Aprender brincando no Curumim

17/12/2018

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Curumins realizam atividade Trilhas Ambientais, no Sesc Interlagos.

Criança na aldeia corre solta, cuida de si e dos outros – e é cuidada por todos. Criança, em Tupi-Guarani, é curumim. E não é à toa que no Sesc também. Curumim foi o nome escolhido para batizar o programa de educação não formal criado há mais de 30 anos, que busca contribuir para o desenvolvimento integral de crianças de 7 a 12 anos.

A referência à cultura dos povos indígenas não fica só no nome. O programa procura mostrar que – para além das carteiras escolares – educação também é ouvir os sons da natureza, observar bem de perto as suas formas, imaginar-se dentro de um canto ou estrofe de poema.

Curumins durante passeio no Sesc Bertioga | Foto: Eduardo Pantalea

“Curumim é o lugar em que a criança é valorizada ao presentear alguém com uma conchinha. Talvez seja o único lugar do mundo onde ainda dedicamos tempo cuidando da vida e dos hábitos dos pássaros, nos importamos e sentimos falta quando somem” – conta a instrutora Tâmisa Betina da Silva, do Sesc Birigui.

A delicadeza de dar importância às pequenas coisas é uma amostra do esforço do programa em valorizar a criança com um ser dotado de saberes e universo cultural próprios, respeitado em sua integralidade, ainda que em constante transformação.

Roda de atividades com as crianças participantes do programa | Foto: Celina Rosa

O Curumim oferece às crianças um tempo e espaço onde podem se desenvolver sendo elas mesmas. É ao brincar, jogar, experimentar e imaginar que entram em contato com o mundo, se percebem e se expressam. E como se expressam! “Outro dia na Comedoria, enquanto fazíamos o lanche, uma garota disse: “ai, não consigo parar quieta, aqui no Curumim meu corpo é uma festa!” – relata o instrutor Cassio Vinicius Afonso Viana, do Sesc Santos.

Vivências, oficinas e uma variedade de atividades culturais, esportivas e ambientais são oferecidas | Foto: Cristiane Perencin

A ideia de festa, aliás, carrega traços importantes da intenção do programa: a de proporcionar o encontro, o contato com o diferente, a alegria, os afetos e o respeito pelo outro. “É um espaço de criação, é sobre criar juntos melhores condições, melhores atividades, melhores pessoas. É o espaço de viver a liberdade em um recorte coletivo. E é no coletivo que fica tão evidente até que ponto vai minha liberdade de ser, sem ferir ninguém”, afirma Tâmisa.

Em 2018, mais de 4 mil curumins brincaram, sorriram, conversaram, caíram e se levantaram, plantaram e cresceram, em 32 unidades do Sesc São Paulo. E estamos felizes em esperar para encontrar os novos curumins que virão em 2019. Quem sabe você conhece algum deles!

Quem pode participar?

Crianças de 7 a 12 anos, dependentes de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo com Credencial Plena do Sesc.

Quais unidades tem Curumim?

Atualmente são 32 unidades: Na Capital: 24 de Maio,  Belenzinho, Bom Retiro, Campo Limpo, Carmo, Consolação, Interlagos, Ipiranga, Itaquera, Pinheiros, Pompeia, Vila Mariana, Santana, Santo Amaro, Santo André e Osasco. No litoral: Bertioga e Santos.  No Interior: Araraquara, Bauru, Birigui, Campinas, Catanduva, Jundiaí, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, São José dos Campos, Sorocaba e Taubaté.

Qual a periodicidade das atividades do Curumim?

Geralmente de fevereiro a novembro.

Quem são os instrutores?

São profissionais do Sesc com as mais variadas formações e experiências nas áreas de educação, arte, cultura e ciências.

Para realizar a inscrição procure uma unidade do Sesc São Paulo e informe-se sobre a disponibilidade de vagas e documentos necessários.

Clique aqui para saber mais sobre o programa Curumim.

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