Textos de Lúcia Helena Gama e Marcelino Freire visitam memórias da capital paulista

30/12/2023

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A memória é uma ilha de edição”, já escreveu o poeta Waly Salomão (1943-2003) num verso que leva a pensar que a maior metrópole da América do Sul é uma cinemateca para cada morador-editor.. Cantada e encantada por escritores, grafiteiros, atores, cineastas, músicos e toda sorte de artistas, São Paulo avança os ponteiros do relógio e, neste mês, aos 470 anos de idade, não esconde seus louros nem suas cicatrizes. Novidade para os recém-chegados e amiga de longa data para os que nela habitam, a capital é paulista, mas também é dos migrantes de Norte a Sul do país, dos imigrantes europeus, asiáticos, latinos e africanos, e dos refugiados que fizeram dela uma segunda casa.

Palco de importantes mudanças econômicas, sociais e culturais do país, São Paulo também é objeto de pesquisa da doutora em sociologia Lúcia Helena Gama. “No final da década de 1950 e início de 1960, o som emana das ruas do Centro Novo: inúmeras casas noturnas se abrem aos grupos musicais que não param de surgir. Das boates Stardust, Arpège, Michel, L’Amiral, Club de Paris e Cave, na Vila Buarque, até os pianos-bares mais ‘requintados’, com pianos e vozes de Claudette Soares, Angela Maria [1929-2018], Cauby Peixoto [1931-2016], Maysa [1936-1977], Leny Andrade [1943-2023], Wilma Bentivegna [1929-2015], Germano Mathias [1934-2023], Johnny Alf [1929-2010], Dick Farney [1921-1987] e Pedrinho Mattar [1936-2007], que emitem os primeiros acordes da bossa nova na capital paulista”, descreve no livro Eram a Consolação: sociabilidade e cultura em São Paulo nos anos 1960 e 1970 (Edições Sesc São Paulo, 2023).

Posterior à pesquisadora Lúcia Helena Gama – que na década de 1970 saía dos botecos da Vila Buarque com os amigos e gostava de subir a Consolação a pé, de madrugada -, o escritor pernambucano Marcelino Freire se mudou para a capital paulista há 33 anos. “A grande dificuldade de cara foi: conseguir fiador. Para alugar um quarto, sala, ventilador. Morei em uns oito apertados apartamentos. Dividi com outras pessoas o mesmo beliche. Rua Santo Amaro, Guaianazes, 9 de Julho. O resto sai na Rua Purpurina. O que não mata é vitamina de abacate. Em São Paulo descobri o prazer de tomar um mate. Comer berinjela. Prefiro coentro. Toda pizza acaba em orégano. E na solidão de uma janela olhando para uma outra janela para uma outra janela”, recorda.

Neste Em Pauta, um trecho do livro Eram a Consolação, da socióloga Lúcia Helena Gama, revisita a São Paulo da segunda metade do século 20, enquanto um texto inédito do escritor Marcelino Freire pede licença poética para falar da metrópole no século 21.
Boa leitura!

Eram a Consolação

Por Lúcia Helena Gama

Quantas dor de cotovelo
Eu bebi na minha vida
Espadona e Parreirinha
Ponto chique, Avenida
Outros bares da Ipiranga
Eram a consolação.

(Bares da Vida, de Adoniran Barbosa e Portinho)

Seguindo no espírito de Nos bares da vida: produção cultural e sociabilidade em São Paulo: 1940-1950, este trabalho vai traçar um panorama das alterações que o Centro da cidade sofreu durante as duas décadas seguintes, anos 1960 e 1970, com a criação de novas centralidades e novos espaços de cultura e de sociabilidade. O levantamento das informações sobre a cidade e a cultura no período foi feito através de longas entrevistas com estudantes e artistas, depoimentos escritos, entrevistas publicadas em órgãos de imprensa, publicações acadêmicas e textos literários.

A “figura” de um narrador/pesquisador percorre a rua e os espaços internos da cidade onde pulsa a vida cultural e dialoga com seus informantes, como se estivesse presente na construção desta história. A cidade compacta, com uma centralidade bem delimitada nos anos 1940 e 1950, aos poucos vai transbordando. Algumas obras e interferências no traçado das ruas e avenidas fazem com que o Centro Novo se esparrame para Vila Buarque, praça Roosevelt, bairros Bela Vista e Bixiga, rua Augusta, avenidas Consolação e Paulista.

No final da década de 1950 e início dos anos 1960, o som emana das ruas do Centro Novo: inúmeras casas noturnas se abrem aos grupos musicais que não param de surgir. Das boates Stardust, Arpège, Michel, L’Amiral, Club de Paris e Cave, na Vila Buarque, até os pianos-bares mais “requintados”, com pianos e vozes de Claudette Soares, Angela Maria, Cauby Peixoto, Maysa, Leny Andrade, Wilma Bentivegna, Germano Mathias, Johnny Alf, Dick Farney e Pedrinho Mattar, que emitem os primeiros acordes da bossa nova na capital paulista. São locais musicais, teatrais, de encontro entre jovens, estudantes e profissionais das artes e comunicações. A região central consegue, ainda, atravessar a década de 1960 com uma agitação bastante intensa. Os festivais causam grande trânsito de jovens, mobilizam torcidas que se reúnem na Galeria Metrópole, com seus inúmeros bares e boates. Músicos, críticos e jornalistas iniciam sua carreira por ali.

A galeria, na praça Dom José Gaspar, recém-construída, ferve ao som do samba, da “fossa” e da bossa nova e aguarda ansiosa os resultados dos festivais, vendo a “banda” passar. Ali os músicos se reúnem, ouvindo antecipadamente os grandes premiados e fazendo suas apostas. Com recorde de público nos teatros alugados pelas emissoras de televisão, transmitidos ao vivo, os festivais de música agitavam os jovens e formavam facções aguerridas. Mas ainda havia espaço para o samba-canção, o chorinho, o bolero e o “infernal” gênero musical que veio para ficar: o tal do rock and roll.

Aliás, o tal do rock and roll abre casas noturnas na rua Augusta, bota muitos jovens para dançar, lança modas e programas televisivos, como o de Antônio Aguillar, na TV Excelsior, depois Record, que tem um time começando: Demétrius, Ronnie Cord [1943-1986], George Freedman [1940-2023], Tony Campello, Celly Campello [1942-2003], Wanderléa e Roberto Carlos. Essa juventude frequenta aos domingos, perto do viaduto Maria Paula, um clube onde fazem bailes. Procuram o programa para se apresentar, não são cantores promissores, estão começando, mas o público vibra com tudo o que fazem, tudo o que querem é barulho, rock and roll. Nas “quebradas do mundaréu”, os músicos não tão abonados emitem os sons do bom samba paulista no Cortiço Negro, no Bixiga, nas gafieiras do Centro e nas que vão se avolumando na cidade, disputando e compartilhando espaço com o lazer tradicionalmente popular do futebol de várzea.

Figurinhas carimbadas na vida urbana, as mulheres, durante a década anterior, começaram a dar o ar da graça, acompanhadas de seus maridos, namorados e pais. Mas é agora que rompem importantes amarras; pondo as manguinhas de fora, estão em todos os lugares, em bares, na Cinemateca, no museu, no Clubinho dos Artistas, nas livrarias e faculdades, e ocupando espaços no mercado de trabalho. Personagens fundamentais nas profundas alterações comportamentais dessas décadas, elas trazem a graça e a ousadia da luta em várias situações. O mundo urbano, onde elas agora têm papel preponderante, ganha outras cores.

A transferência da Universidade de São Paulo para o outro lado do rio Pinheiros, medida extremamente controversa, aliada à radicalização da conjuntura política, vai aos poucos silenciando os espaços externos e centrais de convivência. Não é apenas a Faculdade de Filosofia que se retira do cenário urbano central, mas a de economia, na rua Doutor Vila Nova, a de arquitetura (FAU), na rua Maranhão, a de odontologia, na rua Três Rios, a Politécnica, na praça Coronel Fernando Prestes.

Aliadas às transformações urbanas, as atividades culturais passam por processos intensos de “modernização” da sua linguagem e estética, a evolução técnica das comunicações e a televisão agregam alguns elementos das culturas “nacional” e latino-americana que antes ficavam restritos às suas regiões. As linguagens visuais, antes limitadas às galerias e aos espaços expositivos, ganham novos ares, com a inserção da fotografia, desenhos, charges e propaganda na imprensa e nos painéis urbanos. Nas outras linguagens artísticas, o que está em curso é uma quebra radical da sacralidade dos espaços artísticos, indo do palco italiano à arena, aos happenings. Os bares e boates com pianos e palcos vão acolhendo os músicos, assim como os auditórios das universidades e faculdades.

Apesar das inúmeras restrições, censura, atos de vandalismo de direita e das forças de segurança contra as manifestações culturais e as aglomerações estudantis e artísticas, elas não morrem. A cidade não morre, se esconde, se espalha, força seus limites, disfarça suas reuniões. Estas são as histórias que vão aparecendo. Espraiando-se do cruzamento da avenida Ipiranga com a São João para a praça Roosevelt, rua Martins Fontes, rua Augusta, e descendo em direção ao bairro Bela Vista e à avenida Brigadeiro Luís Antônio.

A ida do campus da USP para o outro lado do rio Pinheiros causa um aumento de atividades culturais e estudantis dentro da Cidade Universitária, que passa a agregar moradia de estudantes. Aos poucos, com o aumento da repressão e a invasão do campus, os jovens estudantes e artistas vão encontrando outros lugares. Assim se dá a dinâmica da “ocupação” de Pinheiros, Butantã (na saída da Cidade Universitária), Vila Madalena e Vila Beatriz. Ali vão residir os jovens estudantes, já em número muito maior, descobrindo outras formas de sociabilidade, mais cotidianas, de vizinhança, e criando novos espaços de encontro durante a década de 1970. (…)

Ao lado da vida fechada, restrita, controlada, infantilizada, há um mundo de festas, todo mundo faz festas. Cantam, dançam, e quem dá o espírito são os baianos Gil e Caetano. Espírito Odara, cantar, dançar, bailar e esquecer. Assim nos conta Luiz Roncari: “Alternamos o trabalho com a diversão, esperamos os fins de semana para as festas e sempre tem várias acontecendo. Mas a cidade é muito triste, os únicos lugares que ficam abertos à noite, que podemos ir para encontrar os amigos, são o Riviera e o Ponto 4”.

Essa mesma perspectiva, de construção de novas formas de sociabilidade, porém com cunho político e social, leva jovens estudantes e artistas para regiões periféricas das zonas Sul, Norte e Leste da cidade, nas comunidades eclesiais de base, no teatro conscientizador e formador de público, nos clubes de mães, nas lutas contra a carestia e pelas conquistas de serviços urbanos básicos.

  • Lúcia Helena Gama é doutora em sociologia pela USP, autora de uma pesquisa que posteriormente se tornou o livro Nos bares da vida: produção cultural e sociabilidade em São Paulo, 1940-1950 (Senac, 1998).

Sobre viver em  São Paulo

Por Marcelino Freire

33 anos. Em 2024 faço 33 anos como morador de São Paulo. A idade de Cristo Redentor. Aquele da Cidade Maravilhosa aqui perto. Cristo vive de braços abertos, mas quem abraça mesmo é São Paulo. A Terra das Oportunidades. Onde o sol brilha mais alto por cima dos prédios. E a gente nem vê. A metrópole-cinza-de-cigarro.

Em São Paulo plantam-se guimbas. Nunca vi tanta fumaça espalhada pelo chão. A saudade já estava aqui quando cheguei. E os pombos também. Nunca vi tantos pombos em um único canto. Ratos no ar. E um infinito número de estátuas em cada esquina, lugar. O homem faz estátuas porque jamais conseguirá fazer árvores.

Ave! Já foi por terra a impressão que eu tinha de que São Paulo não tem verde. Tem sim. Parques da cor do dinheiro. Já senti, juro, cheiro de minha infância pelos jardins. São Paulo está repleta de jardins. A exemplo do Jardim Aricanduva, na zona Leste, o meu primeiro endereço. Sou retirante desde 1991.

A rua em que morei se chama Luiz Gonzaga. Eta cidade mais nordestina! Por que tamanha judiação? Quem me deu sotaque foi São Paulo. Quando abro a boca e falo, até hoje vêm e me indagam: de onde você é? Da periferia do Brasil, mano. Oxente! Tá ligado?

Tem gente que vem e diz: você já é paulistano. Você já perdeu sua raiz. Mentira! Respiramos por meio das raízes que carregamos. Sustentamos com elas a nossa existência. São Paulo, se a gente deixar, atropela. Sufoca. PauloiSão pelos ares. Olhar para os edifícios sem abaixar a cabeça. Esqueça. Silvio Santos não vem aí. Melhor abrir aos chutes o Baú da Felicidade. Anhangabaú da Felicidade. Wisnik. Tom Zé já me mostrou como tudo é. Muito antes de eu pôr o pé neste asfalto. A sua mais completa tradução: Augusto de Campos. E Rita Lee e Lygia e Maurício Pereira. E outros tantos. Eunice Arruda, Fabiana Cozza, as Pastoras do Rosário. Alzira E, Itamar, Minchoni, Arrigo Barnabé. Zé Celso, Amara Moira, Erika Hilton, Noite Ilustrada. Só a arte para a gente se sentir fazendo parte. Deste latifúndio. Deste fim de mundo sinalizado por placas imobiliárias.

A grande dificuldade de cara foi: conseguir fiador. Para alugar um quarto, sala, ventilador. Morei em uns oito apertados apartamentos. Dividi com outras pessoas o mesmo beliche. Rua Santo Amaro, Guaianazes, 9 de Julho. O resto sai na Rua Purpurina. O que não mata é vitamina de abacate. Em São Paulo descobri o prazer de tomar um mate. Comer berinjela. Prefiro coentro. Toda pizza acaba em orégano. E na solidão de uma janela olhando para uma outra janela para uma outra janela.

Arranjei em São Paulo um trabalho como revisor de textos. Em tempo: passo mais tempo revisando um texto do que escrevendo. Pergunte para a turma da Revista E. Estourei o prazo para a entrega deste testamento delírico que, agora, você lê. Releio, reviso, releio, reviso. Afunilo o ritmo. Rezo cada palavra em voz alta. Escuto como está a buzina do meu verbo. Nem em pensamento julgaria, um dia, acompanhar o nascimento dos SLAMs. Roberta Estrela D’Alva, o teatro. Gero Camilo, Hugo. O Grupo Clariô de Taboão da Serra. Quantas amizades sinceras! Ninguém olha para a cara de ninguém. Mas o coração vê. Existe amor em SP.

Por favor, senhor revisor, o certo é saraus ou sarais? Sarais, para rimar com Sérgio Vaz. E para rimar com Binho, como faz? É só não deixar de fazer. O poeta não sabe o que fazer, mas faz.

São Paulo não é. São Paulo são. Juro que estou são.

São Paulo tem fama de deixar todo mundo doente. De fato, deixa. Minha frase pigarreia. Até hoje não me acostumei com o frio. Mas gosto de edredom. Dormir é bom. Dizem que São Paulo nunca dorme. Dorme, sim, mas é sonâmbula.

Violenta República. Tanta família largada na rua. Outros, mortos de pancadas de chuva. Morro de vontade de dar um banho, um dia, no Rio Pinheiros. Enxugar os sovacos do Tietê.

Eu conheci o Tietê desde a época em que li, à margem do Rio Capibaribe, o poema de Mário de Andrade. Aquele poeta que morreu de tristeza profunda na Barra Funda. Tula Pilar vive. Hashtag Marco Pezão.

Nós é ponte e atravessa qualquer rio. Com ou sem água. Aprendi que “seca braba” é chamada aqui de “crise hídrica”. Acorda, meu povo. E o povo se levanta.

Passeatas históricas pela Paulista. Professores, metalúrgicos, comunidade artística, LGBTQIAPN+.
Quantas letras do alfabeto forem necessárias. Lembro-me dos caras-pintadas (nada a ver com indígenas). Lutar por todos os direitos. Tanto show de graça. Daí parti para fazer baladas literárias. Enquanto outras festas são feitas com um milhão, a Balada Literária desde 2006 é feita com humilhação. Eu peço.

Tenho a proteção de Xangô. Estreitei em São Paulo meus terreiros de devoção. Eu não ando só. É toda uma multidão. O povo, de cabeça baixa, rezando no celular. Amém, saravá. Uma procissão de filas. No meio do caminho tem um Minhocão.

Minha santidade de devoção: Cauby Peixoto, Célia, Elis. Tata Fernandes, Lirinha, Otto, Cristine Takuá, Tiganá. Adrienne Myrtes, Mutarelli, Ferréz, Rubi. O cantor Rubi. A voz de Rubi. Muitas riquezas que São Paulo me deu. Tanta gente que se matou (e se mata) de trabalhar para a Paulicéia Desvairada prosperar. Em quê? Economia Criativa parece nome de festa patrocinada pela Vale Quanto Pesa. Ou pela Bolsa de Valores.

A FeliZs é o acontecimento mais afetuoso da literatura. Idem a Mostra de Artes da Cooperifa. A Ria e as outras livrarias de rua. Piva vive. Hashtag Glauco Mattoso. Conheci Miró da Muribeca no Espaço Plínio Marcos. Cruzei com Plínio em uma encruzilhada. Também vi uma vez, em passeio de rua, Caio Fernando Abreu indo à feira comprar Morangos Mofados.

É verdade que a gente encontra tanto artista em São Paulo, Marcelino? Há muitos talentos cuspindo fogo nos semáforos. Não vê? Show de rock é muito caro. Conheci uma maravilhosa travesti chamada Lollapalooza. Amo. Em São Paulo tem muita esquina e abandono.

Cachorro limpando a bosta que o dono fez. Criançada vendendo panos de prato, uma casinha no campo, xadrez. Vi um mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam. Todo copo é de cólera. A gente diz que ama São Paulo, mas só quer sexo. Amo João Silverio Trevisan. Adoro Adoniran.

Conheci o amor da minha vida subindo a escada rolante do metrô. Eu de um lado, ele do outro. A gente descobre que subiu na vida quando encontra uma escada rolante pelo caminho.

Acho que terminei o texto. Não vou revisar mais. Chega! Ufa! Que demora. Sempre essa correria.

São Paulo quando ficar pronta vai ficar muito bonita.

  • Marcelino Freire é escritor, nasceu em Sertânia (PE) e é autor de Angu de Sangue (Ateliê Editorial, 2000), obra que o projetou para o cenário literário nacional e que, segundo o próprio escritor, “só foi possível ser escrito porque eu vim para São Paulo”. Também publicou Contos Negreiros (2005), vencedor do Prêmio Jabuti de 2006.

Referências: música “Asa Branca”; Rita Lee por Caetano Veloso; Criolo; Feira Literária da Zona Sul; Evandro Affonso Ferreira; Raduan Nassar; a última frase desse texto eu ouvi da cineasta paulistana Marcela Lordy.

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