Foto: João Caldas
Foto: João Caldas

Gongorê

Adaptação e direção de Celso Frateschi e Kiko Martins

O teatro de onde eu venho

Consolação

Duração: 50 minutos

L

atividade presencial

Local: Teatro Anchieta

Você também pode adquirir seu ingresso nas bilheterias a partir das 17h do dia 19/10

Foto: João Caldas
Foto: João Caldas

“Eu e meus irmãos muitas vezes só conseguíamos dormir com a voz do meu pai narrando histórias. Na minha memória afetiva é um dos momentos de maior plenitude que guardo e conservo e que procurei proporcionar aos meus filhos e agora os meus netos.  

GONGORÊ é uma dessas histórias que meu pai ouviu de meu avô, que ouviu de meu bisavô, que não sei de onde ouviu. Não sei a origem dessa fábula. Sei que a ouvia na Lapa de Baixo, aqui em São Paulo, onde nasci, nas margens da várzea do Rio Tietê, ainda não retificado, de onde meu pai tirava o barro para fabricar tijolos em sua Olaria. Pode ter vindo na sua primeira versão com meus ascendentes italianos, pode ter uma origem africana, pois Gongorê é o rei do Congos, como canta o pássaro de mesmo nome. Como sempre, foi transmitida oralmente e vem se transformando e servindo aos seus narradores no decorrer dos tempos. Creio que isso me autoriza agora apresentar essa minha versão. Espero conseguir proporcionar aos que assistirem e ouvirem esta fábula o prazer de viver que ela sempre me proporciona!” 

Celso Frateschi 

Gongorê nos faz refletir sobre os olhares imprescindíveis que necessitamos ter em relação à natureza. Conta a história de um caçador faminto pela falta do que caçar. Em determinada madrugada sai em busca de lugares onde a fauna e a flora não tenham se tornado deserto. Após dias andando pela terra árida, ele desmaia de cansaço. Ao acordar, se vê num paraíso cercado de matas, rios e cachoeiras, repleto de pássaros e animais silvestres. O canto de um lindo e enorme pássaro lhe chama atenção e, apesar da insistência desse pássaro em avisá-lo para que não o ferisse, o caçador atira, mata, depena, limpa, pica, frita e come o pássaro do paraíso. Ao acabar de comer, começa a passar mal e sua barriga começa a crescer de uma tal forma que explode e de lá sai o lindo pássaro voando e cantando: “Não te disse, não te disse, sou Gongorê…Eu sou rei dos Congos, sou Gongorê”. 

 

 FICHA TÉCNICA

adaptação e direção: Celso Frateschi e Kiko Martins
elenco: Celso Frateschi  e Miguel Abati
cenografia e figurino: Sylvia Moreira
luz: Wagner Freire
música original: Giovani Di Ganzá
produção: Ágora Teatro e Marlene Salgado 

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