
Revista do Centro de Pesquisa e Formação nº 03 – Dossiê: Entre letras, imagens e sons: As mulheres e a produção da Cultura
SESC – SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO
Administração Regional no Estado de São Paulo
PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL
Abram Szajman
DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL
Danilo Santos de Miranda
SUPERINTENDENTES
TÉCNICO-SOCIAL Joel Naimayer Padula
COMUNICAÇÃO SOCIAL Ivan Giannini
ADMINISTRAÇÃO Luiz Deoclécio Massaro Galina
ASSESSORIA TÉCNICA E DE PLANEJAMENTO Sérgio José Battistelli
GERENTES
CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO Andréa de Araújo Nogueira
ADJUNTO Mauricio Trindade da Silva
ARTES GRÁFICAS Hélcio Magalhães
ADJUNTO Karina Musumeci
CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO
COORDENADORA DE PROGRAMAÇÃO Rosana Elisa Catelli
COORDENADORA DA CENTRAL DE ATENDIMENTO Carla Ferreira
COORDENADOR ADMINISTRATIVO Renato Costa
COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO Rafael Peixoto
REVISTA DO CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO
EDITOR Marcos Toyansk
ORGANIZADORES Dulcilei da Conceição Lima e Flavia Prando
REVISÃO Tatiane Ivo
ILUSTRAÇÃO DE CAPA Veridiana Scarpelli
ILUSTRAÇÃO DE FICÇÃO Juliana Brecht
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Denis Tchepelentyky
Por Danilo Santos de Miranda, Diretor do Sesc São Paulo
“Eu asseguro que alguém se lembrará de nós no futuro”.
Safo de Lesbos
Por que não houve grandes mulheres artistas? Em 1971, a historiadora da arte Linda Nochlin publicou um artigo propondo algumas respostas para essa questão, que se coloca diante do fato de que são pouquíssimas as mulheres que passaram à posteridade reconhecidas por sua genialidade artística. Décadas antes, em 1929, Virginia Wolf havia publicado Um teto todo seu, onde buscou reconhecer seus pares na história, mulheres escritoras perdidas nas brumas do tempo.
Ambas escrevem a partir da inquietação quanto a aparente ausência (ou escassez) de mulheres que tenham se dedicado ao fazer artístico. Embora separadas por quatro décadas, as autoras partem de pressupostos comuns, de que existiram muito mais mulheres artistas do que se tem notícia e que condições econômicas, sociais e morais seriam os principais fatores responsáveis pela discrepância numérica entre artistas do sexo masculino e do sexo feminino.
Linda Nochlin contesta o pressuposto de que maestria e grandiosidade são produtos do talento, qualidade inata que agraciaria mais a homens do que a mulheres. A resposta estaria, portanto, nas condições socioeconômicas, no lugar social destinado à mulher (o ambiente doméstico) e nas oportunidades de aprendizagem artística. Virginia Wolf, em 1929, já destacava a centralidade das condições materiais para o pleno desenvolvimento do trabalho artístico ao propor, como requisitos básicos para a escrita, o acesso a uma renda e a um “teto todo seu”, condições que permitiriam às mulheres dedicação integral à arte.
As profundas mudanças ocorridas ao longo do século XX oportunizaram um acesso inédito das mulheres ao fazer artístico em todas as linguagens. No entanto, a persistência da desigualdade de gênero segue sendo uma realidade também no campo da cultura. O coletivo de artistas Guerrilla Girls, em atuação desde 1985, vem sistematicamente denunciando a discriminação de gênero no mundo da arte. Em posters e autocolantes, as artistas do coletivo provocam a partir de questões como “As mulheres precisam estar nuas para entrar nos museus?”, em alusão à abundância de pinturas de nus femininos em contraponto ao pequeno número de trabalhos de artistas mulheres nas coleções das instituições museais.
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Dossiê: Entre letras, imagens e sons: As mulheres e a produção da Cultura
Por Carla Cristina Garcia
Toda pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam. Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
Artigo 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Se examinarmos as listas de clássicos da literatura, das coleções de pinturas e escultura dos museus e das partituras que as grandes orquestras interpretam, a escassez de obras de autoria feminina poderia nos levar a conclusão de que, com efeito, a cultura e a arte são feitas por homens. Tal escassez tem múltiplas causas que poderiam ser resumidas ao fato de que, ao longo da história, as mulheres se depararam com diversos tipos de obstáculos para se tornaram artistas: para criarem, difundirem suas obras e para deixarem sua marca na história das artes. Como em outros âmbitos da vida social, a presença das mulheres no campo da produção da cultura revela a mesma condição de invisibilidade que em outros campos da vida pública.
Essa situação apresenta consequências específicas que merecem um exame adequado. Começando pelos números. Ainda hoje, apesar dos avanços obtidos com a crítica feminista e das várias manifestações levadas a cabo por coletivos de mulheres artistas feministas, o número de artistas mulheres nas coleções e nos acervos de museus de arte continua sendo tremendamente inferior ao de artistas homens. Uma recente pesquisa realizada pela ArtNews demonstrou que menos de 30% das exposições individuais nos principais museus dos Estados Unidos são de obras de mulheres artistas e apenas três em cada dez artistas representados em galerias comerciais dos Estados Unidos são mulheres. Olhando os números latino-americanos, constata-se que a situação é a mesma: apenas 20% do acervo do MASP em São Paulo e do MALBA em Buenos Aires são compostos de obras de mulheres artistas, para ficarmos em apenas dois exemplos.
Entre letras, imagens e sons: as mulheres e a produção da cultura A questão aqui não são apenas os números, mas a falta de referências femininas nas artes em todas as manifestações que eles produzem. Para Victoria Sau, as marcas da cultura dadas apenas por categorias exclusivamente masculinas fazem com que pareça que a cada nova geração as mulheres estivessem despertando de um sonho e percebessem que, enquanto dormiam, os homens tivessem feito tudo (SAU, 1990).
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Por Carla Cristina Garcia
Este trabalho procura entender a estratégia discursiva que algumas escritoras latino-americanas utilizam em suas obras na reivindicação do lugar espacial e cultural do saber tradicional feminino, frequentemente confinado à invisibilidade pela cultura androcêntrica, como locus e ethos, a partir dos quais subverter a ordem patriarcal e os contextos que nomeiam, conceituam e hierarquizam as obras artísticas.
Palavras-Chave: Literatura. Mulheres. Cozinha. Conhecimento tradicional.
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Por Ligia Fonseca Ferreira
RESUMO
No século XIX, o Brasil recebeu inúmeros viajantes estrangeiros. Raríssimos brasileiros fizeram a travessia no sentido inverso. Nísia Floresta, conhecida precursora do feminismo no Brasil, constitui uma exceção. Destacou-se igualmente por seu pioneirismo enquanto viajante, mulher e brasileira na Europa, onde viverá por quase trinta anos, tendo-se radicado na França. Do relato das viagens e do exílio resultaram quatro obras escritas diretamente em francês e publicadas em Paris. Trata-se de um caso raro na literatura brasileira de escrita migrante, quando se adota uma língua estrangeira como língua de criação. Neste artigo, a partir das obras originais, analisamos a maneira como a educadora e escritora potiguar aborda sua experiência da viagem e do exílio; os aspectos interculturais presentes na comparação entre os diversos países visitados e sua terra natal; a crítica à visão dos estrangeiros que percorreram o Brasil. A erudita escritora elenca referências a autores e autoras, em sua maioria franceses, com os quais estabelece inequívocas relações intertextuais. Por fim, observaremos em que medida os textos de Nísia Floresta constituem, ou não, um contra-discurso em relação ao discurso dos viajantes europeus sobre seu país.
Palavras-chave: Nísia Floresta. Viajantes estrangeiros no Brasil. Viajantes brasileiros na Europa. Análise intercultural. Relações culturais Brasil-França.
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Por Norma Telles
RESUMO
O texto faz uma leitura das ideias de algumas escritoras brasileiras em relação à Primeira Guerra Mundial e ao papel das mulheres no conflito. Julia Lopes de Almeida, Leolinda Daltro e Maria Lacerda de Moura expuseram suas considerações sobre o assunto em palestras, crônicas, livros e ações. O debate cobre formas de pacifismo e até mesmo a proposição de serviço militar para mulheres. Descortinam-se posições diferenciadas que traçam um panorama rico e sugestivo sobre a complexidade do período e instruem a respeito das discussões da época em relação às mulheres e à guerra de forma geral.
Palavras-chave: Escritoras brasileiras; Primeira Guerra Mundial; Mobilização.
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Por Ana Carolina Arruda de Toledo Murgel
RESUMO
O presente artigo traz os resultados parciais de minha pesquisa de pós-doutorado intitulada “Cartografias da Canção Feminina: compositoras brasileiras do século XX”. O projeto, com apoio da FAPESP, visa levantar e analisar, numa perspectiva feminista, as obras de compositoras brasileiras no século XX (abarcando também as encontradas no século XIX), na tentativa de preencher uma lacuna frequentemente abordada na imprensa e em obras especializadas sobre a quase inexistência de mulheres na arte da composição musical, em especial até os anos de 1960.
Palavras chave: Composição feminina. Música popular. Compositoras brasileiras.
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Por Miguel Chaia
RESUMO
O artigo propõe refletir sobre o potencial da arte como forma de pensamento e reflexão acerca da realidade circundante. Nesse sentido, o texto analisa a trajetória e a obra da artista Sandra Cinto, notória representante da geração que surge no final do século XX, portadora de questionamentos sociais e políticos. A artista Sandra Cinto levanta questões existenciais e sociais por meio da pintura, instalação, desenho e objetos tendo por base a discussão simbólica da água. Nas suas diferentes fases de trabalho artístico a artista deixa entrever questões de gênero e da vida, poeticamente colocadas pelas artes plásticas.
Palavras-chave: Arte e sociedade; arte e gênero; arte e vida.
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Por Rafael Balseiro Zin
RESUMO
Este artigo tem por objetivo desenvolver uma reflexão crítica acerca da representação pictórica de escritoras negras no Brasil contemporâneo, que, comumente, são retratadas de forma estigmatizada, caricaturada e, por vezes, a partir de imagens que não reproduzem, necessariamente, sua correta identificação. Para tanto, a pesquisa toma como referência o caso da romancista maranhense Maria Firmina dos Reis, cuja fisionomia, mesmo sendo desconhecida dos autos da história e da historiografia literária nacionais, continua sendo veiculada de modo errôneo e distorcido, em ambientes físicos e virtuais. Ao realizar uma leitura sincrônica e de imersão das principais imagens que são utilizadas para se referir à escritora, o que se pretende é despertar a atenção da comunidade acadêmica e do conjunto da sociedade para os impactos negativos que esse tipo de abordagem racializada gera, tanto na representação social das mulheres negras no país quanto na constituição simbólica da população afro-brasileira, como um todo.
Palavras-chave: Escritoras negras no Brasil. Representação pictórica. Maria Firmina dos Reis.
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Por Leonilia Magalhaes e Priscilla Cruz Leal
Este artigo pretende discutir, dentro da história da arte, o significado da performance para o discurso feminista. Partindo de sua proto-história até os dias atuais, mostramos o quanto a arte performática foi importante como forma de expressão para as mulheres discutirem e exporem suas opressões, sua ênfase no corpo e desconstruções de identidades. Considerando ainda a ausência de um movimento de arte feminista brasileiro, analisamos duas performances da artista plástica Márcia X, que trazem simbolismos e discursos que vão ao encontro das políticas do feminismo no Brasil, transgredindo a retomada da pintura pelos artistas plásticos no final dos anos 1980, momento de abertura do País, após longos anos de ditadura militar.
Palavras-chaves: Arte. Performance. Feminismo. Corpo. Márcia X.
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Artigos
Por Marcia Rangel Candido, Verônica toste Daflon e João Feres Júnior
RESUMO
O presente artigo indaga a maneira como o cinema comercial brasileiro espelha hierarquias profissionais de cor e gênero presentes em seus processos produtivos. A partir da codificação e análise de uma base composta pelas 238 produções de maior bilheteria entre os anos de 2002 e 2013, primeiramente focamos nas funções de direção, roteirização e atuação, a fim de averiguar se há nelas diversidade de gênero e “raça”. Na sequência, classificamos os personagens brancos, pretos e pardos dos gêneros feminino e masculino dos elencos principais de 91 filmes em que figuravam atores e atrizes negros(as), a fim de aferir sua caraterização. Os resultados mostram que as variáveis raça e gênero interagem na distribuição de funções de prestígio, como direção e roteiro, com a total ausência de mulheres negras e a sub-representação de homens negros e mulheres brancas, se comparados aos homens brancos. Ademais, identificamos na análise dos personagens a quase ausência de indivíduos pardos tanto do gênero masculino quanto feminino; a presença de brancos e, principalmente, pretos convivendo em áreas e habitações pobres; e o isolamento dos brancos de classe média e alta em relação aos não brancos.
Palavras-chave: Gênero. Raça. Audiovisual. Cinema. Representações.
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Por Susana Ventura
RESUMO
O ensaio trata da literatura para crianças e jovens produzida no Brasil e propõe aos leitores adultos um caminho de leituras por algumas das obras mais desafiadoras publicadas nas últimas décadas.
Palavras-chave: Literatura Brasileira. Literatura para crianças e jovens. Leitura
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Gestão Cultural
Por Sérgio Luís Venitt de Oliveira
Introdução
Este artigo pretende ser uma breve reflexão sobre o teatro no Sesc desde sua fundação. Tais linhas buscam contextualizar panoramicamente a ação institucional, por meio de uma aproximação da programação realizada e suas conexões com a produção brasileira e internacional, bem como com as questões políticas, sociais e culturais contemporâneas.
A intenção é revelar as principais linhas de pensamento que nortearam e ainda norteiam a ação programática em teatro, considerando que sempre houve, há e haverá um “pensamento” que permeia essa ação, mesmo que essas linhas de atuação não fiquem claras, ou não sejam tematizadas, sejam pelos próprios programadores, sejam por comentadores, críticos, público ou a mídia especializada. Entende-se que para qualquer programação, por mais irrelevante e pontual que seja, tem-se sempre que fazer escolhas entre as possibilidades dadas. Em uma palavra, programar é escolher. Tais escolhas dependem de uma série de fatores que vão do repertório e do saber do programador ou do grupo de técnicos responsáveis pela organização de determinada programação; passam pela oferta de obras no mercado, da produção naquele momento, pelos recursos para o pagamento dos grupos, pela disponibilidade dos equipamentos físicos como os edifícios teatrais e seus riders; além dos financiamentos necessários para a criação e produção dos trabalhos artísticos. Há ainda a inserção política, ideológica, moral e cultural daqueles que decidem sobre o quê fazer, o quê realizar. Portanto, o que se quer aqui é partir de uma ideia de curadoria e sua relação com as responsabilidades que isso implica. “Curar” é responsabilizar-se. É por em marcha um pensamento por meio de uma ação. A ação de programar, realizar um trabalho, por em público uma obra é em vários sentidos compactuar com o que ela diz ou pode dizer.
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Por Carina Moutinho
RESUMO
O presente artigo pretende apresentar uma breve visão de como funcionam as políticas públicas culturais na área teatral em Portugal e no Brasil, sob a perspectiva de uma produtora cultural que teve como experiência profissional a realização de trabalhos em duas cidades de cada um dos países mencionados. Este trabalho foi realizado como etapa final do curso de Gestão Cultural do Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP, que foi finalizado em maio de 2015.
Palavras-Chave: Teatro. Portugal. Brasil. Política Cultural.
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Por Lucelina Rosseti Rosa
RESUMO
Este artigo objetiva contribuir com o debate sobre as crianças de pouca idade como públicos de cultura, por meio de reflexões sobre os direitos culturais em relação à primeira infância. Aborda referenciais teóricos no campo das Ciências Sociais e parâmetros normativos que orientam a dimensão dos direitos na infância, sugerindo a ampliação da percepção e olhares mais apurados por parte de produtores e gestores culturais, de forma a valorizar a especificidade das crianças de pouca idade nas criações, produções, programações, propostas e projetos voltados a esse público.
Palavras-chave: Crianças. Primeira infância. Cultura.
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Por Priscila Rahal Gutierrez
RESUMO
O presente texto tem por objetivo realizar um breve resgate histórico da gestão cultural em música erudita implementada pelo Sesc São Paulo, desde sua fundação até a os anos mais recentes. As atividades consideradas envolveram concertos de orquestras, corais, conjuntos camerísticos e apresentações solo, festivais, séries, projetos, cursos e produção fonográfica. Com base nos caminhos percorridos, nas ações realizadas e na observação das escolhas da instituição no que se refere aos campos contemplados (difusão, formação, desenvolvimento da linguagem, pesquisa estética, pesquisa histórica, dentre outros), pretende-se identificar os pensamentos e conceitos que norteiam o desenvolvimento da área na instituição.
Palavras-Chave: Gestão cultural. Música erudita. Música de concerto. Educação musical. Sesc-SP.
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Por Gustavo de Oliveira Costa
RESUMO
Este trabalho pretende analisar sobre a realidade brasileira no campo da produção cultural independente, a fim de que se possa discutir acerca da construção de caminhos de autonomia e independência para os profissionais da cultura. Pretende-se refletir sobre as possibilidades de novos arranjos, novas mentalidades e novas ferramentas de financiamento para a construção de trajetórias e ideias mais criativas e sustentáveis para os agentes do campo da produção cultural independente.
Palavras-Chave: Produção Cultural Independente. Cenário Cultural Brasileiro Independente. Autonomia. Independência. Sustentabilidade.
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Entrevista
CPF: A Teoria Crítica é a espinha dorsal do pensamento feminista. Você poderia explicar, em termos gerais, para nossos leitores, o que é a Teoria Crítica Feminista?
Amy Allen: Essa é uma ótima questão. Acho que o termo “Teoria Crítica” pode ser definido de várias maneiras, e uma delas definitivamente inclui o feminismo, mas outras podem não incluir. Nos EUA, falamos em Teoria Crítica tanto em termos de qualquer teoria que faça crítica aos mecanismos sociais vigentes – como o feminismo, a Teoria Queer, a Filosofia Crítica da Raça, a Teoria Pós-Colonial… neste sentido, todas essas são consideradas teorias críticas (e são diferentes de, por exemplo, abordagens teóricas mais abstratas ou utópicasque estão interessadas em falar sobre como a sociedade deveria ser, sem olhar para como elarealmente é) – quanto em termos mais tradicionais, que se refere à tradição alemã da Escola de Frankfurt daTeoria Crítica Social. Então, o termo “teoria crítica” tem aplicações mais abrangentes ou mais restritas, e eu acho que as da tradição da Escola de Frankfurt não têm sido tão abertas ao feminismo e às questões de gênero nem, especialmente, às teorias críticas mais recentes, como a Teoria Queer e a Teoria Pós-Colonial, quanto talvez devessem ou pudessem ser.
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Resenha
Por Camila Fresca
MONTEIRO DA SILVA, Eliana. Clara Schumann: compositora X mulher de compositor. São Paulo: Ficções Editora, 2011.
RESUMO
O texto é uma resenha do livro Clara Schumann: compositora X mulher de compositor, de Eliana Monteiro da Silva. Clara Schumann, esposa de Robert Schumann, foi compositora e uma das maiores virtuoses do piano no século XIX. No entanto, seu nome é bem menos conhecido do que o de seus contemporâneos do sexo masculino. O livro procura resgatar aspectos da vida e da obra da artista, no intuito de valorizar sua produção. Discute-se o legado de Clara Schumann sob a perspectiva de uma artista que, sendo mulher, tinha que se dividir entre suas atividades profissionais e seus afazeres domésticos de mãe e esposa.
Palavras-chave: Romantismo; mulheres na música; Clara Schumann
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Ficção
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