Revista do Centro de Pesquisa e Formação – Edição Especial: Perspectivas contemporâneas do lazer – (ISSN 2448-2773)

01/08/2018

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Revista do Centro de Pesquisa e Formação – Edição Especial: Perspectivas contemporâneas do lazer

Expediente

SESC – SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL
Abram Szajman
DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL
Luiz Deoclecio Massaro Galina

SUPERINTENDENTES
TÉCNICO-SOCIAL Rosana Paulo da Cunha
COMUNICAÇÃO SOCIAL Ricardo Gentil
ADMINISTRAÇÃO Jackson Andrade de Matos
ASSESSORIA TÉCNICA E DE PLANEJAMENTO Marta Raquel Colabone
ASSESSORIA JURÍDICA Carla Bertucci Barbieri

GERENTES
ESTUDOS E DESENVOLVIMENTO João Paulo Leite Guadanucci
ARTES GRÁFICAS Rogério Ianelli
CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO Andréa de Araújo Nogueira

REVISTA DO CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO
EDITOR Marcos Toyansk
ORGANIZADORA Ane Talita Rocha
TRADUÇÃO E REVISÃO Sérgio Molina e Ipsis Litteris
ILUSTRAÇÃO DE CAPA Veridiana Scarpelli
PROJETO GRÁFICO Denis Tchepelentyky
DIAGRAMAÇÃO Magno Studio e Walter Cruz

EQUIPE SESC
Rafael Peixoto e Rosana Elisa Catelli


Apresentação

Aos Leitores

Por Danilo Santos de Miranda, Diretor do Sesc São Paulo

O Sesc – Serviço Social do Comércio é fruto de uma iniciativa cuja originalidade se assenta em um sólido projeto cultural e educativo. Criado e mantido pelo empresariado do comércio de bens, serviços e turismo, o Sesc conta com uma rede de centros socioeducativos voltada para a promoção do bem-estar e da melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores desses setores, bem como da sociedade em geral.

Em suas unidades, o Sesc desenvolve rotineiramente atividades para o usufruto do tempo livre, o que, inegavelmente, também perfaz a experiência de ócio construtivo, orientado para o desenvolvimento humano. Diante de uma sociedade imersa no tempo do trabalho, na qual a competividade e os ritmos exaustivos dão a tônica enquanto o ócio e o tempo livre aparecem com menor ênfase, torna-se imprescindível refletir sobre o viver bem, o lazer e a diversão (cuja raiz etimológica guarda relação com “divergir”, “mudar de direção”), uma reflexão que pode servir de contraponto a uma vida regrada pelo tempo do relógio e orientada somente para a eficiência e a produtividade.

O Sesc percebeu a necessidade de dar continuidade aos debates e estudos sobre tempo livre que a instituição promove desde a década de 1960, organizando – vinte anos após a edição do Congresso Mundial de Lazer intitulada “Lazer em uma sociedade globalizada” – uma nova edição do mesmo evento, em torno do tema “Lazer sem restrições”. O Congresso de 2018 joga luz sobre o imperativo da transposição das principais barreiras que ainda existem e dificultam o acesso das pessoas ao lazer, contemplando a reflexão e o enfrentamento sistemático desses entraves e contribuindo para seu redimensionamento como um direito na sociedade contemporânea.

(…)

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Perspectivas Contemporâneas do Lazer

Por Luiz Octávio de Lima Camargo

RESUMO
O objetivo deste artigo é refletir sobre o futuro do lazer, no contexto do debate Perspectivas Contemporâneas sobre Ócio, Lazer e Tempo Livre, evento organizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP. O referencial teórico se assenta em reflexões de autores especializados em lazer de diferentes países. O referencial metodológico acompanha, grosso modo, os protocolos recomendados por Joffre Dumazedier, na metodologia previsional por ele chamada de sociologia ativa, e são aplicados às três categorias do lazer: tempo, espaço e atividade. Os resultados apontam para a indefinição do futuro do tempo de lazer do ponto de vista de sua quantidade, mas mostram um avanço, dada a porosidade dos tempos sociais, em especial entre trabalho e lazer. Do ponto de vista do espaço, mostram a importância das atividades ao ar livre e do contato com elementos naturais. Do ponto de vista da atividade, enfatizam o protagonismo da busca da experiência e da tecnologia no seu futuro.

Palavras-chave: Lazer. Sociologia ativa. Tempo de lazer. Espaço de lazer. Atividade de lazer.

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Ócio na Contemporaneidade Cansada

Por José Clerton de Oliveira Martins

RESUMO
Este artigo objetiva oferecer compreensões sobre o ócio a partir de discussões recentes, resultado de investigações no âmbito do OTIUM – Grupo de Estudos Multidisciplinares sobre Ócio e Tempo Livre, filiado ao Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza e suas redes de colaboração. O trabalho resulta de um estudo de enfoque teórico e abordagem reflexiva. Sugerimos aqui que o ócio envolve muito mais que descanso, contemplação e um nada fazer. Entendemos que, para além destas possibilidades, está o que decorre da experiência apreendida por quem a vivencia.

Palavras-chave: Ócio. Contemplação. Tempo livre. Cultura contemporânea.

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Panorama da Pesquisa em Políticas Públicas de Lazer no Brasil

Por Sílvia Cristina Franco Amaral

RESUMO

Este artigo tem por objetivo apresentar um panorama dos estudos em políticas públicas de lazer no Brasil. Para tanto, realizou-se uma análise sumária dos estudos precursores da temática, dos atuais grupos de estudos que têm por objeto este tema e do foco das análises promovidas pelos pesquisadores de tais políticas, apontando por fim outras possibilidades e necessidades de investigação nesse subcampo do lazer.

Palavras-chave: Lazer. Políticas públicas. Pesquisa.

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Estudos sobre a Temática do Lazer na América Latina: um panorama

Por Christianne Luce Gomes

RESUMO
Este artigo tem por objetivo apresentar um panorama dos estudos em políticas públicas de lazer no Brasil. Para tanto, realizou-se uma análise sumária dos estudos precursores da temática, dos atuais grupos de estudos que têm por objeto este tema e do foco das análises promovidas pelos pesquisadores de tais políticas, apontando por fim outras possibilidades e necessidades de investigação nesse subcampo do lazer.

Palavras-chave: Lazer. Políticas públicas. Pesquisa.

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História do uso do tempo livre: A emergência do lazer (Inglaterra , século XVIII)

Por Victor Andrade de Melo

RESUMO
Este artigo tem por objetivo discutir como se conformaram costumes e usos do tempo na Inglaterra do século XVIII tendo em conta que, no período, a estruturação das fábricas e a subsequente necessidade de facilitar a circulação de mercadorias transformaram a cidade no locus privilegiado de vivências sociais. À necessidade de forjar um conjunto de comportamentos considerados adequados para a consolidação do modelo de sociedade em construção, adendou-se a reorganização dos tempos sociais, dando origem a um mais claro delineamento do tempo livre. Que relação se pode estabelecer entre essa nova dinâmica dos tempos sociais e as tensões relacionadas à construção de um novo modus vivendi? Como se estruturou um conceito moderno de lazer?

Palavras-chave: História do Lazer. Revolução Industrial. Inglaterra.

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Trabalho, tempo livre e consumo sob o manto da racionalidade do Capital

Por Valquíria Padilha

RESUMO
Neste ensaio, analiso a teia que se forma, no capitalismo, entre trabalho, tempo livre e consumo. Reforço a tese de que não é possível haver um tempo verdadeiramente livre sob a lógica do capital, pois o consumo de bens e serviços prevalece dominante no tempo disponível. Quando a organização do trabalho rouba a autonomia e a liberdade dos trabalhadores, o tempo de não trabalho não pode ter o êxito de fruição que se projeta nele. O tempo verdadeiramente livre seria aquele que se organiza e se concretiza em prol da emancipação humana. Uma sociedade cujos membros são emancipados é uma sociedade que possibilita seu livre desenvolvimento sem que eles tenham que sacrificar a própria vida em função de interesses que não são diretamente as necessidades humanas, coletivas e sociais. Somente haverá um tempo verdadeiramente livre quando o tempo de trabalho não for mais heterônomo e não mais estiver a serviço dos interesses de lucratividade do capital.

Palavras-chave: Trabalho. Tempo livre. Consumo. Capitalismo. Emancipação humana.

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O que é mesmo uma brincadeira?: O exemplo das travessuras em São Paulo

Por Denise Bernuzzi de Sant’Anna

RESUMO
O texto trata de algumas diferenças históricas entre travessura, brincadeira e lazer na cidade de São Paulo, durante o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Também indica algumas características da crescente desvalorização dos sentimentos tristes, outrora presentes no espaço urbano cuja paisagem continha muito mais fortemente do que hoje traços de ruralidade e noções de higiene pouco usuais atualmente. O foco principal do texto está nas brincadeiras infantis e todo ele resulta de uma pesquisa junto a jornais e revistas da época.

Palavras-chave: Brincadeiras. Cidade. Infância.

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