
Unidades da capital, Grande São Paulo e interior recebem 16 grupos de teatro, dança e circo de diferentes regiões do país em apresentações e atividades formativas
Realizado pelo Sesc há 28 anos, o Palco Giratório – maior projeto de difusão e intercâmbio das artes cênicas do país – chega novamente ao estado de São Paulo de 6 a 30 de agosto de 2026. A programação reúne 16 grupos de teatro, dança e circo de diferentes regiões brasileiras, com apresentações, oficinas e bate-papos em 17 unidades da capital, Grande São Paulo e interior.
Na 28ª edição, o Palco Giratório faz uma homenagem aos 40 anos do Grupo Sobrevento, referência internacional no teatro de animação. Fundado no Rio de Janeiro e radicado em São Paulo, o coletivo desenvolve, desde a década de 1980, uma trajetória marcada pela pesquisa e experimentação com bonecos, objetos e formas animadas, contribuindo para a consolidação dessa linguagem no cenário artístico brasileiro.
A programação começa no dia 4/8, no CineSesc, com o lançamento do documentário Amir e Tizumba, Tizumba e Amir, dirigido por Paula Lagoeiro e produzido pelo Departamento Nacional do Sesc. O filme aproxima, em um encontro simbólico, as trajetórias de Amir Haddad e Maurício Tizumba, dois importantes nomes da cultura brasileira, e registra a circulação dos artistas pelo Palco Giratório em 2024, quando foram homenageados pelo projeto.
O festival já passou por Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e inicia a circulação em São Paulo com o espetáculo Para Mariela, do Grupo Sobrevento, dia 6/8, no Sesc Belenzinho. Inspirado em histórias reais de crianças bolivianas, o espetáculo aborda temas como imigração, pertencimento e identidade por meio de uma narrativa construída a partir de objetos cotidianos e memórias compartilhadas.
Entre os espetáculos que circularão por diversas unidades está Frankinh@, Uma História em Pedacinhos (RS), no Sesc Santana, dias 8 e 9/8, Sesc Rio Preto, dia 14/8, e Sesc Franca, dias 15 e 16/8. Inspirada em Frankenstein, a montagem reflete sobre amizade, bullying e aceitação.

O público também poderá assistir No Coração da Lua (RN), com humor, música e elementos fantásticos, a peça coloca em cena a saúde mental na infância ao acompanhar a jornada de uma menina em busca de respostas para sentimentos que não consegue compreender, que acontece no Sesc Santo Amaro, dias 22 e 23/8. Em 27 e 28/8, a unidade recebe A Maçã (SP), que aborda de forma lúdica os impactos do Alzheimer por meio da trajetória de um artista que enfrenta perdas de memória e desorientação.
A Peça Única (MS), espetáculo inspirado na cultura ballroom e na dança vogue, cuja criação parte das experiências LGBTQIAPN+ para investigar identidade, pertencimento e formas de existência coletiva por meio da performance, será exibida no Sesc 24 de Maio em 19 e 20/8.
Esta edição do Palco Giratório também percorre temas ligados à memória, à ancestralidade e às tradições populares brasileiras. Entre as montagens estão Corpos de Tambor (PA), inspirada nos batuques afro-amazônicos, que acontece no Sesc Belenzinho, dias 13 e 14/8, e Memórias em Maranhês: a casa (MA), reunindo teatro de sombras, formas animadas e histórias familiares, que circula pelo Sesc Campinas em 13/8, Sesc Ipiranga em 15 e 16/8 e Sesc Jundiaí em 19/8.

RE TE TEI (PE) é inspirado em lendas e personagens do sertão pernambucano e será exibido no Sesc Itaquera, dias 21 e 22/8. Dandara na Terra dos Palmares (BA) acompanha a trajetória de uma menina que enfrenta o racismo e, a partir dessa experiência, reconstrói sua relação com a ancestralidade e a própria identidade, no Sesc Santo André em 29 e 30/8.
A programação conta ainda com o Pensamento Giratório, atividades que criam espaços de diálogo entre artistas, pesquisadores e público dedicados ao compartilhamento de processos criativos e reflexões sobre temas presentes nos espetáculos. Entre os destaques deste ano estão o encontro promovido pelo Grupo Sobrevento, no Sesc Belenzinho (8/8), sobre as potencialidades expressivas do teatro de animação e de objetos. A conversa Teatro Relacional e Primeira Infância, realizada pelo Eranos Círculo de Arte, no Sesc Avenida Paulista (21/8), aborda os desafios da criação cênica voltada às crianças pequenas; e o debate A Lenda e a Cena Teatral, com a Tropa do Balacobaco, no Sesc Itaquera (22/8), investiga as relações entre cultura popular, dramaturgia e narrativas tradicionais brasileiras.
Criado em 1998, o Palco Giratório é um projeto do Sesc dedicado à difusão e ao intercâmbio das artes cênicas. Por meio da circulação de espetáculos selecionados por uma curadoria coletiva de profissionais de diferentes regiões do país, reúne artistas, públicos e territórios em torno de múltiplas linguagens, estéticas e modos de criação. A programação também contempla atividades formativas e encontros que ampliam o diálogo entre os participantes e fortalecem a circulação da produção artística brasileira.
Saiba mais em www.sesc.com.br/palcogiratorio
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