SOBRE A CORAGEM | Artigos de Adauto Novaes e Marcia Sá Cavalcante

30/11/2022

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Leia a edição de dezembro/22 da Revista E na íntegra

Palavra que vem do latim (coraticum), mas que se moldou no português por influência da língua francesa (courage), a coragem – cujo significado literal é “ação do coração” – navega nas águas turbulentas do medo, sentimento que domina o cenário contemporâneo. Enquanto isso, convive-se com a sensação de que a tal bravura perante os desafios sociais, econômicos e políticos esconde-se, hoje, embaixo da cama. Afinal, que virtude é essa que parece nos faltar justo quando mais precisamos? E como despertar em si a coragem?

Essas e outras questões foram levadas à 33ª edição do Ciclo Mutações: Sobre a coragem e outras virtudes, realizada pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo (CPF) e pela Artepensamento, entre junho e agosto deste ano. Com curadoria e concepção do filósofo, jornalista e professor Adauto Novaes, o ciclo contou com a participação de pensadores de diversas áreas, lançando suas perspectivas – histórica, filosófica, psicanalítica, entre outras – sobre o assunto. Neste Em Pauta, compartilhamos excertos de dois pensadores que participaram do ciclo.

No primeiro, a filósofa Marcia Sá Cavalcante dissocia a virtude do que parece ser o oposto da coragem, a covardia, e ainda questiona seu propósito: “Qual o sentido de se falar em coragem num mundo que não faz mais sentido, ou seja, num mundo que parece ter perdido não só um sentido de mundo, mas o sentido do que seja sentido?”. E no segundo artigo, Adauto Novaes reforça a simbiose entre coragem e medo. “Chegamos, enfim, a um paradoxo: não existe coragem sem medo. Para ser corajoso é preciso ter medo. Lemos em Jankélévitch [Vladimir Jankélévitch, filósofo francês (1903-1985)] que aqueles que nada temem não são corajosos, mas cegos”, assinala o autor.

Na seção Em Pauta de dezembro, artigos abordam a coragem.

A anarquia da coragem
Por Marcia Sá Cavalcante

Como epígrafe, um diálogo fictício

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem,
escreve Guimarães Rosa

…Viver não é coragem, saber que se vive é coragem...
[…] a coragem de ser o outro que se é,
escreve Clarice Lispector

Como pensar a coragem hoje? A pergunta proposta é corajosa, pois desafia o sentimento espalhado de que hoje não faz mais sentido falar em coragem e seus heroísmos. Qual o sentido de se falar em coragem num mundo que não faz mais sentido, ou seja, num mundo que parece ter perdido não só um sentido de mundo, mas o sentido do que seja sentido?

Como falar de coragem num mundo onde o sentido se esvazia pelo modo como circula e se comunica tornando todo sentido ambíguo e vazio quando voltado contra si mesmo? Como falar de coragem num mundo onde os próprios discursos sobre a coragem desencorajam a coragem tão logo se reproduzem e autopropagam em memes e mensagens sem fim, banalizando-se em jargões e chavões sobre a coragem? Por outro lado, como não falar em coragem num mundo que lida cotidianamente com as questões mais perigosas e mais desesperadas: os múltiplos extermínios, a fome crescente, a miséria expansiva, o desemprego massivo, a exclusão mutiladora, a opressão econômica, social, política, sexual, afetando toda a Terra e suas formas de vida, humanas, não humanas, pós-humanas, com uma força que excede todas as formas conhecidas de força de combate e resistência?

Se Descartes tem alguma razão ao dizer que “…é nos assuntos mais perigosos e mais desesperados que mais se empregam ousadia e coragem…” [As Paixões da Alma, livro III, art. 173, em Os Pensadores], não será no mundo atual, tão perigoso e desesperado, que se deveria empregar com todo vigor não só uma fala da coragem, mas uma prática da coragem? Mas como entender que num mundo devastado por tantos incêndios – da Amazônia a museus e catedrais, dos solos físicos aos espirituais, conceituais, sensíveis, políticos e éticos sobre os quais história e natureza se viram confrontados ao longo dos séculos – os ecos da palavra coragem se percam na intensidade de uma apatia e desencorajamento ativos? Como compreender que hoje se tenha tanto medo da coragem, um medo que gera “o hábito que temos de olhar através das grades da prisão, o conforto que traz segurar com as duas mãos as barras frias de ferro”, como Clarice Lispector descreveu “o medo da libertação”? [O Medo da Libertação em A Descoberta do Mundo (1984)].

Por um lado, nunca dizer “coragem” pareceu tão impotente frente ao perigo e ao desespero; por outro, nunca foi tão urgente dizer: “coragem”. Para dizer “coragem” é preciso ademais separar o dizer da coragem com dois pontos, os “dois pontos à espera”, como os definiu também Clarice Lispector [É como se a vida dissesse o seguinte: e simplesmente não houvesse o seguinte. Só os dois pontos à espera em Água Viva (1973)], os dois-pontos de uma tomada de fôlego, o fôlego da espera de um fôlego.

Como falar de coragem num mundo onde os próprios discursos sobre a coragem desencorajam a coragem tão logo se reproduzem e autopropagam em memes e mensagens sem sim, banalizando-se em jargões e chavões sobre a coragem? “

Marcia Sá Cavalcante

Atentando para a necessidade desses dois pontos do fôlego da espera ao se dizer “Coragem”, pode-se escutar que a agonia da coragem hoje está sobretudo ligada a uma outra agonia, a agonia da “espera”. Descartes talvez também tenha razão ao dizer ainda que, para se empregar ousadia e coragem nos “assuntos mais perigosos e desesperados”, “é preciso que se espere ou até que se tenha certeza de que o fim proposto será logrado, para opor-se com vigor às dificuldades com que nos deparamos” [frase retirada do texto As Paixões da Alma, livro III, em Os Pensadores].

A explicação cartesiana para o não emprego da coragem nos assuntos mais perigosos e desesperados é a falta de espera e esperança, e ainda da certeza do que se quer alcançar e de que aquele a ser alcançado pode ser alcançado. O que Descartes não poderia pensar é, contudo, que hoje não cabe mais opor coragem somente ao medo ou à covardia, mas também à apatia, ao desencorajamento e até mesmo às ideias e ideais que ressoam na palavra “coragem”. E, sobretudo, que a incapacidade de esperar ou de assegurar-se de que o fim proposto será logrado reside, antes de tudo, na falta do fim a se propor.

Que fim poderia se propor quando, por toda parte, o mundo se confronta com a ameaça e o perigo do seu fim – seja o fim do mundo natural ou do mundo histórico? Que fim a se propor e a esperar quando o fim de uma finalidade não mais se distingue do fim de um aniquilamento, quando a lógica da instrumentalização, eficácia e finalidade de tudo, a lógica do niilismo ativo do capitalismo global tende a pôr fim a tudo? Que fim propor se o sentido do fim dificilmente se distingue do fim da possibilidade de um sentido e um princípio capazes de orientar e fundamentar o pensamento e a ação? “O que é permitido esperar?” [Was darf Ich hoffen?], perguntou Kant sem imaginar que um dia essa pergunta se viria privada de sentido, uma vez que, diante do fim do mundo dos sentidos e dos sentidos de mundo, parece que não há o que nos permita esperar.

Mas por que a espera de um fim preciso e definido seria a condição para empregar a coragem nos assuntos mais perigosos e desesperados? Por que a coragem para pensar e agir nos assuntos mais perigosos e desesperados precisa da espera e certeza de um fim preciso e definido? Se admitirmos que o discurso manipulador e ideológico do “fim do mundo” encobre que em questão está não o fim “de” mundo, mas o fim de “um” mundo de sentido, que fazemos a experiência de uma mutação da história do mundo e do mundo da história, será preciso considerar que nada há o que esperar, seja um mundo depois do fim do mundo, seja um nada depois do fim do mundo. Em questão está a coragem de nada esperar quando nos damos conta de que em jogo está uma mutação do mundo e de todos os seus sentidos e direções, uma mutação genética e histórica da sensibilidade e de todas as formas de inteligibilidade.

Mutação não é o mesmo que transformação e metamorfose. Enquanto transformação e metamorfose podem ser intuídas ou previstas, já que são compreendidas como passagem de uma forma para outra que, não obstante nova, mantém alguma semelhança ou laço com a forma passada e superada, a mutação expõe todo sopro de vida para o imprevisível e impossível, para o que não se deixa reconhecer, assimilar ou identificar, para o informe e sem forma. Pode-se assim dizer que toda mutação implica um mutismo e uma dificuldade de reagir frente ao que ultrapassa todo horizonte de possibilidade e de compreensibilidade.

A questão que se coloca, então, é como pensar a coragem num tempo de mutação, ou seja, num tempo que se apreende como perda de todos os princípios, sentidos e valores que sustentavam experiência de mundo, enquanto experiência da perigosa e desesperada relação entre teoria e prática, entre pensamento e ação. (…)

Marcia Sá Cavalcante é professora titular de filosofia na Universidade de Södertörn (Suécia). Autora de diversas obras, publicadas em diferentes idiomas, como: Lovtal till intet: essäer om filosofisk hermeneutik (Elogio ao Nada: Ensaios de Hermenêutica Filosófica), de 2006, e Att tänka i skisser: essäer om bildens filosofi och filosofins bilder (Pensar por Esboços: Ensaios sobre a Filosofia da Imagem e as Imagens da Filosofia), de 2011.
Na seção Em Pauta de dezembro, artigos abordam a coragem.

Sobre a coragem e outras virtudes
Por Adauto Novaes

Medo, não, mas perdi a vontade de ter coragem
(Guimarães Rosa – Grande Sertão Veredas)

OBSERVAÇÃO PRELIMINAR

Logo depois da Segunda Guerra, em artigo para o jornal Combat, Albert Camus escreve: “O Século 17 foi o século das matemáticas, o século 18 o das ciências físicas, e o século 19 o da biologia. Nosso século 20 é o século do medo”.

Camus reconhece não ser muito “científico” o que diz – o medo sempre dominou o homem, e o que aconteceu na Idade Média é bom exemplo – mas deve-se reconhecer que o medo passou a ser hoje uma das mais eficazes armas “invisíveis” da política. No prefácio às Cartas Persas, Paul Valéry escreve: “Um tirano de Atenas, que foi um homem profundo, dizia que os deuses foram inventados para punir os crimes secretos”. Eles são os únicos seres que não precisam existir para reinar, como escreveu Baudelaire. Rousseau vai além: sob a vontade absoluta do senhor, os homens “tornam-se iguais porque nada são”.

É certo que os “crimes secretos” são inventados pelos tiranos e os deuses são os mensageiros do medo! Silenciosas, as paixões do medo governam os homens impedindo-os, ao mesmo tempo, de se governarem. O tirano joga o seu jogo. Resta ao homem criar o seu jogo contra o tirano. Mas, muitas vezes acontece o contrário e o medo se desdobra no seu interior: ele passa a ter medo não apenas do tirano, mas, principalmente, do medo de si. Vemos, assim, uma guerra particular – a luta do medo interior contra o medo – que tanto pode atrofiar o trabalho do espírito quanto resultar em cólera, violência contra si e contra o outro.

Diante da mecânica do progresso apenas material, é difícil admitir uma sociedade sem tirania e sem medo, mas que pelo menos ela exista sem o consentimento do espírito. Este é o primeiro gesto de coragem. Mas a coragem hoje tende a desaparecer, valores são anulados e “sentimentos que pareciam inquebrantáveis por terem resistido a vinte séculos de vicissitudes, transformaram-se em ruínas”. Diante das ruínas, é preciso seguir o que nos propõe Char: não ter medo, isto é, ter a coragem de nomear as coisas que nos parecem impossíveis de descrever. Muitos pensadores opõem a covardia à coragem. É verdade.

A covardia se manifesta hoje de maneira evidente e forte na apatia diante das coisas do mundo. Mas os seres são constituídos por uma natureza de uma audácia singular: quando pensamos na coragem, eles não se reduzem nem à virtude do guerreiro da Antiguidade e à ética do combatente e muito menos à virtude viril – os chamados valores masculinos, como analisa Francis Wolff. Existe a virtude do saber e da ação: diante de um mundo em decomposição, muitos buscam uma resposta à velha questão: por que é assim e não de outra maneira?

A primeira resposta, a mais profunda, é dada pelo poeta: não me disfarço, não procuro a máscara “porque Eu sou reação ao que sou”. O primeiro movimento dessa reação consiste na ideia do saber porque todo pensamento já estabelecido “é menor que o próprio pensar”. Assim, lemos nos Cahiers de Paul Valéry, saber o que se é consiste no momento primordial do que vai ser “aquilo que sou”.

A perda da coragem de revoltar-se atinge não só a política, mas também os afetos e as disposições subjetivas, criando seres indiferentes a tudo

Adauto novaes

Não deixa de ser interessante a sequência proposta por Camus – matemática, ciências físicas, biologia – o que vai resultar no tão discutido domínio da tecnociência, da biotecnologia e do numérico digital, tríade que comanda as mutações hoje. Mas Valéry já havia antecipado este diagnóstico ao afirmar que a evolução da física tende a trocar o saber pelo poder: “A entrada em cena da teoria da energia e a da aplicação dos cálculos estatísticos à física marca uma época do espírito. Porque estas teorias consagram o abandono da pretensão de conhecer o universo físico em si, e manifestam a resignação ao trocar o saber pelo poder. Não se trata mais de penetrar o íntimo das coisas, mas de se limitar às suas manifestações finitas, isto é, sensíveis e tangíveis – ou numeráveis”.

A ciência, a partir do século 17, pariu um tipo particular de medo. Ora, sabemos que a coragem é a virtude que pode derrotar o medo. “A coragem – diz Alain – vai diretamente e por princípio contra estes abandonos de si… E a ação, mesmo imprudente, é muitas vezes necessária contra o próprio medo: nesses casos, é na calma sem cólera que se reconhece a coragem”. Mas, ao falar também do século do medo e da indiferença, a primeira pergunta é: Qual a responsabilidade do homem no mundo contemporâneo, se a técnica é pensada como a história que substitui o homem como sujeito da história? Como diz Günther Anders no livro de ensaios A Obsolescência do Homem: “Fomos destronados, escreve ele, e pusemos em nosso lugar outro sujeito da história, ou melhor, o único outro Sujeito possível da história, a técnica.”

Ao ler Anders, impossível não lembrar o que diz Heidegger sobre o Ser e o esquecimento do Ser: para ele, “o Ser torna-se simples objetividade para a ciência e hoje simples fundo de reserva para o domínio técnico do mundo”. É certo de que estamos no limite de nos excluirmos da história através, entre outros mecanismos, de uma irresistível vontade de cultivar a “paixão da ausência” de tudo o que acontece.

Com desconfiança diante de tanta certeza de Anders, podemos retraduzir o que ele escreve de maneira menos conclusiva. Devemos pensar, por exemplo, que o Ser da humanidade – suas ações, paixões, desejos e afetos – depende hoje da tecnociência, mas não totalmente, o que vale reconhecer no homem ainda certa potência, mesmo que muito fragilizada. Neste sentido, Valéry é mais preciso: “Pode-se dizer que tudo o que sabemos, isto é, tudo o que podemos, acabou por se opor a tudo o que somos”. Eis o lado positivo da ciência-poder, a possibilidade de sermos diferentes do que somos, ter coragem para sermos diferentes. “Opor” equivale dizer que existe outro lado em luta, não quer dizer domínio absoluto e definitivo.

A frase de Valéry é cheia de nuances e nos leva a muitas interpretações; pensemos, a partir dela, a coragem, ligada às ideias de sabedoria e poder, elementos indissociáveis, porque não basta saber, é preciso também ter potência – ou poder – para o exercício da coragem: muitas vezes o corajoso sabe e quer, mas não pode – saber não é poder; muitas vezes, o homem sabe e pode, mas não quer, e aí entra a figura do oposto da coragem, a covardia: por medo, por interesse ou por egoísmo, não quer ver e agir. Vemos hoje que a política se estrutura não apenas se utilizando da repressão, mas também pelo desencorajamento. A perda da coragem de revoltar-se atinge não só a política, mas também os afetos e as disposições subjetivas, criando seres indiferentes a tudo. Em síntese: chegamos, enfim, a um paradoxo: não existe coragem sem medo. Para ser corajoso é preciso ter medo. Lemos em Jankélévitch que aqueles que nada temem não são corajosos, mas cegos. Mais ainda: para ele, ao acreditar no Sofista, a coragem não existe sozinha, isolada de outros valores – ou melhor, a coragem só se torna coragem se se construir, num laço indelével, com a justiça, a sabedoria e a prudência. (…)

Adauto Novaes é jornalista e professor. Foi diretor do Centro de Estudos e Pesquisas da Fundação Nacional de Arte, Ministério da Cultura, por duas décadas. Os ciclos de conferências que organizou resultaram em livros de ensaios, como Tempo e História (1992), vencedor do prêmio Jabuti de 1993, na categoria ciências humanas, além de Rede Imaginária: Televisão e Democracia e O Homem-Máquina, editados pela Companhia das Letras, e A condição humana (Agir e Edições Sesc São Paulo, 2009).
Assista a todos os vídeos do Ciclo Mutações: sobre a coragem e outras virtudes, realizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo (CPF) e pela Artepensamento, entre junho e agosto deste ano.

A EDIÇÃO DE DEZEMBRO/22 DA REVISTA E ESTÁ NO AR!

Neste mês, discutimos como os cursos livres de EAD (educação a distância) democratizam o acesso ao conhecimento, aproximam especialistas em diversas áreas de alunos interessados em se capacitar em novos saberes, e com isso ampliam o repertório cultural. A reportagem principal de dezembro aproveita o crescente número de matriculados em espaços de educação a distância, principalmente depois da pandemia, para apresentar a plataforma EAD do Sesc São Paulo, onde estão disponíveis, gratuitamente, 13 cursos livres.

Além disso, a Revista E de dezembro/22 traz outros conteúdos: uma reportagem que mostra como manuscritos borram a fronteira entre documento e obra de arte, propondo um olhar possível por entre frestas do tempo; uma entrevista com o diretor Miguel Rubio Zapata sobre as convergências do teatro peruano com o Brasil e a defesa da criação coletiva como atitude, e não método; um depoimento com a atriz Julia Lemmertz sobre os 40 anos de carreira e a dedicação ao teatro; um passeio visual por imagens que celebram o legado do pensador utópico Darcy Ribeiro no ano em que ele faria um século de vida; um perfil do romancista Lima Barreto, morto há 100 anos e um dos mais brilhantes nomes da nossa literatura; um encontro com o canto sagrado da cantora Virgínia Rodrigues; um roteiro por cinco espaços culturais da capital paulista que mantêm lojas e livrarias abertas ao público; um conto inédito da escritora e poeta Eliane Potiguara; e dois artigos que refletem sobre a coragem.

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