
Em março de 2026, o Sesc Piracicaba propõe um encontro onde artistas, curadores e pesquisadores trarão suas visões, leituras e percepções em conversas compartilhadas com o público sobre o panorama atual das chamadas artes populares, naïfs, primitivas, folclóricas, ingênuas – expressões e implicações que, longe de pacificadas, estão sempre abertas à revisão, à contradição e ao questionamento.
Revisitando a trajetória da Bienal Naïfs do Brasil, esse ciclo de encontros também objetiva apontar novos rumos para o projeto, em uma necessária revisão contemporânea de seus termos, modos e conceitos.
Nos intervalos entre as mesas, grupos populares tradicionais de Piracicaba farão apresentações de música e dança convidando o público presencial do seminário a um momento de festa e confraternização.
MESA 1 – 16h às 18h - Bienal Naïfs do Brasil: o que já trilhamos até aqui
A mesa propõe uma reflexão sobre os 40 anos da Bienal Naïfs do Brasil, examinando seus legados curatoriais, institucionais e críticos. A partir desse percurso, discute-se quais revisões conceituais e operacionais se fazem necessárias para que o projeto siga relevante diante das transformações contemporâneas do campo artístico.
Convidados (as):
Mediação: Nilva Luz
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INTERVALO – 18h às 19h - Batuque de Umbigada (Piracicaba/SP) – Manifestação da cultura afro-paulista, tem no município de Piracicaba e região comunidades que o preservam, promovendo atividades para o reconhecimento, a salvaguarda e a transmissão de uma das mais belas expressões da cultura tradicional do estado, uma dança cantada para celebrar a vida e a fertilidade, surgida na região do Médio Tietê por pessoas escravizadas.
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MESA 2 – 19h às 21h - Naïf, popular, primitivo, folclórico: termos e implicações
Este encontro problematiza as fronteiras e sobreposições entre arte naïf, arte popular, contemporânea, design, folclore, artesanato e patrimônio. Ao tensionar esses termos, a mesa investiga suas implicações históricas, políticas e simbólicas, evidenciando disputas de sentido e enquadramento.
Convidados (as):
Mediação: Amanda Tavares (São Paulo/SP) - Pesquisadora e curadora de arte popular e sua relação com a arte moderna e contemporânea no Brasil, seus trânsitos e enfrentamentos.
Depoimento em vídeo: Enzo Ferrara (Mogi das Cruzes/ SP) - Artista autodidata e ativista das artes populares, participou de diversas exposições, conselhos e movimentos artísticos, e mantém o projeto “Olhos Naïfs”, reunindo de forma independente textos, imagens, referências e reflexões sobre o tema.
MESA 3 - 16h às 18h - Intersecções raça/gênero na arte popular
A mesa aborda como raça e gênero atravessam os fazeres populares, influenciando visibilidade, reconhecimento e circulação das obras. Discute-se quais lugares são historicamente permitidos, negados ou disputados, e como artistas tensionam essas estruturas a partir de suas experiências.
Convidados (as):
Mediação: Maria Macedo (Quitaiús/CE) – Licenciada em Artes Visuais pelo Centro de Arte da Universidade Regional do Cariri. É artista, educadora, pesquisadora e cantadeira.
Depoimento em vídeo: Larissa de Souza (São Paulo/SP) - Artista autodidata, emprega a pintura figurativa, onde o foco central é a imagem da mulher negra, como busca pela identidade pessoal, a partir do resgate da memória, vivencias e cenas cotidianas. Seu trabalho integra coleções importantes no MAR/RJ e MASP.
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INTERVALO – 18h às 19h - Congada de São Benedito (Piracicaba/SP) - Com raízes que remontam ao século XIX e às irmandades que surgiram no período da escravidão, a Congada de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito em Piracicaba, expressão de religiosidade, ancestralidade, crenças, foi retomada na cidade depois de pesquisas históricas e entrevistas entre 2003 e 2022.
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MESA 4 - 19h às 21h - Práticas e experiências artísticas em primeira pessoa
A partir de relatos e trajetórias, a mesa investiga quais práticas, modos de fazer e experiências configuram a produção dita naïf ou popular. Questiona-se, ainda, o protagonismo do sujeito artista na definição conceitual de sua própria obra e de seu lugar no campo artístico.
Convidados (as):
Mediação: Aline Albuquerque (Fortaleza/ CE) - Artista visual, coordena o Laboratório de Artes Visuais do Porto Iracema das Artes. Experiência com educação museal, coordenação, produção, manutenção, montagem e desmontagem de exposições e assistência de curadorias.
Depoimento em vídeo: Véio (Nossa Senhora da Glória/SE) - Artista plástico, transforma raízes e madeira da caatinga em figuras enigmáticas que retratam o cotidiano e lendas do sertão.
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