“Apaoká – Mulheres que transformam”: Sesc Registro realiza mega programação em homenagem ao mês das mulheres em março 2026
23/02/2026
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Projeto inspirado na mitologia iorubá reúne mais de 30 atividades gratuitas e pagas, com nomes como Auritha Tabajara, Semayat Oliveira, Ilú Obá De Min, Jô Gomes, Barbara Carine e Moira Braga, celebrando o protagonismo feminino em diversas frentes
O Sesc Registro anuncia para março de 2026 o projeto “Apaoká – Mulheres que Transformam”, uma extensa e plural programação que ocupa toda a unidade ao longo do mês para celebrar, refletir e potenciar o protagonismo da mulher. Inspirado na força ancestral da figura mitológica iorubá Apaoká – guardiã do tempo, da memória e da transformação –, o projeto evidencia a sabedoria, a resistência e a capacidade criativa das mulheres em diversas expressões socioculturais.
A programação, que se estende de 1º a 29 de março, é um convite ao público para imergir em um mosaico de vivências que vão desde debates cruciais sobre gênero e raça, passando por performances artísticas de impacto, oficinas práticas, intervenções urbanas, shows musicais, atividades infantis e até um curso de mecânica básica para mulheres. O projeto reforça o compromisso do Sesc com a valorização da diversidade, a equidade e a promoção de saberes ancestrais e contemporâneos.
“Mais do que uma programação temática, o Apaoká é um espaço de afirmação, escuta e celebração da potência transformadora das mulheres. Queremos reverberar vozes pluralizadas, de diferentes territórios e matrizes, criando pontes entre o debate urgente e a experiência sensível”, destaca a coordenação do Sesc Registro.
Cortejo “Ilú Obá De Min“ . Foto: Vanderlei Yui.
Destaques da Programação:
Força Ancestral e Contemporaneidade: A abertura simbólica fica por conta da fanfarra cênica “Elas, Musicalmente Viajantes” (Cia Mar), no dia 1º, e do potente cortejo do bloco de tambores feminino Ilú Obá De Min, no Dia Internacional da Mulher (8/3), ocupando o espaço com música e ancestralidade.
Debates de Peso: No dia 19/3, o bate-papo “Igualdade de gênero, raça e diversidade” reúne um time de elite: a escritora, cordelista indígena e titular da cadeira da Academia Internacional de Literatura Brasileira – AILB, tendo vencido o prêmio Jabuti 2024 Auritha Tabajara; a jornalista e apresentadora e mediadora do premiado podcast Mano a Mano e co-fundadora do coletivo Nós, Mulheres da Periferia Semayat Oliveira; a pesquisadora, mestra em educação, doutoranda em antropologia e integrante da Rede de Mulheres Negras Evangélicas Simony dos Anjos; a educadora e integrante do coletivo Católicas pelo Direito de Decidir Keli de Oliveira;além da professora, escritora e gestora do perfil @uma_intelectual_diferentona (com quase 800 mil seguidores), vencedora do Jabuti 2024, idealizadora, sócia e consultora pedagógica da Escola Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do país: Barbara Carine – todas elas reunidas para uma conversa histórica e indispensável.
Artes do Corpo e Afrofuturismo: A pesquisadora e dançarina Jô Gomes comanda uma tríade de atividades (dias 5 e 6/3), com uma palestra sobre “Afrofuturismo na Dança”, a performance “Mulher do Fim do Mundo” (inspirada em Elza Soares) e a oficina “O Tradicional nas Danças Urbanas”.
Cena Artística de Ponta: A peça “Hereditária”, com Moira Braga, indicada ao Prêmio Shell 2024, oferece uma reflexão profunda sobre destino, ancestralidade e acessibilidade (14/3). O grupo Elas Forrozeando encerra a programação musical com um repertório de forró celebrando cantoras nordestinas (27/3).
Saberes Territoriais e Resistência: Dois grandes eixos dialogam com a realidade do Vale do Ribeira: o seminário “O Vale do Ribeira e a luta contra as barragens” (14/3), com lideranças quilombolas do MOAB.
Oficinas Empoderadoras: Da criação de lambe-lambes com a artista transfeminina ADico à “Mecânica Básica de Carro para Mulheres” (28 e 29/3), passando por práticas com Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) com a especialista Marilua Feitoza, a programação hands-on incentiva a autonomia em diversas frentes.
Espetáculo teatral “Hereditária” . Foto: Felipe Rodrigues.
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