Sesc SP

postado em 12/07/2018

Por dentro da terceira edição da Zumbido

Ilustração de Heloisa Etelvina
Ilustração de Heloisa Etelvina

Que a música tem o poder de transformar as pessoas ninguém duvida, mas a operação inversa é tão ou mais verdade.

Você sabia, por exemplo, que o primeiro jingle brasileiro saiu do forno de uma padaria? E que tem instrumentos musicais que surgiram simplesmente por que a fábrica não conseguiu reproduzir um som que estava na cabeça do músico?

Depois de dois números temáticos, a Zumbido, publicação digital do Selo Sesc, amplia o leque de temas para dar da música quando os holofotes não estão apontados para ela: jingle é música? soundsystem não é só festa? quem assiste documentário musical? o instrumento não vem pronto de fábrica? Para todas essas perguntas, óbvio, há mais de uma resposta e chamamos um time seleto para jogar um pouco de luz nas sombras da fogueira das vaidades musicais.

 

 

Abrindo o compasso nas pontas aparentemente opostas, Chico Dub conta a história da cultura do soundsystem em São Paulo e Cláudio Leal escrutina a produção de jingles no Brasil. Continuando nos ecos da cultura jamaicana, Ricardo Cury faz perfil do reggaeman Edson Gomes. André Barcinski dá a sua visão sobre o boom do documentário musical no país e Charles Gavin diz quem é quem no ofício da luthieria. E, se a intenção é ler sobre música, João Marcos Coelho pinça 5 livros para começar a ler sobre a dita cuja.

Completam a escalação desta edição a videoartista Isadora Stevani e o quadrinista Alcimar Frazão. As ilustrações que dão cara e corpo à esta edição são assinadas por Heloisa Etelvina.

E para celebrar e ampliar a discussão, dia 31/7 no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, ocorre um bate-papo com Charles Gavin e Edgard Poças, sobre o quanto mudou, o quanto ficou igual a produção de jingles e a luthieria nesses dias de hoje. A mediação fica por conta da pesquisadora e radialista, Biancamaria Binazzi.