
Um manguezal que sustenta a biodiversidade, uma comunidade que preserva seus modos de vida, uma memória transmitida entre gerações, uma prática de cuidado, uma festa, um alimento, uma história, um corpo em movimento.
É a partir dessas múltiplas formas de compreender o refúgio que a segunda edição do Festival O Mar em Nós, no Sesc Bertioga, constrói sua programação. Ao longo de três dias, comunidades tradicionais, artistas, pesquisadores, educadores e instituições socioambientais se encontram em atividades que aproximam ciência, cultura, memória, ancestralidade, biodiversidade e modos de vida ligados ao oceano.
Nesta edição dedicada aos Refúgios Litorâneos, a programação convida o público a percorrer diferentes sentidos de refúgio — ecológico, biocultural, climático, simbólico, sensível e poético — e a reconhecer que a permanência da vida nas regiões costeiras depende tanto da conservação dos ecossistemas quanto da valorização das pessoas, culturas e conhecimentos que fazem desses territórios lugares de existência e pertencimento.
De 11 a 13 de setembro, as atividades se distribuem pelo Sesc Bertioga, pela Reserva Natural, pela praia e por outros territórios da cidade. Palestras, espetáculos, oficinas, vivências, passeios, feiras, música, culinária, literatura e ações educativas compõem um percurso em que biodiversidade e diversidade cultural aparecem como dimensões inseparáveis da vida no litoral.
Na sexta-feira, 11 de setembro, o festival começa a ganhar corpo ao final da tarde. Das 18h às 21h, no Jardim da Convivência, a Cooperativa Transformar realiza a ação educativa Lixo no Mar, uma intervenção sobre o impacto dos resíduos nos ecossistemas marinhos e costeiros. A atividade nasce da parceria entre o Programa Lixo: menos é mais e a cooperativa, trazendo para o diálogo com o público a experiência prática de quem atua na triagem e na gestão dos materiais. A ação volta a acontecer no sábado e no domingo.
Às 18h30, a Área de Convivência se transforma em porto para Memórias D’Omar, da Cia. PlastikOnírica. Omar é um velho pescador que navega em Memórias, uma curiosa embarcação e banca de histórias. Em seu balaio estão achados das profundezas do mar, tesouros guardados pelas ondas do pensamento, a passagem do tempo e os naufrágios do esquecimento. Inspirada livremente em poemas de autoras e autores santistas, a intervenção convida o público a uma viagem pelos mistérios de envelhecer ao sabor da água salgada.
Também na sexta, das 19h às 21h30, o Jardim da Convivência recebe uma edição especial do Bazar dos Artesãos de Bertioga. Artistas e artesãos da cidade apresentam trabalhos em diferentes técnicas, entre elas marcenaria, arte têxtil, cerâmica e pintura, transformando referências da Mata Atlântica, do mar e das histórias de Bertioga em peças produzidas artesanalmente.
Às 19h, no Espaço Cênico, uma das questões centrais desta edição ganha profundidade na palestra Cosmopoéticas do Refúgio, com o filósofo Dénètem Touam Bona e mediação de Helena Silvestre. O encontro parte de uma compreensão do refúgio não apenas como abrigo diante da ameaça, mas como lugar de reinvenção das formas de habitar e de se relacionar com as águas, os manguezais, as florestas, os jundus, as praias e o oceano. Touam Bona nos convida a pensar em uma “ecologia dos sentidos e da image-ação”, abrindo possibilidades para outras formas de relação com o mundo. A atividade terá duração de duas horas, tradução em Libras e tradução simultânea francês-português.
Mais tarde, às 21h, na Lanchonete, o espetáculo Kalunga Mar, da Indômita Cia., apresenta a jornada da palhaça Ursa Maior, à deriva no mar em seu pequeno barco. Entre ilhas e aventuras, a personagem procura escapar das opressões. Com linguagem de palhaçaria negra e decolonial, o espetáculo aborda a situação de refúgio e migração forçada na infância e dispensa a palavra falada, ampliando sua possibilidade de compreensão por diferentes públicos.
A noite termina junto ao mar. Das 22h às 23h15, no Espaço Sol e Lua, o Luau: Meninas do Sol apresenta a música de Camila Aparecida Xavier Kritsch, Henelice Rodrigues Trades, Márcia Luzia da Silva Pontes e Ana Paula Santana. Formado por mulheres caiçaras da Ilha do Cardoso, no Marujá, o grupo promove a cultura local e valoriza a presença feminina caiçara por meio da música.
O sábado, 12 de setembro, começa cedo e amplia o festival para diferentes paisagens, corpos, saberes e experiências.
Às 8h, com encontro na Marquise do Restaurante, parte a Imersão Cultural na Aldeia Rio Silveiras, com a Viaeco. A vivência propõe uma aproximação com a Terra Indígena Rio Silveiras, que abriga cinco núcleos com mais de 800 indígenas da etnia Tupi-Guarani, proporcionando aos visitantes um encontro com saberes ancestrais e modos de vida tradicionais desse território.
Na praia em frente ao Sesc, das 9h às 12h, acontece Mar de Acessos, com Onda BGF e Vinícius Camargo. Surfe, bocha paraolímpica, parabadminton e recursos como cadeiras anfíbias e triciclo adaptado integram uma manhã de atividades físicas e recreativas acessíveis a pessoas com e sem deficiência.
Às 9h30, na Praça das Palmeiras, na Reserva Natural, Cristiane Brosso conduz Corpo Oceânico: Práticas Corporais de Presença, Fluidez e Conexão com o Mar. Movimento, respiração e presença se encontram em uma prática corporal e meditativa inspirada no oceano, que estimula a percepção do corpo, a autonomia sobre a própria vitalidade e uma relação mais sensível, confiante e cuidadosa com o mar.
Às 10h, diferentes atividades acontecem simultaneamente.
No Espaço Guanandi, na Reserva Natural, a oficina Refúgios que Sustentam a Vida, conduzida por Agente de Educação Ambiental, parte dos abrigos dos animais marinhos para refletir sobre proteção, cuidado e pertencimento. Dos oceanos à vida cotidiana, a proposta conecta natureza e emoções por meio de uma experiência criativa e sensível.
Na Sala de Convenções, David Dias, com mediação de Camila Barraca, conduz a palestra Religiosidade, Espiritualidade Afro-Atlântica e Memória. A travessia do Oceano Atlântico aparece como espaço histórico que sustenta a construção de uma espiritualidade afro-atlântica. A partir da diáspora africana, o mar é entendido como arquivo vivo de memória, onde se inscrevem ancestralidade, oralidade e permanência cultural. A conversa aborda ainda como a Umbanda organiza e mantém ativa essa memória na vida dos povos de terreiro.
Também das 10h às 12h, a Cooperativa Transformar realiza mais uma edição de Lixo no Mar, no Jardim da Convivência.
À tarde, a programação se abre novamente em várias direções.
Às 14h, com encontro na Marquise do Restaurante, começa o passeio Itaguaré Protegida, com Buriquioca Ecoturismo e Agente de Educação Ambiental. A visita percorre a Praia de Itaguaré, território que abriga restingas, manguezais, rios e costões rochosos e está protegido pelo Parque Estadual Restinga de Bertioga. É também local de descanso para turistas e aves migratórias.
No mesmo horário, no Viveiro Seo Leo, Cristiane dos Santos conduz Artesãos de Bertioga: Brincos com Rede de Pesca. Redes de pesca de camarão descartadas por pescadores da cidade são recortadas e transformadas em brincos e acessórios, dando novo sentido a um material que, quando abandonado no mar ou na praia, pode gerar impactos aos oceanos.
No Recanto dos Jerivás, a chef Aline Guedes realiza Sabores da Resistência: Quilombolas Caiçaras na Culinária Brasileira. A atividade é um convite à escuta, à reflexão e à experiência sensorial em torno da culinária como instrumento de resistência, memória e identidade, valorizando saberes e práticas alimentares dos povos quilombolas caiçaras, com especial atenção à Mata Atlântica.
Também às 14h, no Viveiro de Plantas, o Ervário Caiçara apresenta Almanaque Caiçara, oficina sobre ervas, manifestações populares e conhecimentos tradicionais da cultura caiçara. Em uma vivência simples, musicada e sensorial, os participantes conhecem alguns usos de plantas nativas da Mata Atlântica e são convidados a refletir sobre as relações entre território, cultura, bem-estar e conhecimentos ancestrais.
Às 15h, na Sala de Convenções, alimentação e clima entram em diálogo em A Comida como Resposta à Crise do Clima, com Camila Barraca e mediação de David Dias. A conversa parte dos territórios costeiros para refletir sobre como a crise climática afeta os modos de produzir, acessar e partilhar alimentos e sobre como práticas alimentares tradicionais podem atuar como estratégias de adaptação e continuidade da vida. O debate aproxima alimentação, clima, justiça social e saberes tradicionais.
Também às 15h, no Espaço de Tecnologias e Artes, Teti Lis conduz Móbiles de Pássaros de Bertioga: Guarás. A vivência de marcenaria propõe a construção de guarás em madeira, passando pelas etapas de lixar, parafusar e pintar as peças.
Às 15h30, no Espaço Guanandi, na Reserva Natural, a Cia Kaçulas apresenta a contação de histórias Olokum: Quando o Mar Vira Revolta. Olokum, apesar de ter um nome inspirado no mar, nasceu em Mussoni, um povoado distante e sem contato com o oceano. Movido pelo desejo de conhecê-lo, parte em uma jornada repleta de aventuras, atravessando diferentes territórios até chegar a Kalunga.
Quando a noite chega, o festival volta a colocar as redes, os territórios e as comunidades no centro.
Das 19h às 21h, o Jardim da Convivência recebe a Mostra de Parceiros: Confluências, espaço de encontro entre instituições e projetos que atuam na conservação dos ambientes marinhos e costeiros e na garantia de direitos e salvaguarda dos modos de vida das comunidades tradicionais litorâneas.
Participam Fundação Florestal — APA Marinha Litoral Centro e Parque Estadual Marinho Laje de Santos; Diretoria de Educação Ambiental de Bertioga; Instituto Gremar; Projeto Laje Viva e Mantas do Brasil; Projeto Tamar; EEACONE; Rede Oceano Limpo; Instituto Baleia Jubarte; Instituto Nova Maré; Projeto Manguezal Vivo; e Projeto Albatroz.
Também às 19h, com encontro na Marquise do Restaurante, acontece Canto do Itaguá — Entre Marés e Memórias, Tradição e Resistência. Comunidades caiçaras da Ilha do Cardoso, em Cananeia; Prelado, em Peruíbe; Ilha Diana, em Santos; Prainha Branca, no Guarujá; Bertioga; e São Sebastião se encontram para compartilhar histórias, tradições e reflexões sobre seus saberes, a pesca artesanal, a cultura popular, a preservação cultural e ambiental, os desafios de permanência nos territórios e as futuras gerações.
O encontro recebe ainda o Fandango Caiçara, com o Grupo Quebra Chiquinha e o Grupo Fandangueiro do Prelado, reafirmando a força e a continuidade das tradições do litoral paulista.
O sábado termina no Espaço Cênico, às 20h30, com Círculo das Baleias, da Pia Fraus. No espetáculo de bonecos, a pequena baleia-jubarte Jujuba Bahia conta com a ajuda de Gardel, um simpático pinguim argentino, que a acompanha em suas aventuras até o Polo Sul.
O domingo, 13 de setembro, começa às 10h, no Espaço Cênico, com Festa, Ritual e Ocupação do Espaço Público, novamente com David Dias e mediação de Camila Barraca. O encontro propõe uma conversa sobre os festejos de Yemanjá como expressões coletivas da espiritualidade afro-brasileira que ocupam praias, ruas e espaços comuns.
A roda aborda o sentido ritual dessas celebrações na Umbanda, considerando o mar como território sagrado e espaço de encontro entre comunidade e ancestralidade, e discute desafios como restrições institucionais, racismo religioso e disputas pelo uso do espaço público. A festa aparece, assim, como prática de afirmação cultural, preservação da memória e exercício do direito à cidade.
Às 11h30, o Jardim da Convivência recebe o Cortejo de Encerramento, com Ana Maria Carvalho e convidados. Honrando as tradições de cortejo presentes na cultura popular, o Bumba Meu Boi conduz uma celebração que reúne cultura tradicional brasileira, ancestralidade e conexão com a natureza.
E o domingo continua com o #Domingou, das 14h30 às 18h, programação aberta e gratuita para todos os públicos.
Às 15h, a Biblioteca recebe o Sarau Cais das Letras, com Elas na Quebrada e Roberto Rodrigues, bibliotecário do Sesc. O sarau cria um espaço de expressão artística, aproximação com a literatura e encontro entre poetas e público, convidando as pessoas a trazer um poema autoral ou escolher um texto do acervo.
O coletivo Elas na Quebrada nasceu em 2018 na periferia de Bertioga, a partir da necessidade de criar espaços de acolhimento, expressão e fortalecimento coletivo para mulheres periféricas, e hoje realiza saraus itinerantes, ocupações culturais e ações comunitárias no território.
Das 15h às 17h, o Jardim da Convivência recebe novamente a Mostra de Parceiros: Confluências e a última edição da ação educativa Lixo no Mar, com a Cooperativa Transformar.
Também às 15h, no Espaço de Tecnologias e Artes, Andrea Lalli conduz a oficina Seres do Mangue. A proposta é criar máscaras inspiradas em animais presentes nos manguezais de Bertioga, utilizando moldes em papel cartão, tintas de argila, folhas secas, sementes, miçangas, tecidos, papéis coloridos e outros materiais.
E às 16h, na Lanchonete, o Trio Dona Zefa ocupa a tarde com mais de vinte anos de trajetória no forró pé de serra, apresentando repertório original, dançante e releituras de sucessos do gênero.
Nem tudo em O Mar em Nós acontece em um único horário.
No Centro de Educação Ambiental, a exposição fotográfica Maré de Olhares, com imagens de Mar Franz, recupera registros da primeira edição do festival, realizada em 2024. As fotografias retomam encontros, sorrisos e sentimentos daquele momento e convidam quem participou — e também quem chega ao projeto pela primeira vez — a construir novas memórias em torno do oceano.
A exposição pode ser visitada de quarta a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 14h.
Durante o festival, jovens moradores de Bertioga também estarão circulando com câmeras e microfones por meio do projeto A Floresta é Nossa — O Mar em Nós. A ação de educomunicação reúne os jovens, agentes de educação ambiental do Sesc Bertioga e educadores do Instituto Devir Educom para registrar impressões e opiniões sobre o evento, realizar entrevistas e criar interações com o público.
A culinária também participa dessa travessia. Durante o evento, o restaurante do Sesc Bertioga apresenta um cardápio especial inspirado na gastronomia caiçara, acompanhado por uma playlist de canções que falam sobre o mar.
Entre uma atividade e outra, a programação desenha uma cartografia de refúgios. Alguns estão nos manguezais, nas restingas e nas águas. Outros sobrevivem nas cozinhas, nas festas, nas histórias, nos cantos, nos ofícios, na espiritualidade, nos corpos e nos saberes transmitidos entre gerações.
Talvez esse seja um dos movimentos propostos por O Mar em Nós: perceber que conservar o oceano também significa reconhecer e fortalecer os vínculos entre os ecossistemas, as pessoas e os territórios.
Porque refúgio não é apenas o lugar para onde se vai diante de uma ameaça.
Pode ser também o lugar que se escolhe cuidar para que a vida possa permanecer.

18h às 21h — Ação Educativa: Lixo no Mar — Cooperativa Transformar — Jardim da Convivência
18h30 — Memórias D’Omar — Cia. PlastikOnírica — Área de Convivência
19h às 21h30 — Bazar dos Artesãos de Bertioga — Jardim da Convivência
19h — Cosmopoéticas do Refúgio — Dénètem Touam Bona, mediação de Helena Silvestre — Espaço Cênico
21h — Kalunga Mar — Indômita Cia. — Lanchonete
22h às 23h15 — Luau: Meninas do Sol — Espaço Sol e Lua
8h — Imersão Cultural na Aldeia Rio Silveiras — Viaeco — encontro na Marquise do Restaurante
9h às 12h — Mar de Acessos — Onda BGF e Vinícius Camargo — Praia
9h30 — Corpo Oceânico — Cristiane Brosso — Praça das Palmeiras, Reserva Natural
10h — Refúgios que Sustentam a Vida — Agente de Educação Ambiental — Espaço Guanandi, Reserva Natural
10h — Religiosidade, Espiritualidade Afro-Atlântica e Memória — David Dias, mediação de Camila Barraca — Sala de Convenções
10h às 12h — Lixo no Mar — Cooperativa Transformar — Jardim da Convivência
14h — Itaguaré Protegida — Buriquioca Ecoturismo e Agente de Educação Ambiental — encontro na Marquise do Restaurante
14h — Artesãos de Bertioga: Brincos com Rede de Pesca — Cristiane dos Santos — Viveiro Seo Leo
14h — Sabores da Resistência: Quilombolas Caiçaras na Culinária Brasileira — Chef Aline Guedes — Recanto dos Jerivás
14h — Almanaque Caiçara — Ervário Caiçara — Viveiro de Plantas
15h — A Comida como Resposta à Crise do Clima — Camila Barraca, mediação de David Dias — Sala de Convenções
15h — Móbiles de Pássaros de Bertioga: Guarás — Teti Lis — Espaço de Tecnologias e Artes
15h30 — Olokum: Quando o Mar Vira Revolta — Cia Kaçulas — Espaço Guanandi, Reserva Natural
19h às 21h — Mostra de Parceiros: Confluências — Jardim da Convivência
19h — Canto do Itaguá — Entre Marés e Memórias, Tradição e Resistência — encontro na Marquise do Restaurante
20h30 — Círculo das Baleias — Pia Fraus — Espaço Cênico
10h — Festa, Ritual e Ocupação do Espaço Público — David Dias, mediação de Camila Barraca — Espaço Cênico
11h30 — Cortejo de Encerramento — Ana Maria Carvalho e convidados — Jardim da Convivência
15h às 17h — Sarau Cais das Letras — Elas na Quebrada e Roberto Rodrigues — Biblioteca
15h às 17h — Mostra de Parceiros: Confluências — Jardim da Convivência
15h às 17h — Lixo no Mar — Cooperativa Transformar — Jardim da Convivência
15h — Seres do Mangue — Andrea Lalli — Espaço de Tecnologias e Artes
16h — Trio Dona Zefa — Lanchonete
Maré de Olhares — Exposição Fotográfica — fotografias de Mar Franz — Centro de Educação Ambiental
Quarta a sábado, 9h às 17h; domingo, 9h às 14h.
A Floresta é Nossa — O Mar em Nós — cobertura educomunicativa realizada durante o festival por jovens de Bertioga, agentes de educação ambiental do Sesc Bertioga e educadores do Instituto Devir Educom.
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