamentos forçados em múltiplas áreas de conflito.
A partir do dia 2/6, tem início no Sesc Campo Limpo uma nova edição do projeto Refúgios Humanos, voltado a educadores da rede pública da cidade de São Paulo, que reúne pessoas em situação de refúgio e migração em uma grande troca de experiências. Realizada desde 2016 em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a programação completa dez anos, com encontros que já reuniram mais de 5.360 professores. Em agosto, a ação educativa é realizada nas unidades Belenzinho, Itaquera e Santana.
O SescTV também exibe produções sobre o tema. Entre os destaques está a estreia da série documental Travessia (Inês Figueiró e Eliane Caffé, 2022). Em seis episódios, a produção aborda a questão do refúgio no Brasil pela ótica de três mulheres da República Democrática do Congo, do Haiti e da Palestina. Os episódios serão exibidos às quintas, a partir de 11/6, às 19h30, em sesc.tv.
As ações continuam no dia 26/6, no Cinesesc. Às 19h, haverá uma apresentação de artistas afegãos, seguida da exibição do documentário Diáspora afegã (ACNUR, 2026). Para contar a história de uma nova onda de pessoas refugiadas do Afeganistão para o Brasil, o filme mostra cenas e depoimentos de antes da partida e os desafios na construção de uma nova vida em território brasileiro. Após a exibição, haverá uma mesa de debate com os realizadores, representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da ACNUR. Ao final, será distribuída a publicação Refúgios humanos, acolhimento e integração de estudantes refugiados (2026), que apresenta o projeto desenvolvido pelo Sesc São Paulo e ACNUR, em parceria com a Prefeitura de São Paulo.
Essas iniciativas fortalecem a atuação do Trabalho Social com Pessoas Refugiadas, realizado desde 1995 pelo Sesc em suas unidades da capital, interior e litoral do estado. “São atividades que constroem espaços de expressão e protagonismo a pessoas refugiadas e migrantes, nas quais esses cidadãos assumem o papel de produtores das próprias narrativas, ao compartilhar suas culturas, histórias e memórias”, afirma Flávia Carvalho, gerente da Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc São Paulo.
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