Trocando figurinhas sobre a história das figurinhas  

08/07/2026

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Crianças visitam a exposição Figurinhas: História para Colecionar no Sesc Interlagos, 1986. 

Além dos torcedores de futebol, o período de Copa do Mundo move também um outro público: os colecionadores de figurinhas. A cada quatro anos, eles se mobilizam para completar álbuns com imagens de jogadores de seleções mundiais. 

O hábito desse tipo de coleção, no entanto, não se restringe ao universo esportivo. Trata-se de uma prática mais antiga do que se possa imaginar. 

Três imagens de álbuns de figurinhas antigos. Todos com ilustrações desenhadas com crianças e bichos estilizados. Impressões em preto e branco
Acima vemos três álbuns de diferentes momentos da publicação de figurinhas no Brasil: A Hollandeza, de 1934; Balas Seleções, do início da década de 1950 e Histórias de Nossos Bichos, dos 1960. 

Há 40 anos, o Sesc Interlagos contou essa história por meio da exposição Figurinhas: História para Colecionar e hoje a gente relembra o evento. 

Foto com vista superior de espaço expositivo com chapas brancas onde estão afixadas reproduções de álbuns de figurinhas. Uma fila ordenada de crianças percorre a exposição.
Espaço expositivo Figurinhas: História para Colecionar no Sesc Interlagos, 1986

Organizada com assessoria de Paulo Cézar Goulart, a mostra reuniu por volta de 200 álbuns para narrar a história desse tipo de colecionismo desde seus primeiros registros, na Alemanha de 1872, quando figurinhas vinham como brindes de caldo de carne. Posteriormente, no início do século XX, passaram a acompanhar produtos variados, como balas, sabonetes e cigarros, até chegar nas versões dos cromos autocolantes.  

capa de álbum de figurinhas onde vemos o Barão de Munchausen em close - homem branco de peruca branca e bigodes longos e finos, usando roupas antigas de nobres europeus e, ao lado, ele montando em um cavalo que bebe água mas, como o animal está cortado ao meio, sem sua parte posterior, a água jorra direto para o chão.
Lançado em 1941 pela Cia. Jardim de café, as figurinhas do álbum acima recontavam a história do livro As Aventuras do Barão de Münchausen, escrito por Rudolf Erich Raspe em 1785. A adaptação do texto foi feita por Monteiro Lobato.

A tradicional mania nacional de colecionar os álbuns relacionados ao futebol recebeu seu espaço, assim como muitos outros tipos, com paisagens, personagens e momentos históricos, contos infantis e outros. 

Acima vemos dois exemplares expostos: Um dos diversos lançados entre 1937 e 1960 pelas Balas Futebol e um das Figurinhas Olé, dedicado ao torneio Rio-São Paulo. Uma curiosidade é que foi só na década de 1960 a popularização dos álbuns relacionados às Copas do Mundo. Antes, eram dedicados aos jogadores, times e torneios nacionais.

Os visitantes da mostra recebiam um catálogo que narrava essa história e detalhava a evolução desse colecionismo no Brasil. Você pode ver o material abaixo: 

A programação incluía ainda atividades complementares, como orientações para colecionadores e oficinas ensinando a bater “bafo”, jogo popular em que o objetivo é virar as figurinhas com batidas de mão. 

Atividade com crianças na programação da exposição Figurinhas: História para Colecionar no Sesc Interlagos, 1986

Em um mundo em que tantas diversões tradicionais são abandonadas por outros passatempos digitais, as figurinhas seguem firmes e fortes. Basta ver o que acontece toda Copa de Futebol. Neste ano, várias unidades estão com ações que estimulam o encontro para troca de figurinhas. Consulte a programação, clicando aqui.

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