Sesc SP

postado em 18/03/2019

Arquitetura de exposições

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De forma clara e acessível, César Sartorelli apresenta essa peculiar linguagem arquitetônica, analisando a trajetória de duas de suas maiores representantes no Brasil: Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães

 

A partir da análise da trajetória de duas grandes arquitetas curadoras no Brasil – a italiana Lina Bo Bardi e a brasileira Gisela Magalhães –, César Augusto Sartorelli constitui uma obra de referência para o estudo e a prática da arquitetura de exposições. Também conhecida como arquitetura expositiva, a atividade consiste em planejar e ressignificar o espaço onde uma exposição é construída.

Ao detalhar as principais exposições de Gisela e Lina em ordem cronológica, Sartorelli busca estabelecer similaridades e diferenças. Exemplos da trajetória profissional de ambas permitem observar como a linguagem da arquitetura transforma o espaço em que ocorrem as exposições. Estas, por consequência, se tornam uma nova forma de mídia, com produções cada vez mais sofisticadas, que se valem de outras mídias para exprimir conhecimentos e visões de mundo.

Por meio de croquis, plantas, desenhos e fotos, o leitor poderá comparar projeto e execução, plano e espaço, neste exercício de ressignificação do espaço que é a arquitetura expositiva. “O presente livro contribui para despertar o olhar para a constituição das exposições a partir do trabalho de duas importantes curadoras arquitetas: Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães. Os bastidores e a essência de seus projetos estão nestas páginas”, afirma o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, no texto de apresentação da obra.

O primeiro capítulo pincela a história dos museus e da museografia para definir a linguagem da arquitetura expositiva, associando-a às formas históricas que assumiu a exposição como obra, relacionando-a com as vanguardas da arte do século XX e destacando os elementos que a compõem. Os capítulos segundo e terceiro apresentam as características e a evolução da linguagem expositiva de, respectivamente, Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães, esmiuçando a realização de suas principais exposições em ordem cronológica. Uma breve conclusão esboça as aproximações e divergências entre as poéticas das duas arquitetas.

“Junto com Lina Bo Bardi (1914-92), Gisela criou uma sólida reflexão e extensa prática na realização de mostras, sem se limitar aos parâmetros convencionais do mundo dos museus e galerias, tanto na forma como no conteúdo. É isso que explora Arquitetura de exposições: Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães, de César Augusto Sartorelli”, destaca o jornalista e crítico de arte Fabio Cypriano, autor de Pina Bausch (Sesi-SP e Edições Sesc São Paulo, 2018).

As duas arquitetas apresentam vários pontos em comum. São ambas herdeiras da tradição moderna: Lina difundiu-a desde o início de sua estada no Brasil, enquanto Gisela iniciou seu trabalho de arquiteta como assistente de Lúcio Costa na construção de Brasília. Ambas também foram pioneiras e militantes da valorização da arte popular e do artesanato brasileiro, objeto de várias de suas exposições, que tiveram importância decisiva para a cultura nacional.

 

Trajetórias

Lina colaborou com Pietro Maria Bardi desde a fundação do Masp, na cidade de São Paulo, em 1947. Passou pelo MAM de Salvador, voltou ao Masp e, depois, construiu e integrou o Sesc Pompeia, como coordenadora da equipe de programação. Gisela começou suas atividades em 1972, como funcionária do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), trabalhou no Ministério da Educação e Cultura e posteriormente atuou como curadora independente para várias instituições públicas pelo Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro; realizou um de seus últimos trabalhos em São Paulo, no Sesc Pompeia, encontrando-se simbolicamente com Lina Bo Bardi no espaço criado por ela.

 

Sobre o autor

César Augusto Sartorelli nasceu em Itapira (SP) em 1961. É graduado e doutor em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP e mestre em ciências da religião pela PUC-SP. Curador e gestor cultural, desde 1985 trabalhou em diversas instituições, como Sesc Pompeia, Anhembi Turismo e Eventos da Cidade, Casa das Rosas, Centro Cultural da Fiesp, Centro Cultural São Paulo e Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo. Fora da cidade, atuou na Secretaria Municipal de Cultura de Campinas (SP) e no Museu Luigi Pecci (Itália). Foi docente de 2011 a 2013 nas disciplinas de história da arte, com interfaces e multimídia e audiovisual, na Escola Técnica Jornalista Roberto Marinho; desde 2014, na Universidade Paulista (Unip), ensina estética, teoria e história da arte e da arquitetura e projeto. Coordenou o Pavilhão Oca, no Parque Ibirapuera, de 2015 a 2017.
 

 

Veja também:

:: vídeo

:: trecho do livro

 

 

*Serviços:

o que:

Lançamento do livro Arquitetura de exposições: Lina Bo Bardi e Gisela Magalhães 

Sessão de autógrafos com César Augusto Sartorelli durante a 15ª edição da SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo.

onde:

Pavilhão da Bienal | Parque Ibirapuera, portão 3
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – São Paulo, SP.

quando:

6 de abril de 2019 - sábado, às 16h.

quanto:

R$ 50 / R$ 20 (valores referentes ao ingresso para participação na SP-Arte).

 

Galeria

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