Duração: 180 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Varanda das Oficinas - 6º andar
retirada de ingressos 30 minutos antes.
Data e horário
De 13/06/2026 a 13/06/2026
A sessão apresenta um panorama da obra de Cha Roque, realizadora audiovisual de Filipinas, com a exibição de quatro filmes que operam o cinema para reaver territórios que foram historicamente negados a corpos dissidentes. Das ruas de Manila, onde a primeira marcha do orgulho da Ásia é documentada em Marching On, até a intimidade dos vídeos domésticos em What I would have told my daughter if I knew what to say back then, seu cinema investiga como o gênero e a sexualidade moldam nossa relação com o espaço público e privado.
What I would have told my daughter if I knew what to say back then (Cha Roque, 2017, 13 min, Filipinas, 10 anos)
Uma reflexão sobre maternidade lésbica e o direito à autodeterminação. Quando verdades de uma mãe é exposta sem o seu aval, o cinema torna-se a única ferramenta de reparação. Através de um ensaio visual íntimo, a cineasta reconstrói o vínculo com a filha, retomando a palavra em uma história singular.
My mamily (Cha Roque, 2021, 14 min, Filipinas, Livre)
Pelos olhos de uma criança, mergulhamos no cotidiano de uma família lésbica. Uma animação como um lembrete sensível de que nascemos livres de preconceitos, revelando como as instituições e os adultos moldam nosso olhar sobre o outro. Uma celebração da diversidade que reafirma: o que define uma família, acima de tudo, é o afeto.
Marching on (Cha Roque, 2019, 13 min, Filipinas, 10 anos)
A história da primeira marcha do orgulho da Ásia contada em conjunto com a
trajetória do Bispo Richard Mickley. O documentário conecta o passado pioneiro do ativismo filipino às urgências do presente. Um retrato sensível e potente sobre a continuidade da luta por direitos no Sul Global.
Slay (Cha Roque, 2017, 53 min, Filipinas, 12 anos)
Slay desafia as expectativas binárias impostas à orientação sexual através da
performance de Floyd Scott Tiogangco, artista e performer das Filipinas. O documentário investiga como o gênero queer desafia as “caixas” sociais de comportamento e estética, oferecendo um retrato potente de um artista que faz de sua presença física um manifesto contra a padronização das identidades LGBTQIAPN+.
A sessão transita entre escalas: o macro-político de Slay, que denuncia o direito de ir e vir sendo cerceado pela estética gender-queer, e o micro-afetivo de My Mamily, que nos lembra que a aceitação começa no olhar da infância. Mais do que um registro das lutas em Filipinas, a cinematografia de Cha Roque tem ressonâncias para as vivências brasileiras, provando que a montagem, seja de arquivos de família ou de registros de rua, é, antes de tudo, uma ferramenta de visibilidade e soberania narrativa.
A exibição faz parte do 2º Ciclo Cinema e Lesbianidades do Sul Global, proposto pelo Cine Sapatão, com exibição de um filme por mês de maio a agosto de 2026.
Após a exibição, haverá roda de conversa.
Confira as próximas sessões:
25/07 – sessão Argentina: Um jogo só nosso (Julia Martínez Heimann e Natalia Laclau, 2024, 74 min, 16 anos)
22/08 – sessão África do Sul: Difficult love (Zanele Muholi, Peter Goldsmid, 2010, 47 min, 18 anos) e Thokozani Football Club: Team Spirit (Thembela Dick, 2014, 22 min, 18 anos)
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